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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Caixa lança linha de crédito para MEI, pequenas e médias empresas

Taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência. Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

A Caixa anunciou nesta terça-feira (23) que oferecerá aos microempreendedores individuais, pequenas e médias empresas a linha de crédito GiroCaixa, com garantia do FGI, fundo gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência.

Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

As empresas poderão pedir empréstimos com valor mínimo de R$ 5 mil e máximo de até R$ 10 milhões. O FGI garantirá até 80% do valor do crédito.

Os recursos podem ser usados para investimentos, despesas operacionais, pagamento de salários de empregados e compra de matéria-prima e mercadorias.


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Custo de vida cai em todas as faixas de renda, informa Ipea

Em agosto, a queda foi registrada pelo segundo mês seguido.

De acordo com o levantamento mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), houve queda no custo de vida para todas as faixas de renda no mês de agosto. O órgão publicou a pesquisa na terça-feira 13. Foi o segundo mês seguido com deflação generalizada, fato que não ocorria desde julho de 2010.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda “registrou deflação para todas as faixas de renda, com variações entre -0,51% para o segmento de renda alta e -0,12% para a classe de renda muito baixa”, informou o instituto em nota. Assim, no acumulado entre janeiro e agosto, as taxas de inflação variaram de 4,11% (renda média alta) a 4,94% (renda muito baixa).

No mês anterior, o custo de vida caiu 0,34% para a classe com renda muito baixa e 0,42% para a população de renda muito alta. De acordo com os dados, o pico ocorreu para quem está na faixa de renda média: redução de 0,85%.

Em agosto de 2021, o cenário era de aumento no custo de vida em todas as faixas. O pior resultado daquele período ficou para renda muito baixa, com inflação de 0,91%.

Transporte lidera queda do custo de vida
Conforme os dados do levantamento, a queda de preços no setor de transporte puxou a melhora do custo de vida em agosto. A redução nesse segmento oscilou entre -0,42% (renda muito baixa) e -0,96% (renda muito alta). Em junho, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a lei que limita o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, a gasolina, a energia elétrica, as comunicações e os transportes coletivos.


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Petrobras se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo

A Petrobras se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo no segundo trimestre de 2022, de acordo com a 35ª edição do Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson, à frente de empresas como Nestlé, Mercedes-Benz e Microsoft.

Como os resultados da Petrobras afetam o Brasil? Os dividendos são a distribuição de parte do lucro aos acionistas. Como a União é a maior acionista individual da empresa, com mais de 50% das ações com direito a voto e cerca de 29% do total, segundo dados da B3, só neste ano o país já recebeu cerca de R$ 64 bilhões de dividendos da petroleira.

Segundo Guilherme Paiva, analista da MundoInvest, a distribuição dos dividendos pela petroleira pode ter ajudado o país a melhorar as contas públicas em um momento em que o governo Bolsonaro aumenta os gastos.

"Essa distribuição de dividendos pode ter tido, também, uma influência política, principalmente pelo fato de o governo ter uma participação significativa na Petrobras e se beneficiar do pagamento, engordando o caixa em um momento de PEC dos Auxílios e de despesas para além do teto de gastos", disse.

Isso pode trazer algum problema para o Brasil? Segundo analistas, ao distribuir grande parte do lucro obtido aos acionistas, a petroleira deixa de investir em projetos de inovação, importantes em um setor que poderá acabar no longo prazo, como o de combustíveis fósseis.

Além disso, a Petrobras pode ficar sem dinheiro em caixa em caso de oscilações do petróleo para baixo, puxando o preço do barril para patamares menores que US$ 60.

"A empresa pode ficar descapitalizada e ter pouco recurso para se proteger das oscilações do petróleo, mas acredito que seja difícil isso acontecer pois há um planejamento", afirma Paiva.

Como foi possível distribuir tanto lucro, até maior que concorrentes do setor? Para Paulo Luives, da Valor Investimentos, a alta na distribuição dos dividendos da Petrobras está ligada à melhora da gestão.

"A empresa, nos últimos anos, reestruturou-se muito bem em termos de controlar endividamento, focar na exploração do pré-sal, fez muitos desinvestimentos, saindo de áreas que não eram estratégicas ao negócio, e isso permitiu que ela enxugasse estrutura e gerasse caixa", disse.

Além disso, a alta dos preços do petróleo no mercado internacional fez com que a empresa ganhasse mais dinheiro do que o previsto.

Soma-se a boa gestão ao momento positivo no setor de petróleo. Com dívida controlada e sem planos de investimentos muito grandes, ela consegue gerar muito caixa e distribuir para seus acionistas, afirma o especialista.

O que acontece daqui para a frente? A Petrobras deverá continuar a distribuir os dividendos, mas não no mesmo volume. Isso porque a petroleira optou por antecipar a distribuição dos lucros deste ano já em agosto.

Ao final de cada ano, a empresa apura os resultados, e no ano seguinte apura os dividendos. Se ela tem uma dívida baixa, pode antecipar os dividendos. Ao todo, 52% do pagamento foi de adiantamento, e o restante foi o 2021, diz Guilherme Paiva.

Apesar disso, o projeto da estatal é manter a política de distribuição de dividendos aos acionistas.

No plano de governança para os próximos cinco anos, está prevista a manutenção na política de dividendos, afirma Paulo Luives.

Mas há também a possibilidade de mudança de governo federal. Uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida atualmente, pode fazer com que a estatal altere a política de distribuição de dividendos.

