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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Caixa lança linha de crédito para MEI, pequenas e médias empresas

Taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência. Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

A Caixa anunciou nesta terça-feira (23) que oferecerá aos microempreendedores individuais, pequenas e médias empresas a linha de crédito GiroCaixa, com garantia do FGI, fundo gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência.

Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

As empresas poderão pedir empréstimos com valor mínimo de R$ 5 mil e máximo de até R$ 10 milhões. O FGI garantirá até 80% do valor do crédito.

Os recursos podem ser usados para investimentos, despesas operacionais, pagamento de salários de empregados e compra de matéria-prima e mercadorias.


Consignado do Auxílio Brasil já está liberado


Portaria do Ministério da Cidadania regulamenta acesso ao crédito, que terá limite de juros de 3,5% ao mês. Além de garantir acesso ao crédito, o Ministério da Cidadania ofertará ações de educação financeira.

O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27/9) publica a Portaria nº 816, do Ministério da Cidadania, que regulamenta o empréstimo consignado para beneficiários do Programa Auxílio Brasil. A portaria estabelece o limite de juros de 3,5% ao mês.

Esse teto pode ser ainda menor, dependendo da negociação da instituição financeira com o tomador do empréstimo. A Lei 14.431, publicada em 3 de agosto, limitou o valor do consignado em até 40% do repasse permanente de R$ 400 do Auxílio Brasil. Dessa forma, o beneficiário poderá descontar até R$ 160 mensais, num prazo máximo de 24 meses.



O objetivo do empréstimo consignado, segundo o governo, é permitir que famílias do Auxílio Brasil, hoje sem acesso a crédito muitas delas endividadas e pagando juros altos, possam reorganizar-se financeiramente, empreender e buscar autonomia.

Além de garantir acesso ao crédito, o Ministério da Cidadania ofertará ações de educação financeira. Ao contratar o produto, os beneficiários terão de responder a um questionário que medirá os conhecimentos sobre o tema e a capacidade de administrar o empréstimo.

Pesquisa realizada por instituições financeiras que operam no mercado de consignados mostrou que 70% das famílias em situação de vulnerabilidade não têm acesso a crédito com juros baixos. Quando perguntadas sobre como usariam os recursos, a maior parte das pessoas responde que pretende investir em um negócio próprio, buscando autonomia para melhorar a qualidade de vida.


quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Kit antena digital saiba quais famílias têm direito

Famílias de algumas capitais brasileiras já podem pedir o kit antena digital. Confira as regras e saiba como garantir o acesso para não sair no prejuízo.  O kit antena digital é um benefício voltado para as famílias que fazem parte do Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal.

As mudanças são necessárias graças à interferência do sinal 5G, a nova geração da internet móvel que já é realidade em algumas capitais. Veja como saber se você tem direito ao kit antena digital.

A previsão do governo é de que todas as famílias troquem os modelos antigos pelo novo até 2026. Atualmente mais de 20 milhões de brasileiros acompanham o sinal aberto e gratuito via satélite na Banda C, mas ele irá migrar para o 5G. Dessa forma, algumas mudanças que não poderiam sair do bolso do cidadão precisaram ser feitas.

Kit antena digital
Os novos kits buscam garantir que as famílias tenham uma melhor qualidade de som e imagem. Sem a interferência provocada pelo sinal 5G. Além disso, é gratuito, logo não há qualquer cobrança. Até mesmo a instalação é garantida. A princípio somente os moradores das capitais com sinal 5G podem solicitar o benefício. Veja a relação abaixo:

    Brasília;
    Belo Horizonte;
    João Pessoa;
    Porto Alegre;
    São Paulo;
    Curitiba;
    Goiânia;
    Salvador;
    Aracaju;
    Boa Vista;
    Campo Grande;
    Cuiabá;
    Maceió;
    São Luís;
    Teresina.

Dessa forma, apontamos que a liberação dos kits será gradual. Ao trocar a parabólica e o conversor, as famílias passam a contar com a transmissão de TV digital, então terão acesso a um sinal de qualidade de imagem e som.

Esse benefício é garantido pelo Ministério das Comunicações. A mudança dos aparelhos começou em agosto deste ano. Para ter acesso ao kit, além de ter o CadÚnico, as pessoas devem já ser contempladas por algum programa social, como é o caso do Auxílio Brasil.