Quais as outras empresas no ranking? As maiores pagadores de dividendos do mundo no 2º trimestre segundo a Janus Henderson são:

    Petrobras
    Nestlé
    Rio Tinto
    China Mobile
    Mercedes-Benz Group
    BNP Paribas
    EcoPetrol
    Allianz
    Microsoft
    Sanofi

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Poupança completa 20 meses seguidos de perdas para a inflação

Nos últimos 20 meses, a poupança vem completando um ciclo de perdas para a inflação. Portanto, quem tem dinheiro nesta modalidade de investimento, está perdendo poder de compra há quase 2 anos. Mas a principal dúvida é, onde colocar o seu dinheiro ? Em abril deste ano, a rentabilidade da poupança marcou 0,56% em termos nominais. Por outro lado, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 1,06%, maior valor encontrado em 26 anos. Com isso, a caderneta teve um retorno negativo de -0,50% no mês. A última vez que a poupança teve ganhos reais no acumulado, foi no período de 12 meses iniciado em agosto de 2020 (0,45%). Ou seja, o dinheiro aplicado na poupança está diminuindo em vez de crescer em razão do rendimento abaixo da inflação. Por outro lado, mesmo a poupança não sendo o único de investimento que esteja perdendo para a inflação, há outras opções de investimento em renda fixa que superam a rentabilidade da poupança e que estão dando retorno de até mais de 1% ao mês, dependendo do prazo da aplicação. Isso só é possível devido à alta da taxa básica de juros (Selic) que está ativa atualmente.

Quanto rende a poupança
Desde que a Selic ultrapassou o percentual de 8,5% ao ano, ao final de 2021, a rentabilidade da poupança voltou à regra antiga. Deste modo, a mesma deixou de pagar 70% da taxa básica de juros e passando assim a ter rendimento fixo de 6,17% ao ano + TR (ou 0,5% ao mês + TR). Valor este que já era pago para a chamada “poupança velha“, que equivale aos depósitos realizados até abril de 2012.

De acordo com os cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), ao se aplicar R$ 1 mil na poupança, esta rende atualmente R$ 74,40 em 12 meses, ou 7,44% ao ano. Este valor já inclui no cálculo a variação da TR e considerando a manutenção da Selic em 12,75%. Por um outro lado, a inflação oficial do país atingiu 12,13% em ritmo anual em abril, completando 8 meses seguidos acima de dois dígitos, e o mercado financeiro tem projetado um IPCA ainda próximo de 9% para o ano de 2022.

Quais outras alternativas para contornar a inflação ?
Mesmo com a alta da Selic para 12,75% ao ano, a rentabilidade da poupança segue congelada em um nível abaixo da inflação projetada para o ano. Por outro lado, a rentabilidade de outros rendimentos de renda fixa aumentou, acompanhando a trajetória da taxa básica de juros. De acordo com as simulações do buscador de investimentos Yubb, o retorno projetado para os principais investimentos de renda fixa supera de longe o da inflação, com retorno líquido, que consiste na rentabilidade descontando a inflação e o imposto de renda, de até 6% para o período de 12 meses. Entre os investimentos de renda fixa que superam a inflação, os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e o Tesouro Selic, são alternativas consideradas tão seguras quanto à poupança e mais rentáveis neste momento.


sexta-feira, 28 de julho de 2023

XP Investimentos Como funciona? É seguro?

O que é e como funciona a XP Investimentos? Analisamos vantagens e desvantagens de usar a corretora
Quem já procurou dicas de como começar a investir seu dinheiro com certeza já topou com a XP Investimentos em suas buscas pelo Google. Afinal, estamos falando de uma das maiores corretoras independentes do Brasil.

Com 18 anos de mercado, mais de 1,7 milhão de clientes ativos e mais de R$ 400 bilhões sob sua custódia, a corretora se tornou uma referência quando o assunto é investimento. Mas, será que é seguro investir com a XP?

Se você sempre quis saber como funciona a XP Investimentos, esse post é pra você. Preparamos um conteúdo completo para mostrar as vantagens e as desvantagens de contar com essa assessoria em suas aplicações. Boa leitura!

O que é a XP Investimentos?
A XP nasceu em 2001, em Porto Alegre, como uma pequena empresa de agentes autônomos de investimentos. Seis anos depois, a empresa comprou a Americainvest e se tornou uma corretora.

Desde então, o foco é assessorar seus clientes com informações e ferramentas para fazer seus investimentos renderem mais. No final de 2017, a XP anunciou sua associação com o Itaú Unibanco, que adquiriu 49,9% das ações da corretora por R$ 6,3 bilhões.

A XP Investimentos cresceu tanto que hoje é apenas um dos braços do Grupo XP, que abrange alguns dos principais players do mercado financeiro nacional. Ficando apenas no campo das corretoras, também fazem parte do grupo marcas como a Clear e a Rico.

Atualmente, a XP tem mais de 660 escritórios credenciados distribuídos pelo Brasil. Além disso, coloca à disposição de seus clientes mais de três mil assessores de investimentos para ajudá-los a aplicar seu dinheiro de forma eficaz e segura.
Quem é o dono da XP Investimentos?

O nome por trás do grande sucesso da XP Investimentos é o de Guilherme Benchimol, fundador e atual CEO da corretora. Foi ele quem criou a empresa, em um escritório de 25 metros quadrados em Porto Alegre, ao lado de Marcelo Maisonnave, há mais de 18 anos.

Carioca e formado em Economia, Benchimol deixou o Rio de Janeiro após ser demitido da plataforma de investimentos Investshop. Com apenas 24 anos, ele se mudou para a capital gaúcha para abrir o próprio negócio.

No início, a XP se resumia aos fundadores e dois estagiários. Um deles logo saiu para trabalhar em um grande banco de investimentos, enquanto a outra, Ana Clara Sucolotti, se tornou sócia e, depois, esposa de Benchimol.

Benchimol logo viu a família e os negócios crescerem. Hoje, já com três filhas, o fundador da XP gerencia uma das maiores corretoras de valores independentes do Brasil e, em 2018, fez parte da lista da Bloomberg como uma das 50 pessoas mais influentes do mundo.

Em entrevista à revista “Forbes” em junho de 2019, Benchimol falou um pouco sobre seu perfil e como ele se reflete na cultura e nos valores da XP:

“Eu sou uma pessoa de hábitos simples, que sonha alto, tem a mente aberta e espírito empreendedor, e é assim que definimos a companhia. Queremos pessoas que se engajem nesse propósito e sejam humildes, no sentido de não serem donas da verdade, estarem dispostas a mudar de opinião e a aprenderem”, afirmou.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Libra em queda Livre, desvalorizando ?

A libra esterlina já foi a moeda mais poderosa do mundo. Antes da dominância do dólar, ocupou por décadas o papel de reserva internacional de valor.  Era também, até pouco tempo atrás, uma das moedas mais valorizadas. A fortaleza das cédulas exibindo o rosto estampado da rainha Elizabeth refletia a confiabilidade ostentada por Londres como centro financeiro global.  Em 2007, no apogeu mais recente da libra, eram necessários US$ 2 para trocar por uma moeda de 1 libra. 


Depois de uma desvalorização acelerada nos últimos dias, a libra agora vale US$ 1,06 – com viés de baixa –, e o Bank of England (BoE) teve que fazer uma intervenção hoje pela manhã para estabilizar o mercado de títulos públicos: suspendeu o quantitative tightening e vai comprar títulos longos. No mercado de opções, os traders ampliaram as suas apostas de que a libra cairá abaixo de US$ 1 até o fim do ano. A corretora Nomura estima que a paridade ocorrerá em novembro, e que a moeda encerrará o ano cotada a US$ 0,975.  A origem do problema da libra está na leniência de sua Autoridade Monetária. Com a inflação no Reino Unido acima de 10%, a maior em quatro décadas, o BoE demorou a agir e ficou atrás da curva inflacionária. Mas o golpe de misericórdia contra a moeda foi o plano econômico da nova primeira-ministra, Liz Truss, que traz uma combinação explosiva de aumento de subsídios e redução de impostos. O plano deve criar um rombo nas contas públicas da ordem de 7% do PIB nos próximos dois anos. Foi o gatilho para o espetacular tombo da libra nos últimos dias.  Rogério Xavier, o fundador da SPX, estima que se não houver um ajuste fiscal e um aperto monetário mais rápido, a coisa ainda vai piorar.  “O Reino Unido tem déficits gêmeos: um mega déficit na conta corrente do balanço de pagamentos e o fiscal frouxo,” Xavier disse ao Brazil Journal. “Com o Bank of England dovish, não tem jeito: o ajuste é na moeda.”  A última vez em que a libra havia se aproximado da paridade com o dólar foi há quase quatro décadas, mais precisamente em 1985. Naquele período, a moeda americana também passava por uma fase de forte valorização. Era um reflexo do choque de juros de Paul Volcker em sua luta para “quebrar a espinha da inflação”.  Com a inflação no atacado ainda rodando em 20%, o BC britânico indicou que vai acelerar o aperto monetário, mas recuperar a credibilidade será uma missão complicada, e o pacote econômico de Truss deixará a tarefa ainda mais difícil.  Para superar o marasmo econômico, a primeira-ministra propôs o maior corte de impostos desde os anos 1970. Além disso, o governo vai gastar US$ 50 bilhões para subsidiar as tarifas de eletricidade. Truss quer ressuscitar o espírito de Margaret Thatcher. Em linha com a visão histórica do Partido Conservador, ela acredita na redução de impostos como alavanca para a atividade econômica.  Não se sabe se vai dar certo, mas no curto prazo, dizem os analistas, o alívio tributário aprofunda o buraco fiscal, enfraquece a libra e joga mais lenha na inflação. O efeito deve ser um PIB ainda mais fraco nos próximos trimestres. A reação negativa dos mercados derrubou a libra e elevou os juros dos títulos públicos para os maiores patamares em duas décadas. As taxas dos papéis de 30 anos atingiram 5%. Larry Summers, o ex-secretário do Tesouro dos EUA, vê com pessimismo o plano de Truss. “Mas não imaginei que os mercados ficariam tão ruins tão rapidamente,” Summers disse no Twitter.  “Uma tendência de juros longos em alta e moeda em baixa é característica de situações de perda de credibilidade,” disse Summers. “Acontece com mais frequência nos países em desenvolvimento”, mas, segundo o economista, já ocorreu no início do governo Mitterrand, na França, e no final do governo Carter, nos Estados Unidos, antes da chegada de Volcker ao Fed.  O plano de Truss mereceu uma reprimenda do Fundo Monetário Internacional. “Tendo em vista as pressões inflacionárias em muitos países, incluindo o Reino Unido, não recomendamos pacotes fiscais amplos e que não sejam focados, porque é importante que a política fiscal não trabalhe contra a política monetária,” diz a nota. O Fundo pede que o governo britânico reavalie as medidas, especialmente especialmente aquelas que vão beneficiar os mais ricos. “O teor das medidas do Reino Unido provavelmente vai elevar a desigualdade.” O presidente do BoE, Andrew Bailey, é visto pelo mercado como dovish em demasia. De acordo com gestores, ficou atrasado na alta de juros em relação ao Federal Reserve e tem sido menos agressivo do que o Banco Central Europeu, mesmo lidando com uma inflação bem mais elevada – que, se não fosse o limite de reajuste das tarifas, bateria nos 15%, um número raro até mesmo no Brasil pós-real. “Acompanho os bancos centrais de 20 países. O presidente do BC inglês é muito fraco, só perde para o da República Tcheca,” disse um gestor brasileiro com passagem pelo Banco Central. A tormenta nos mercados ingleses trouxe especulações sobre uma possível reunião emergencial do BoE. A próxima reunião oficial ocorrerá apenas em novembro.  Até o momento, Bailey e seus colegas parecem ter optado por engrossar o discurso com falas mais duras. O mercado reagiu jogando a curva de juros para cima, antecipando altas maiores do que o previsto anteriormente.  Entre as principais moedas do mundo, a libra foi a que mais se desvalorizou em relação ao dólar desde o começo do ano, com uma queda de 20%. Mas a alta dos juros nos Estados Unidos fortaleceu a moeda americana em quase todo o mundo, sobretudo na Europa ameaçada pela recessão. Ao menos para os turistas, é a oportunidade de visitar a historicamente cara Londres gastando menos do que em Nova York. 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Primeiro ano da pandemia gerou recorde de fechamento de empresas comerciais, diz IBGE