É exigido ainda que a família tenha pelo menos uma antena parabólica funcionando, ou seja, o aparelho não pode ter defeito. Para solicitar o novo recurso, é preciso realizar um agendamento no site Siga Antenado. Quando essa etapa for finalizada, não há mais o que fazer, exceto acompanhar a visita do técnico na residência.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Como identificar uma nota falsa?

Dicas do Banco Central ajudam a reconhecer cédula por marca d’água e relevo, entre outros truquezinhos.

O Banco Central do Brasil tem seis dicas para ajudar a identificar se uma nota é verdadeira ou falsa. As dicas passam por elementos gráficos e físicos da célula, como uma marca d’água e um relevo em partes específicas.

Esses são os principais passos mostrados pelo BC:

    Marca d’água: a dica é colocar a nota contra a luz. Na parte clara, que fica no meio, vão surgir, bem fraquinhas, as imagens do número e do animal representante daquela cédula.

    Fio de segurança: há uma linha que cruza as notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100 na vertical. Ela é escura, mas só fica visível contra a luz. Se você colocar uma luz bem pertinho da nota, vai ver o valor e a palavra "reais".

    Quebra-cabeças: há uma quebra-cabeças na frente da nota. Quando colocada contra a luz, o número equivalente ao valor aparece dentro desse retângulo.

    Alto relevo: algumas partes da nota têm alto relevo, como a legenda “República Federativa do Brasil", as laterais e os números.

    Número escondido: tem um jeito bem menos convencional de checar. Na lateral direta, se você colocar a nota na horizontal, na altura do olho, vai ver surgir o valor.

    E há ainda um truque de mestre: com luz fluorescente, o número de série da nota fica amarelo.

Algumas notas possuem sistemas diferentes. As de R$ 50 e R$ 100 possuem uma faixa holográfica na lateral esquerda. Quando você movimenta a nota, consegue ver o valor e a palavra reais alternando. Já nas de R$ 10, R$ 20 e R$ 200, o número muda de cor. 

O que fazer quando receber nota falsa?
Quem receber uma nota falsa deve procurar a Polícia Militar ou a Polícia Federal. Colocar em circulação, adquirir ou guardar nota falsa é crime, conforme o artigo 289 do Código Penal, e pode dar de três a 12 anos de prisão, além de multa.
A pessoa suspeita é encaminhada à Polícia Federal, onde o delegado vai analisar o caso. .


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Mercado Livre cria MercadoCoin, sua Criptomoeda

O Mercado Livre anunciou a criação de sua própria moeda, intitulada de “MercadoCoin”, que fará parte de um programa de fidelidade de clientes.

Na última quinta-feira (18), o Mercado Livre anunciou a criação de sua própria moeda, intitulada de “MercadoCoin”, que fará parte de um programa de fidelidade de clientes da companhia, que é a maior empresa de comércio eletrônico da América Latina. De acordo com o Mercado Livre o clientes ganharão “MercadoCoins” como cashback ao comprarem produtos no marketplace. Dessa forma, os consumidores poderão utilizar a moeda digital, que segue o padrão de token ERC-20, da Ethereum, para novas compras ou negociá-la através da unidade de serviços financeiros da empresa, o Mercado Pago. Portanto, a moeda digital tem um valor que corresponde a 10 centavos de dólar, segundo a companhia.

Parceria
A iniciativa é realizada por meio de uma parceria do Mercado Livre com a Ripio, uma das maiores plataformas de criptoativos da América Latina. Assim, a exchange será responsável pela segurança dos ativos e pelas transações de compra e venda. De acordo com Fernando Yunes, vice-presidente sênior do Mercado Livre no Brasil, a MercadoCoins será uma ferramenta “inovadora”, desenvolvida para fomentar o programa de fidelidade da instituição, agregando mais valor nas recompensas aos usuários ao fazer compras na plataforma.

Criptomoedas para a América Latina
Ao falar que o Mercado Livre está mais presente no Brasil e na Argentina, Osvaldo Gimenez, CEO do Mercado Pago, afirma que o México e o Chile são outros países com grandes oportunidades para a empresa. Desde dezembro do ano passado, o Mercado Pago oferece Bitcoin, Ethereum e a stablecoin USDP aos brasileiros. E, rapidamente, alcançou a marca de 1 milhão de investidores de criptomoedas em sua plataforma. Assim, agora, a empresa quer expandir o recurso para outros países latino americanos.