Maiores retrações ocorreram nos segmentos de comércio de veículos, peças e motocicletas e no varejo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

O FED assusta os mercados

O mercado se assustou com o FED, nós nem tanto

Conforme comentamos na quinta-feira, neste artigo, a reunião em Jackson Hole tinha o potencial de causar fortes movimentos no mercado. Se o discurso de Powell na sexta-feira fosse mais duro, as expectativas seriam revertidas e os preços teriam que, mais uma vez, buscar um novo ponto de equilíbrio ao tentar entender quais serão os próximos passos do BC americano com relação à política monetária. Nossa hipótese estava correta e a bolsa americana opera, agora, cerca de 5% abaixo da véspera do discurso. O principal motivo, de certa forma, espelha de forma invertida o que aconteceu na reunião de julho do FOMC e o mercado interpretou agora que o BC americano está mais preocupado com os níveis inflacionários do que tinha dado a entender antes, que está disposto a tomar medidas duras como elevar os juros a patamares restritivos em termos reais e que aprendeu a maioria das mais importantes lições de como derrotar a inércia da alta de preços com o ex-presidente do FED Paul Volcker, ícone maior da política hawkish. Mais, destacou que o mercado de emprego vai ter que sofrer o que, naturalmente, vai bater nas taxas de crescimento do PIB, que devem entrar numa recessão mais clássica. Como o mercado como um todo tinha feito um movimento muito otimista ao acreditar que, com juros em torno de 3% ao ano, conseguiríamos chegar logo a um patamar de 2,5%, então, houve toda uma reprecificação dos ativos que ainda está em curso. Basicamente, tivemos quase dois meses de capital buscando risco e de apostas otimistas que foram decepcionadas e é difícil prever até quando esse movimento de reversão pode durar. Por enquanto, os ativos brasileiros foram poupados, sendo um destaque quando comparamos com a maioria dos nossos pares. Talvez isso seja explicado com uma expectativa de resultados nas pesquisas, algo que pode ter efeito passageiro. Mas mesmo com melhoras nesse campo, no final, pelo menos num cenário de curto prazo, a piora nos preços dos ativos globais deveria bater nos nossos ativos domésticos. Isso se torna ainda mais provável pelo fato de que grande parte da sustentação dos preços nos patamares recentes vem de investimento estrangeiro na B3, algo que como já testemunhamos este ano, é extremamente volátil e tende a mudar de direção quando o sentimento externo se deteriora.

Em suma, essas mudanças vão razoavelmente em linha com nosso cenário principal. Acreditamos que estamos num momento de parcimônia, logo, não em um momento de tomar risco, principalmente aqui dentro do Brasil e nestes preços atuais. Mas esse é um diagnóstico de curto prazo, não uma recomendação para os próximos anos.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O que é Ethereum (ETH)


1. Você ainda não sabe o que é Ethereum?
Ethereum é uma plataforma que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes e transações da criptomoeda Ether e vários tokens. Tudo isso baseado na tecnologia da Blockchain, que surgiu juntamente com o Bitcoin. Em razão disso, muitos consideram o Ethereum uma evolução no conceito da tecnologia da Blockchain. A plataforma Ethereum foi imaginada pelo programador canadense Vitalik Buterin em 2013. A plataforma entrou online no dia 30 de julho de 2015 com 11.9 milhões de Ethers pré-mineradas do ICO. Desde então, a plataforma vem ganhando cada vez mais adoção entre pesquisadores, empreendedores e programadores que desejam criar soluções reais utilizando a blockchain e a tecnologia do Ethereum. O Ethereum desde então, se tornou a criptomoeda com a segunda maior capitalização do mercado, atrás apenas do Bitcoin.

2. O Ethereum é seguro?
O Ethereum utiliza o mesmo conceito de consenso e rede distribuída do Bitcoin para garantir a segurança do seu sistema. São milhares de computadores distribuídos ao redor do mundo, sendo impossível ocorrer um único ponto de falha. Desta forma, o Ethereum se tornou uma das criptomoedas mais seguras atualmente. Atacar a rede do Ethereum seria inviável logisticamente e economicamente, sendo melhor para um hipotético atacante cooperar com toda a rede. Portanto, a rede do Ethereum é extremamente segura. Desde que as moedas sejam armazenadas da forma recomendada, utilizando uma carteira segura, você não corre o risco de perder suas moedas.

3. Aplicações descentralizadas
Se o propósito do Bitcoin é ser utilizado com uma moeda, ou seja, um meio de transferir valores. O foco do Ethereum, por sua vez, é ser uma plataforma que permite a programação aplicações descentralizadas e contratos inteligentes O Ether é usado como uma moeda para comprar poder computacional no computador mundial, que é o Ethereum. Há vários exemplos de aplicações descentralizadas, como o Augur, uma rede de apostas sem um dono. Maker Dai, que é uma moeda pareada com o dólar, mas sem um emissor central e há inclusive jogos funcionando inteiramente no blockchain.