“Expandiremos a possibilidade de comprar, vender e ter criptomoedas em sua conta na região. Funciona com bitcoin, com ethereum e com uma stablecoin que reflete o valor do dólar.”


sábado, 12 de agosto de 2023

Consumidores poderão escolher a empresa de energia

Ministério de Minas e Energia (MME) publicou uma portaria em que passa a permitir que todos os consumidores de alta tensão no Brasil possam escolher de qual empresa querem comprar energia. Dessa forma, a medida começa a valer em janeiro de 2024 e irá alcançar cerca de 106 mil novas unidades consumidoras, principalmente de comércio e indústria.

Assim, esse novo grupo de consumidores terá a possibilidade de adquirir energia do mercado livre, no qual poderão fechar contrato direto com as geradoras. Atualmente, o mercado livre representa 38% do consumo energético do país, o que corresponde a pelo menos 30 mil unidades de consumo.

Preços competitivos
De acordo com o MME, essa abertura de mercado, que vem na sequência à consulta pública feita sobre essa mudança, vai contribuir para o aumento da concorrência no setor e gerar preços mais competitivos.

“A abertura do mercado traz maior liberdade de escolha para os consumidores, com a consequente ampliação da competitividade, ao permitir o acesso a outros fornecedores além da distribuidora. A abertura traz também autonomia ao consumidor, que pode gerenciar suas preferências, podendo optar por produtos que atendam melhor seu perfil de consumo, como os horários em que necessita consumir mais energia. Além disso, a concorrência tende a proporcionar preços mais interessantes, melhorando a eficiência do setor elétrico e da economia brasileira”, disse a pasta em nota.


Mais consumidores
Atualmente, têm acesso ao mercado livre os consumidores com demanda contratada acima de 1.000 kilowatts. Isso também é permitido àqueles com demanda mínima de 500 kilowatts, sendo que neste segundo caso isso só pode ser feito utilizando fontes renováveis, como eólica e solar.

Contudo, com a medida, passarão a poder comprar do mercado livre os mais de 100 mil consumidores que estão na faixa de consumo inferior a 500 kilowatts. Quase metade deles, ou 45,6%, estão no comércio; outros 34,5%, na indústria.

Expansão do mercado livre
De acordo com a Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abraceel), com a abertura, o mercado livre poderá crescer para até 48% de todo o consumo de energia no país. Rodrigo Ferreira, presidente-executivo da entidade, destaca que esse segmento é atraente, pois oferece energia com preços entre 30% e 40% menores que o do mercado cativo, em que atuam as distribuidoras com tarifas pré-estabelecidas.


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Petrobras se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo

A Petrobras se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo no segundo trimestre de 2022, de acordo com a 35ª edição do Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson, à frente de empresas como Nestlé, Mercedes-Benz e Microsoft.

Como os resultados da Petrobras afetam o Brasil? Os dividendos são a distribuição de parte do lucro aos acionistas. Como a União é a maior acionista individual da empresa, com mais de 50% das ações com direito a voto e cerca de 29% do total, segundo dados da B3, só neste ano o país já recebeu cerca de R$ 64 bilhões de dividendos da petroleira.

Segundo Guilherme Paiva, analista da MundoInvest, a distribuição dos dividendos pela petroleira pode ter ajudado o país a melhorar as contas públicas em um momento em que o governo Bolsonaro aumenta os gastos.

"Essa distribuição de dividendos pode ter tido, também, uma influência política, principalmente pelo fato de o governo ter uma participação significativa na Petrobras e se beneficiar do pagamento, engordando o caixa em um momento de PEC dos Auxílios e de despesas para além do teto de gastos", disse.

Isso pode trazer algum problema para o Brasil? Segundo analistas, ao distribuir grande parte do lucro obtido aos acionistas, a petroleira deixa de investir em projetos de inovação, importantes em um setor que poderá acabar no longo prazo, como o de combustíveis fósseis.

Além disso, a Petrobras pode ficar sem dinheiro em caixa em caso de oscilações do petróleo para baixo, puxando o preço do barril para patamares menores que US$ 60.

"A empresa pode ficar descapitalizada e ter pouco recurso para se proteger das oscilações do petróleo, mas acredito que seja difícil isso acontecer pois há um planejamento", afirma Paiva.

Como foi possível distribuir tanto lucro, até maior que concorrentes do setor? Para Paulo Luives, da Valor Investimentos, a alta na distribuição dos dividendos da Petrobras está ligada à melhora da gestão.