4. Quem está utilizando a rede Ethereum?
Milhares de pessoas no mundo todo estão utilizando a rede Ethereum, o governo do Canadá está usando para dar mais transparência para suas instituições.

Dezenas de grandes empresas fazem parte da Enterprise Ethereum Alliance, uma comunidade de empresas que apoiam a tecnologia, como Microsoft, Itaú e AMD.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Como funciona o saque-aniversário do FGTS?


A partir de 2020, trabalhadores poderão realizar saques anuais de suas contas do FGTS - se desejarem.

Em julho de 2019 foram anunciadas duas medidas que liberam saque do FGTS para os trabalhadores: o saque imediato e o saque-aniversário do FGTS este último permite a cada pessoa realizar um saque anual de suas contas. Basicamente, o saque-aniversário do FGTS funciona da seguinte maneira: quem aderir pode realizar saques anuais das contas do FGTS, inativas (de empregos anteriores) e ativa. 

Entendendo o saque-aniversário
O saque-aniversário não é de todo o saldo da conta, mas de um percentual, que varia conforme o valor disponível: contas com até R$ 500 terão 50% do saldo liberado para saque; quanto maior o valor na conta, menor o percentual que o trabalhador poderá sacar ao ano.

O saque-aniversário não é obrigatório o trabalhador pode escolher fazê-lo se desejar. Mas existem alguns pontos (muito) importantes a serem levados em conta.
Informações importantes sobre o saque-aniversário do FGTS

1. Seu FGTS ficará limitado
Quem optar por fazer os saques anuais não poderá retirar o saldo total da conta em caso de demissão sem justa causa. Ou seja: se você for demitido, não terá acesso a todo o dinheiro da sua conta, como normalmente acontece.

Neste caso, o trabalhador passa a ter direito somente à multa de 40% e direitos como aviso prévio, proporcional de férias etc. O saldo do FGTS em si continuaria sendo sacado em parcelas anuais.

2. Desistiu? Não vai ser imediato
Depois de aderir ao saque-aniversário, só será possível voltar à modalidade anterior (saque total no caso de demissão) depois de dois anos.

3. Existe um período de saque
Quem escolher aderir ao saque-aniversário terá três meses para sacar seus recursos o mês de seu aniversário e os dois meses seguintes. Os primeiros meses de 2020 seguem um calendário um pouco diferente (veja o calendário do saque FGTS 2020).

4. É preciso solicitar o benefício
Como o saque-aniversário não é obrigatório, quem quiser aderir precisa solicitar. A data limite para fazer o pedido é o último dia útil do mês de aniversário de cada um. Se ultrapassar esse prazo, o trabalhador só terá direito ao benefício a partir de 2021.

Vale a pena aderir ao saque-aniversário do FGTS?
A resposta é simples: depende. Ao optar pelo saque-aniversário, o trabalhador pode aplicar as quantias resgatadas em produtos financeiros que ofereçam ou repassem uma melhor rentabilidade.

Ele também pode ser usado, claro, para quitar ou renegociar dívidas tudo de acordo com suas prioridades financeiras.

Contudo, é importante considerar a possibilidade de uma demissão sem justa causa, e como você arcaria com suas despesas neste caso. Já existe uma reserva financeira para uma situação como essa? Então, sacar pode ser uma boa ideia seu dinheiro renderá mais em outra aplicação e você poderá usá-lo conforme seus objetivos.

Caso contrário, essa pode não ser uma boa opção. Afinal, é importante garantir que, em caso de demissão, você tenha uma renda ou reserva para conseguir arcar com suas despesas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O que são Fundos Imobiliários ?

Fundos Imobiliários: tudo o que você precisa saber para começar a investir. Você sabia que é possível viver com a renda de aluguéis sem ter que comprar um imóvel ou se preocupar com condomínio, reformas e IPTU? Entenda como funcionam os Fundos Imobiliários (FIIs) e comece a investir como um profissional. 

É possível viver de renda aplicando em fundos imobiliários, em vez de imóveis físicos, e com algumas vantagens. Desde que os brasileiros perceberam isso, o volume de novas carteiras emitidas cresce sem parar. Os fundos imobiliários se tornaram um investimento da moda, vistos como uma maneira mais simples e barata de aplicar no setor.

Que tal dar uma chance para os fundos imobiliários? Neste guia, o InfoMoney explica tudo sobre o funcionamento dessas carteiras e esclarece as dúvidas mais comuns dos investidores que estão chegando agora a esse tipo de aplicação. Boa leitura!

1. O que são fundos imobiliários?
2. Como funcionam
3. Qual é o papel do gestor?
4. Tipos de fundo imobiliários
5. É seguro investir em fundos imobiliários?
6. Vantagens e desvantagens
7. Investir em FIIs ou comprar imóveis?
8. Como escolher
9. Como investir em FIIs
O que são fundos imobiliários?

Vamos começar pelo começo. Um fundo imobiliário é uma espécie de “condomínio” de investidores, que reúnem seus recursos para que sejam aplicados em conjunto no mercado imobiliário. A dinâmica mais tradicional é que o dinheiro seja usado na construção ou na aquisição de imóveis, que depois sejam locados ou arrendados. Os ganhos obtidos com essas operações são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.

As decisões sobre o que fazer com os recursos tomadas pelo gestor do fundo precisam seguir objetivos e políticas pre-definidos. Os investimentos podem ser bem-sucedidos ou não, e isso determinará a valorização ou a desvalorização das cotas dos fundos.