"A empresa, nos últimos anos, reestruturou-se muito bem em termos de controlar endividamento, focar na exploração do pré-sal, fez muitos desinvestimentos, saindo de áreas que não eram estratégicas ao negócio, e isso permitiu que ela enxugasse estrutura e gerasse caixa", disse.

Além disso, a alta dos preços do petróleo no mercado internacional fez com que a empresa ganhasse mais dinheiro do que o previsto.

Soma-se a boa gestão ao momento positivo no setor de petróleo. Com dívida controlada e sem planos de investimentos muito grandes, ela consegue gerar muito caixa e distribuir para seus acionistas, afirma o especialista.

O que acontece daqui para a frente? A Petrobras deverá continuar a distribuir os dividendos, mas não no mesmo volume. Isso porque a petroleira optou por antecipar a distribuição dos lucros deste ano já em agosto.

Ao final de cada ano, a empresa apura os resultados, e no ano seguinte apura os dividendos. Se ela tem uma dívida baixa, pode antecipar os dividendos. Ao todo, 52% do pagamento foi de adiantamento, e o restante foi o 2021, diz Guilherme Paiva.

Apesar disso, o projeto da estatal é manter a política de distribuição de dividendos aos acionistas.

No plano de governança para os próximos cinco anos, está prevista a manutenção na política de dividendos, afirma Paulo Luives.

Mas há também a possibilidade de mudança de governo federal. Uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida atualmente, pode fazer com que a estatal altere a política de distribuição de dividendos.

Quais as outras empresas no ranking? As maiores pagadores de dividendos do mundo no 2º trimestre segundo a Janus Henderson são:

    Petrobras
    Nestlé
    Rio Tinto
    China Mobile
    Mercedes-Benz Group
    BNP Paribas
    EcoPetrol
    Allianz
    Microsoft
    Sanofi

sexta-feira, 28 de julho de 2023

XP Investimentos Como funciona? É seguro?

O que é e como funciona a XP Investimentos? Analisamos vantagens e desvantagens de usar a corretora
Quem já procurou dicas de como começar a investir seu dinheiro com certeza já topou com a XP Investimentos em suas buscas pelo Google. Afinal, estamos falando de uma das maiores corretoras independentes do Brasil.

Com 18 anos de mercado, mais de 1,7 milhão de clientes ativos e mais de R$ 400 bilhões sob sua custódia, a corretora se tornou uma referência quando o assunto é investimento. Mas, será que é seguro investir com a XP?

Se você sempre quis saber como funciona a XP Investimentos, esse post é pra você. Preparamos um conteúdo completo para mostrar as vantagens e as desvantagens de contar com essa assessoria em suas aplicações. Boa leitura!

O que é a XP Investimentos?
A XP nasceu em 2001, em Porto Alegre, como uma pequena empresa de agentes autônomos de investimentos. Seis anos depois, a empresa comprou a Americainvest e se tornou uma corretora.

Desde então, o foco é assessorar seus clientes com informações e ferramentas para fazer seus investimentos renderem mais. No final de 2017, a XP anunciou sua associação com o Itaú Unibanco, que adquiriu 49,9% das ações da corretora por R$ 6,3 bilhões.

A XP Investimentos cresceu tanto que hoje é apenas um dos braços do Grupo XP, que abrange alguns dos principais players do mercado financeiro nacional. Ficando apenas no campo das corretoras, também fazem parte do grupo marcas como a Clear e a Rico.

Atualmente, a XP tem mais de 660 escritórios credenciados distribuídos pelo Brasil. Além disso, coloca à disposição de seus clientes mais de três mil assessores de investimentos para ajudá-los a aplicar seu dinheiro de forma eficaz e segura.
Quem é o dono da XP Investimentos?

O nome por trás do grande sucesso da XP Investimentos é o de Guilherme Benchimol, fundador e atual CEO da corretora. Foi ele quem criou a empresa, em um escritório de 25 metros quadrados em Porto Alegre, ao lado de Marcelo Maisonnave, há mais de 18 anos.

Carioca e formado em Economia, Benchimol deixou o Rio de Janeiro após ser demitido da plataforma de investimentos Investshop. Com apenas 24 anos, ele se mudou para a capital gaúcha para abrir o próprio negócio.

No início, a XP se resumia aos fundadores e dois estagiários. Um deles logo saiu para trabalhar em um grande banco de investimentos, enquanto a outra, Ana Clara Sucolotti, se tornou sócia e, depois, esposa de Benchimol.

Benchimol logo viu a família e os negócios crescerem. Hoje, já com três filhas, o fundador da XP gerencia uma das maiores corretoras de valores independentes do Brasil e, em 2018, fez parte da lista da Bloomberg como uma das 50 pessoas mais influentes do mundo.

Em entrevista à revista “Forbes” em junho de 2019, Benchimol falou um pouco sobre seu perfil e como ele se reflete na cultura e nos valores da XP:

“Eu sou uma pessoa de hábitos simples, que sonha alto, tem a mente aberta e espírito empreendedor, e é assim que definimos a companhia. Queremos pessoas que se engajem nesse propósito e sejam humildes, no sentido de não serem donas da verdade, estarem dispostas a mudar de opinião e a aprenderem”, afirmou.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Libra em queda Livre, desvalorizando ?

A libra esterlina já foi a moeda mais poderosa do mundo. Antes da dominância do dólar, ocupou por décadas o papel de reserva internacional de valor.  Era também, até pouco tempo atrás, uma das moedas mais valorizadas. A fortaleza das cédulas exibindo o rosto estampado da rainha Elizabeth refletia a confiabilidade ostentada por Londres como centro financeiro global.  Em 2007, no apogeu mais recente da libra, eram necessários US$ 2 para trocar por uma moeda de 1 libra. 


Depois de uma desvalorização acelerada nos últimos dias, a libra agora vale US$ 1,06 – com viés de baixa –, e o Bank of England (BoE) teve que fazer uma intervenção hoje pela manhã para estabilizar o mercado de títulos públicos: suspendeu o quantitative tightening e vai comprar títulos longos. No mercado de opções, os traders ampliaram as suas apostas de que a libra cairá abaixo de US$ 1 até o fim do ano. A corretora Nomura estima que a paridade ocorrerá em novembro, e que a moeda encerrará o ano cotada a US$ 0,975.  A origem do problema da libra está na leniência de sua Autoridade Monetária. Com a inflação no Reino Unido acima de 10%, a maior em quatro décadas, o BoE demorou a agir e ficou atrás da curva inflacionária. Mas o golpe de misericórdia contra a moeda foi o plano econômico da nova primeira-ministra, Liz Truss, que traz uma combinação explosiva de aumento de subsídios e redução de impostos. O plano deve criar um rombo nas contas públicas da ordem de 7% do PIB nos próximos dois anos. Foi o gatilho para o espetacular tombo da libra nos últimos dias.  Rogério Xavier, o fundador da SPX, estima que se não houver um ajuste fiscal e um aperto monetário mais rápido, a coisa ainda vai piorar.  “O Reino Unido tem déficits gêmeos: um mega déficit na conta corrente do balanço de pagamentos e o fiscal frouxo,” Xavier disse ao Brazil Journal. “Com o Bank of England dovish, não tem jeito: o ajuste é na moeda.”  A última vez em que a libra havia se aproximado da paridade com o dólar foi há quase quatro décadas, mais precisamente em 1985. Naquele período, a moeda americana também passava por uma fase de forte valorização. Era um reflexo do choque de juros de Paul Volcker em sua luta para “quebrar a espinha da inflação”.  Com a inflação no atacado ainda rodando em 20%, o BC britânico indicou que vai acelerar o aperto monetário, mas recuperar a credibilidade será uma missão complicada, e o pacote econômico de Truss deixará a tarefa ainda mais difícil.  Para superar o marasmo econômico, a primeira-ministra propôs o maior corte de impostos desde os anos 1970. Além disso, o governo vai gastar US$ 50 bilhões para subsidiar as tarifas de eletricidade. Truss quer ressuscitar o espírito de Margaret Thatcher. Em linha com a visão histórica do Partido Conservador, ela acredita na redução de impostos como alavanca para a atividade econômica.  Não se sabe se vai dar certo, mas no curto prazo, dizem os analistas, o alívio tributário aprofunda o buraco fiscal, enfraquece a libra e joga mais lenha na inflação. O efeito deve ser um PIB ainda mais fraco nos próximos trimestres. A reação negativa dos mercados derrubou a libra e elevou os juros dos títulos públicos para os maiores patamares em duas décadas. As taxas dos papéis de 30 anos atingiram 5%. Larry Summers, o ex-secretário do Tesouro dos EUA, vê com pessimismo o plano de Truss. “Mas não imaginei que os mercados ficariam tão ruins tão rapidamente,” Summers disse no Twitter.  “Uma tendência de juros longos em alta e moeda em baixa é característica de situações de perda de credibilidade,” disse Summers. “Acontece com mais frequência nos países em desenvolvimento”, mas, segundo o economista, já ocorreu no início do governo Mitterrand, na França, e no final do governo Carter, nos Estados Unidos, antes da chegada de Volcker ao Fed.  O plano de Truss mereceu uma reprimenda do Fundo Monetário Internacional. “Tendo em vista as pressões inflacionárias em muitos países, incluindo o Reino Unido, não recomendamos pacotes fiscais amplos e que não sejam focados, porque é importante que a política fiscal não trabalhe contra a política monetária,” diz a nota. O Fundo pede que o governo britânico reavalie as medidas, especialmente especialmente aquelas que vão beneficiar os mais ricos. “O teor das medidas do Reino Unido provavelmente vai elevar a desigualdade.” O presidente do BoE, Andrew Bailey, é visto pelo mercado como dovish em demasia. De acordo com gestores, ficou atrasado na alta de juros em relação ao Federal Reserve e tem sido menos agressivo do que o Banco Central Europeu, mesmo lidando com uma inflação bem mais elevada – que, se não fosse o limite de reajuste das tarifas, bateria nos 15%, um número raro até mesmo no Brasil pós-real. “Acompanho os bancos centrais de 20 países. O presidente do BC inglês é muito fraco, só perde para o da República Tcheca,” disse um gestor brasileiro com passagem pelo Banco Central. A tormenta nos mercados ingleses trouxe especulações sobre uma possível reunião emergencial do BoE. A próxima reunião oficial ocorrerá apenas em novembro.  Até o momento, Bailey e seus colegas parecem ter optado por engrossar o discurso com falas mais duras. O mercado reagiu jogando a curva de juros para cima, antecipando altas maiores do que o previsto anteriormente.  Entre as principais moedas do mundo, a libra foi a que mais se desvalorizou em relação ao dólar desde o começo do ano, com uma queda de 20%. Mas a alta dos juros nos Estados Unidos fortaleceu a moeda americana em quase todo o mundo, sobretudo na Europa ameaçada pela recessão. Ao menos para os turistas, é a oportunidade de visitar a historicamente cara Londres gastando menos do que em Nova York. 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Primeiro ano da pandemia gerou recorde de fechamento de empresas comerciais, diz IBGE