A soma dos recursos compõe o patrimônio, que é dividido em cotas ou “frações” do fundo. Quem aplica, na verdade, está comprando cotas. O cotista não pode exercer nenhum direito real sobre os empreendimentos do fundo, ao contrário do proprietário de um imóvel de fato. Ao mesmo tempo, também não responde pessoalmente por obrigações relacionadas a eles. Isso é tarefa do administrador, instituição financeira responsável pelo funcionamento e pela manutenção da carteira.

Renda fixa ou variável?
Embora muitos fundos imobiliários realizem distribuição regular de rendimentos mensais, o que pode lembrar o funcionamento de certos títulos públicos (que pagam juros semestralmente), eles não são considerados investimentos de renda fixa. Há duas razões para isso.

A primeira é que não há garantia de manutenção dos rendimentos ao longo do tempo, já que inquilinos podem deixar de pagar o aluguel ou um imóvel pode acabar desocupando.

A segunda é que as cotas oscilam na Bolsa , às vezes tanto quanto uma ação, por conta de fatores como as condições do mercado ou a gestão da carteira. Não é possível ter certeza de qual será a condição de retorno de um fundo imobiliário desde o início do investimento, como é o caso dos papéis de renda fixa.

Como funcionam os fundos imobiliários?
Para entender a dinâmica de funcionamento dos fundos imobiliários, é preciso conhecer alguns conceitos aplicados a eles. Confira:

Ticker
Assim como as ações de empresas abertas, as cotas de fundos imobiliários são identificadas no pregão por um código – ou ticker. Esse código é formado por quatro letras maiúsculas, seguidas do número 11 (XXXX11). Se o fundo for listado no mercado de balcão organizado da B3, haverá ainda a letra B no final (XXXX11B).

Portfólio
Existe uma variedade de empreendimentos imobiliários em que os fundos podem investir e a escolha da estratégia de investimento e do que entra no portfólio é o que determina o nível de risco e o potencial de retorno de cada carteira.

Popularmente, os fundos imobiliários são classificados em alguns grupos diferentes:

Fundos de tijolo (ou de renda): São os que investem em ativos reais ou seja, em imóveis de fato. Esses são os que costumam ganhar com aluguéis. Embora pareçam uma categoria homogênea, as carteiras podem apresentar diferenças marcantes. Alguns aplicam em vários empreendimentos, em diferentes regiões, enquanto outros se concentram em um só imóvel. Alguns se focam em determinados tipos de empreendimentos como escritórios, prédios industriais, galpões logísticos, hotéis, shopping centers, hospitais, escolas ou agências bancárias, entre outras possibilidades. E há os que, fazem um mix de tudo na carteira.

Fundos de papel (ou de recebíveis): Esses fundos compram títulos ligados ao mercado imobiliário, no lugar dos imóveis em si. Podem constar nas carteiras letras de crédito imobiliário (LCI), letras hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários, certificados de potencial adicional de construção (CEPAC), certificados de recebíveis imobiliários (CRI), cotas de certos tipos de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), além de valores mobiliários (como ações) de emissores com atividades preponderantes permitidas aos fundos imobiliários.

Fundos híbridos: Mesclam, na carteira, tanto papéis do segmento imobiliário (outros fundos imobiliários, LCIs, CRIs e entre outros) quanto investimentos em imóveis diretamente.
Cotas

Como acontece nos outros tipos de fundos, o patrimônio dos imobiliários é dividido em cotas. E são cotas que o investidor adquire ao aplicar em uma dessas carteiras. O retorno seja pela distribuição dos rendimentos, seja pela valorização é calculado proporcionalmente ao número de cotas que cada um possui.

As cotas dos fundos imobiliários mais populares são negociadas na bolsa de valores. Mas nem todos são listados no pregão. Nesse caso, eles precisam ser negociados diretamente entre os investidores, o que torna o processo um pouco menos simples principalmente porque a liquidez, nesses casos, é menor. Significa que pode ser mais difícil se desfazer das cotas, caso essa seja a vontade do investidor.

Valor mínimo
Na Bolsa, é possível investir em fundos imobiliários a partir de uma única cota. Isso significa que, com quantias inferiores até a R$ 100, já é possível começar a aplicar nessa modalidade. Nesse ponto, a negociação de fundos imobiliários lembra as operações com ações no mercado fracionário, em que é possível comprar quantias pequenas de papéis.

Custos
Quem investe em fundos imobiliários está sujeito a dois tipos de custos diferentes. De um lado, é preciso pagar pelos serviços de administração e gestão. Portanto, essas carteiras também envolvem a cobrança de uma taxa de administração. Pode haver ainda uma taxa de performance, calculada com base no desempenho do fundo: se for superior ao de um indicador de referência, uma parte do ganho ficará com o gestor.

Além disso, há custos de negociação das cotas. Para comprá-las e vendê-las na bolsa de valores, é preciso pagar taxa de corretagem à corretora que intermediar as operações e emolumentos – assim como se faz ao negociar ações. É preciso checar ainda se a corretora cobra pela custódia (ou guarda) das cotas.

Rendimentos
Uma das formas mais conhecidas e também atrativas de retorno dos fundos imobiliários é a distribuição periódica de rendimentos. Por lei, eles são obrigados a distribuir rendimentos, no mínimo, uma vez por semestre. Muitos, no entanto, optam por realizar pagamentos mensais aos investidores, sendo uma fonte de renda recorrente.

O volume de rendimentos depende da política de investimento do fundo. A renda do aluguel dos imóveis pertencentes à carteira é a mais comum, mas os fundos também podem ganhar com a incorporação, com a venda dos direitos reais sobre os imóveis ou com os juros de títulos e valores mobiliários.