Maiores retrações ocorreram nos segmentos de comércio de veículos, peças e motocicletas e no varejo.

domingo, 4 de setembro de 2022

Brasil sem dinheiro físico? BC diz que transação 100% digital pode demorar, apesar do Pix

Brasil ainda enfrenta problemas na bancarização e na inclusão financeira da população

Faz tempo que o dinheiro em espécie e o talão de cheque estão perdendo espaço nos pagamentos realizados pelos brasileiros que, a cada dia que passa, vêm absorvendo outras modalidades digitais, como o Pix, sistema criado pelo Banco Central.

Apesar da absorção da tecnologia na hora de realizar uma transação financeira, o Brasil ainda está longe de ser considerado um território digital, sob a ótica dos meios de pagamentos. Esta é a avaliação de Ricardo Teixeira Leite Mourão, membro do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), do Banco Central.

“O caminho é muito longo para se chegar numa sociedade cashless [sem dinheiro]. Ainda estamos tentando reduzir o dinheiro físico e há muita evolução no Pix e na área de pagamentos como um todo para acontecer”, afirmou Mourão durante a edição 2022 da Febraban Tech 2022, em São Paulo.

O desafio de uma sociedade cashless é realmente gigante no Brasil, com 38,5% da população adulta ainda sem conta bancária, segundo pesquisa da Brink’s em parceria com a Fundação Dom Cabral.

A pandemia de Covid-19 foi um atalho forçado neste processo, quando milhares de brasileiros se viram obrigados a usar produtos digitais para honrar seus compromissos financeiros devido ao isolamento imposto pelo coronavírus.

Ser uma nação digital requer, segundo os especialistas, que todos os brasileiros estejam bancarizados e, no passo seguinte, incluídos no sistema financeiro, movimentando dinheiro e tendo acesso aos produtos do setor, diz Luciana Bassani, superintendente nacional da Caixa.

Bassani diz que das mais de 68 milhões de pessoas beneficiadas com o auxílio emergencial, ofertado pelo governo federal via Caixa TEM, 38 milhões não tinham sequer uma conta bancária.

“Foi um passo importante bancarizar essas pessoas, mas, nosso principal desafio hoje, é a inclusão financeira, ou seja, as pessoas precisam acessar serviços financeiros e utilizá-los e não apenas ter uma conta aberta”, afirma.

O Pix pode ser um caminho nesta direção. “O Pix, do ponto de vista de transação, é inovador. Mas todo arcabouço Pix é muito mais do que só a transação”, diz. Para Bassani, o maior sucesso da ferramenta não está apenas na sua instantaneidade ou no funcionamento 24 horas, mas “na jornada transacional focada na experiência do cliente”.

“O que se criou foi um arquétipo de simplicidade em transações digitais e isso tem um valor gigantesco”, explica.

Bassani conta ainda que o Pix transformou a perspectiva do banco sobre as transações. “Estamos revisando outros tipos de transações digitais no banco, como transferências TED e distribuição de empréstimos, utilizando a lógica do Pix, simplificando a experiência. Antes o banco fazia do melhor jeito para ele. Agora estamos tentando buscar o que o cliente quer e percebemos que a referência é o Pix”, explica.

Faz tempo que o dinheiro em espécie e o talão de cheque estão perdendo espaço nos pagamentos realizados pelos brasileiros que, a cada dia que passa, vêm absorvendo outras modalidades digitais, como o Pix, sistema criado pelo Banco Central.

Apesar da absorção da tecnologia na hora de realizar uma transação financeira, o Brasil ainda está longe de ser considerado um território digital, sob a ótica dos meios de pagamentos. Esta é a avaliação de Ricardo Teixeira Leite Mourão, membro do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), do Banco Central.

“O caminho é muito longo para se chegar numa sociedade cashless [sem dinheiro]. Ainda estamos tentando reduzir o dinheiro físico e há muita evolução no Pix e na área de pagamentos como um todo para acontecer”, afirmou Mourão durante a edição 2022 da Febraban Tech 2022, em São Paulo.

O desafio de uma sociedade cashless é realmente gigante no Brasil, com 38,5% da população adulta ainda sem conta bancária, segundo pesquisa da Brink’s em parceria com a Fundação Dom Cabral.

A pandemia de Covid-19 foi um atalho forçado neste processo, quando milhares de brasileiros se viram obrigados a usar produtos digitais para honrar seus compromissos financeiros devido ao isolamento imposto pelo coronavírus.

Ser uma nação digital requer, segundo os especialistas, que todos os brasileiros estejam bancarizados e, no passo seguinte, incluídos no sistema financeiro, movimentando dinheiro e tendo acesso aos produtos do setor, diz Luciana Bassani, superintendente nacional da Caixa.

Bassani diz que das mais de 68 milhões de pessoas beneficiadas com o auxílio emergencial, ofertado pelo governo federal via Caixa TEM, 38 milhões não tinham sequer uma conta bancária.

“Foi um passo importante bancarizar essas pessoas, mas, nosso principal desafio hoje, é a inclusão financeira, ou seja, as pessoas precisam acessar serviços financeiros e utilizá-los e não apenas ter uma conta aberta”, afirma.

O Pix pode ser um caminho nesta direção. “O Pix, do ponto de vista de transação, é inovador. Mas todo arcabouço Pix é muito mais do que só a transação”, diz. Para Bassani, o maior sucesso da ferramenta não está apenas na sua instantaneidade ou no funcionamento 24 horas, mas “na jornada transacional focada na experiência do cliente”.

“O que se criou foi um arquétipo de simplicidade em transações digitais e isso tem um valor gigantesco”, explica.

Bassani conta ainda que o Pix transformou a perspectiva do banco sobre as transações. “Estamos revisando outros tipos de transações digitais no banco, como transferências TED e distribuição de empréstimos, utilizando a lógica do Pix, simplificando a experiência. Antes o banco fazia do melhor jeito para ele. Agora estamos tentando buscar o que o cliente quer e percebemos que a referência é o Pix”, explica.

Pagamentos digitais
Entre as evoluções nos meios de pagamento, um dos destaques é o realizado por aproximação, que ganhou tração no contexto da pandemia. Roberta Becker, gerente de marketing da rede alimentar St. Marche, afirma que a modalidade vem se consolidando rapidamente.

“Os clientes não queriam contato e fomos forçados a entrar nessa era digital por aproximação. As pessoas usavam o cartão físico usando senha e agora usam o celular para aproximar e fazer o pagamento. Do nosso lado, é se adaptar e oferecer opções e percebemos que nosso público é adepto à soluções cashless“, diz.