Não é raro que os rendimentos periódicos sejam superiores a indicadores de referência do mercado, como a taxa do CDI. No entanto, também podem haver perdas no meio do caminho. Pense em um fundo que obtém renda alugando imóveis. Caso ocorra a desocupação de um deles, haverá também impacto mesmo que temporário sobre o rendimento.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.

Tributação
Os fundos imobiliários têm uma particularidade no que diz respeito à cobrança de Imposto de Renda. Uma parte do retorno obtido com o investimento é isenta de tributação mas outra, não. Entenda como isso funciona:

Rendimento: O rendimento distribuído periodicamente aos investidores pessoas físicas é isento de Imposto de Renda desde que: 1) o cotista tiver menos do que 10% das cotas do fundo; 2) o fundo tiver no mínimo 50 cotistas; 3) as cotas do fundo forem negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.

Ganho de capital: O ganho obtido pelos investidores em função, por exemplo, da valorização das cotas do fundo na bolsa de valores paga Imposto de Renda. Na hora em que as cotas forem vendidas, incidirá uma alíquota de 20%.

Amortização
Em algumas situações, podem ocorrer amortizações das cotas de um fundo imobiliário, que são pagamentos representando a devolução do capital aplicado pelo investidor na carteira. Um caso clássico de amortização ocorre quando o fundo vende algum dos seus imóveis, sem previsão de reinvestir o dinheiro em outro ativo.

Há ainda outras razões para que haja uma amortização. Lembre-se de que os fundos imobiliários são fechados, o que significa que as cotas não podem ser resgatadas a pedido dos cotistas. Alguns deles, no entanto, preveem um prazo de duração específico, ao fim do qual serão liquidados. Quando esse é o caso, os recursos também são devolvidos aos investidores.

Índice Ifix
Criado para acompanhar o desempenho dos fundos imobiliários, o Ifix é um índice composto por cotas de fundos negociadas nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3. O Ifix reflete tanto as variações nos preços dos fundos incluídos no índice, como também o impacto da distribuição de rendimentos por parte das carteiras.

A carteira do Ifix é revisada periodicamente, a cada quatro meses. Para ser incluído no índice, um fundo imobiliário precisa obedecer alguns critérios, como ter sido negociado em 60% dos pregões durante o período de vigência das três carteiras anteriores.

Qual é o papel do gestor?
Assim como nos fundos de investimento em geral, o gestor de um fundo imobiliário é quem decide que investimentos serão feitos com o dinheiro aplicado pelos investidores. A diferença é que, em vez de comprar ações na bolsa ou títulos públicos do governo federal, ele precisa escolher um imóvel para adquirir, um inquilino a quem alugar ou que papéis vai inserir na carteira.

O gestor também tem atribuições como selecionar e se relacionar com os intermediários contratados para fazer essas operações. Tudo isso, é claro, deve ter em vista a perspectiva de retorno, o nível de risco e a liquidez de cada ativo. Também precisa considerar a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento do fundo.

Tipos de fundo imobiliários
A Anbima classifica os fundos imobiliários de acordo com o tipo de aplicação que eles realizam e também a estratégia de investimento que adotam. As carteiras são agrupadas da seguinte forma:

Desenvolvimento para renda: Esses fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento ou na incorporação de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção, com o objetivo de gerar renda com locação ou arrendamento deles depois de prontos.

Desenvolvimento para venda: Aplicam mais de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção para vendê-los no futuro.

Renda: Neste caso, os fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido em empreendimentos imobiliários já construídos, também visando gerar renda com locação ou arrendamento deles.

Títulos e valores mobiliários: Fundos que investem mais de dois terços do patrimônio líquido em títulos como ações, cotas de sociedades, fundos de participação (FIPs), recebíveis e fundos creditórios (FIDCs), sempre ligados ao mercado imobiliário.

Híbridos: Fundos com estratégia de investimento que não se concentra particularmente em nenhuma das estratégias anteriores.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.
É seguro investir em fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários são investimentos regulados e acompanhados tanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto pela própria B3, quando são negociados no pregão. No entanto, isso não exime o produto de um certo nível

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

O que é o Auxílio Emergencial?

O que é o Auxílio Emergencial?
É um benefício financeiro concedido pelo Governo Federal destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

Quem terá direito ao Auxílio Emergencial?
Pelas novas regras, o Auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo.

Em 2021 não foram abertas novas inscrições. O Governo Federal reavaliou todos os beneficiários aprovados para o Auxílio Emergencial, verificando se estão aptos a receber o benefício em 2021, de acordo com as novas regras.

Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso. A pessoa receberá o benefício com maior valor, seja a parcela paga no âmbito do programa, seja o valor do Auxílio Emergencial. É importante esclarecer que quem está no Bolsa Família para receber o Auxílio Emergencial 2021 deve cumprir todas as regras definidas.

Quem NÃO terá direito ao Auxílio Emergencial?
Quem se enquadrar em pelo menos um dos critérios abaixo, definidos pelo Governo Federal, não terá direito ao Auxílio Emergencial em 2021:
• Tem emprego formal no momento;
• Recebe benefício do INSS, seguro-desemprego e outros benefícios, exceto abono do PIS/Pasep ou Bolsa Família;
• Tem renda familiar mensal per capita acima de meio salário mínimo (R$ 550, neste ano).
• É membro de família com renda mensal total acima de três salários mínimos (R$ 3.300, neste ano);
• Recebeu, em 2019, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70;
• Tinha, em 31 de dezembro de 2019, posse ou propriedade de bens ou direitos com valor total superior a R$ 300 mil;
• Recebeu, em 2019, rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, acima de R$ 40 mil;
• Era dependente de quem declarou Imposto de Renda em 2019;
• Está preso em regime fechado ou tem o CPF vinculado como gerador de auxílio-reclusão;
• Teve o Auxílio Emergencial de 2020 cancelado;
• Deixou de movimentar valores disponibilizados pelo Bolsa Família ou do Auxílio Emergencial;
• É estagiário, residente médico ou residente multiprofissional, beneficiário de bolsa de estudo;
• Mora fora do Brasil.


Oque é PIS/PASEP

O que é o PIS
​Muito mais que um número. Com o Programa de Integração Social (PIS), o empregado da iniciativa privada tem acesso aos benefícios determinados por lei e ainda colabora para o desenvolvimento das empresas do setor.

PIS
Por meio da Lei Complementar n° 7/1970, foi criado o Programa de Integração Social (PIS). O programa buscava a integração do empregado do setor privado com o desenvolvimento da empresa. O pagamento do PIS é de responsabilidade da Caixa​.

PASEP
Paralelamente à criação do PIS, a Lei Complementar n° 8/1970 instituiu o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), com o qual União, Estados, Municípios, Distrito Federal e territórios contribuíam com o fundo destinado aos empregados do setor público. O pagamento do PASEP é feito pelo Banco do Brasil.​

PIS - Entenda o Programa
O Fundo PIS-PASEP é resultante da unificação dos fundos constituídos com recursos do Programa de Integração Social - PIS e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP.

Esta unificação foi estabelecida pela Lei Complementar nº 26, de 11 de setembro de 1975, com vigência a partir de 1º de julho de 1976, regulamentada pelo Decreto nº 78.276/1976, e hoje gerido pelo Decreto nº 4.751 de 17 de junho de 2003.

Desde 1988, o Fundo PIS-PASEP não conta com a arrecadação para contas individuais. Além disso, o art. 239 da Constituição Federal alterou a destinação dos recursos provenientes das contribuições para o PIS e para o PASEP, que passaram a ser alocados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, para o custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e ao financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

Como funciona
Até 04/10/1988 os empregadores fizeram contribuições recebidas pelo Fundo de Participação PIS/PASEP, que então distribuía valores aos empregados na forma de cotas proporcionais ao salário e tempo de serviço.​

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Saiba como calcular preço de venda de doces

Você começou ou quer dar início ao seu negócio de confeitaria, mas ainda não sabe como cobrar pelos seus produtos? Saiba que não está sozinha. É muito comum quem está começando ter dúvidas sobre como calcular preço de venda de doces. Algumas pessoas costumam apenas multiplicar o valor dos ingredientes por dois ou três e estabelecer o resultado para precificar o item. Porém, essa maneira de calcular pode gerar prejuízos, já que não considera vários fatores importantes. Neste post, vamos ajudar você a precificar os seus doces de forma adequada para obter lucro. Confira as dicas!

Levante os custos
Os custos da produção dos seus doces vão além dos ingredientes utilizados nas receitas e das embalagens. Tudo o que for necessário para fabricar o quitute deve ser incluído na conta, como:

- luz
- água
- gasolina para comprar as mercadorias e para a entrega (se for o caso)
- produtos de limpeza
- gás;
- internet (se você anunciar e vender online)
- aluguel do espaço para produzir e para vender (se for o caso).

Para calcular os custos de cada doce, some todos esses itens com os ingredientes e embalagens e divida pelo número de porções que consegue produzir em um mês. Por exemplo, se você produz 1000 palhas italianas mensalmente e tem um gasto total de 1000 reais, cada docinho tem o custo de 1 real.

Saiba o valor da sua mão de obra
Sua mão de obra vale muito e também deve constar nos cálculos. Considere não somente o tempo de cozinha, mas também de planejamento e de compra dos ingredientes. Ainda no exemplo da palha italiana, supondo que você trabalhe cinco horas por dia, cinco dias por semana e quatro semanas por mês, a média de fabricação é de 50 doces diariamente.

Se um confeiteiro contratado recebe 2000 reais para trabalhar 200 horas por mês, ele ganha 10 reais por hora. Esse é um bom salário para você? Então, some a quantidade de horas que você leva para produzir as palhas italianas em um dia e multiplique por 10. Vamos lá: 5 horas de trabalho x 10 reais por hora = 50 reais.

Sendo assim, para essa produção, sua mão de obra custaria 50 reais. Dividimos esse valor por 50 palhas italianas e chegamos ao custo de 1 real de mão de obra para cada doce. Vamos ao próximo passo.

Coloque o seu lucro
Até aqui, chegamos ao custo de 2 reais a palha italiana. Mas não é por esse valor que você vai vendê-la. Ainda precisamos incluir a margem de lucro, é claro. Afinal de contas, você é uma empreendedora, não somente a confeiteira.

Geralmente, os confeiteiros colocam uma lucratividade de 50% a 100% do valor total do custo do doce. Por exemplo, você poderia vender a sua palha italiana por 3 a 4 reais, certo? Entretanto, ainda tem mais um fator a considerar: o público-alvo.

Considere o público-alvo
O público-alvo é algo decisivo na hora de estabelecer a margem de lucro. Isso porque se você coloca um preço muito alto para vender à cliente que não tem tanto poder aquisitivo, os seus doces ficarão encalhados. Muitas vezes, vale mais ganhar pela quantidade de unidades vendidas.

Dessa maneira, pesquise qual é a sua clientela. Se é voltada para o consumo de doces finos, você pode cobrar mais por isso. Mas se é a que aprecia doces mais simples, o valor deve ser mais acessível. Em qualquer dos casos, há oportunidade para faturar.

Viu como calcular preço de venda de doces não é tão difícil? Depois de calculados os custos, fica mais simples pensar no lucro que você deseja obter e nos valores a serem agregados aos seus produtos. Desejamos boa sorte e sucesso!

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