“Sem dúvida o pagamento por aproximação é uma tendência, mas ainda temos um gap. Não oferecemos um cartão sem contato. Estamos olhando outras possibilidades de pagamento por aproximação, além dos plásticos, para garantir acesso dos nossos clientes”, sinaliza Bassani, da Caixa.

Becker diz que o St. Marche está participando de testes de pagamento com biometria facial em algumas de suas unidades. “É possível pagar com o sorriso, literalmente”, afirma.

A novidade é uma parceria com a empresa payface, que oferece essa solução para estabelecimentos comerciais. Na prática, o consumidor pode comprar um produto ao se identificar com o rosto, sem o uso de cartão, carteira ou dinheiro.

“O cliente precisa baixar um aplicativo, fazer um cadastro, e informar um meio de pagamento. Ao passar no caixa, o cliente informa que vai pagar com payface, olha na câmera e a compra é habilitada”, diz a gerente. “Conforme nossas pesquisas, o que as pessoas mais valorizam é não carregar nada. Uso o meu rosto e vou embora”, afirma Becker.

Luciana Bassani, da Caixa, afirma que, no seu escopo, esse meio de pagamento com reconhecimento facial poderia ser utilizado como uma segunda camada de aprovação de pagamento. “Temos espaços para muitas inovações. As transações vão acontecer sempre e é nosso desafio oferecer novas soluções para os clientes”.

Mourão diz que, do lado do BC, não há nenhuma solução nesta direção de reconhecimento facial em andamento. “Mesmo antes do Pix, a gente sempre discutiu novas soluções e tentamos nos manter antenados. Mas a turma do mercado é mais criativa que o BC”, comenta.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

O FED assusta os mercados

O mercado se assustou com o FED, nós nem tanto

Conforme comentamos na quinta-feira, neste artigo, a reunião em Jackson Hole tinha o potencial de causar fortes movimentos no mercado. Se o discurso de Powell na sexta-feira fosse mais duro, as expectativas seriam revertidas e os preços teriam que, mais uma vez, buscar um novo ponto de equilíbrio ao tentar entender quais serão os próximos passos do BC americano com relação à política monetária. Nossa hipótese estava correta e a bolsa americana opera, agora, cerca de 5% abaixo da véspera do discurso. O principal motivo, de certa forma, espelha de forma invertida o que aconteceu na reunião de julho do FOMC e o mercado interpretou agora que o BC americano está mais preocupado com os níveis inflacionários do que tinha dado a entender antes, que está disposto a tomar medidas duras como elevar os juros a patamares restritivos em termos reais e que aprendeu a maioria das mais importantes lições de como derrotar a inércia da alta de preços com o ex-presidente do FED Paul Volcker, ícone maior da política hawkish. Mais, destacou que o mercado de emprego vai ter que sofrer o que, naturalmente, vai bater nas taxas de crescimento do PIB, que devem entrar numa recessão mais clássica. Como o mercado como um todo tinha feito um movimento muito otimista ao acreditar que, com juros em torno de 3% ao ano, conseguiríamos chegar logo a um patamar de 2,5%, então, houve toda uma reprecificação dos ativos que ainda está em curso. Basicamente, tivemos quase dois meses de capital buscando risco e de apostas otimistas que foram decepcionadas e é difícil prever até quando esse movimento de reversão pode durar. Por enquanto, os ativos brasileiros foram poupados, sendo um destaque quando comparamos com a maioria dos nossos pares. Talvez isso seja explicado com uma expectativa de resultados nas pesquisas, algo que pode ter efeito passageiro. Mas mesmo com melhoras nesse campo, no final, pelo menos num cenário de curto prazo, a piora nos preços dos ativos globais deveria bater nos nossos ativos domésticos. Isso se torna ainda mais provável pelo fato de que grande parte da sustentação dos preços nos patamares recentes vem de investimento estrangeiro na B3, algo que como já testemunhamos este ano, é extremamente volátil e tende a mudar de direção quando o sentimento externo se deteriora.

Em suma, essas mudanças vão razoavelmente em linha com nosso cenário principal. Acreditamos que estamos num momento de parcimônia, logo, não em um momento de tomar risco, principalmente aqui dentro do Brasil e nestes preços atuais. Mas esse é um diagnóstico de curto prazo, não uma recomendação para os próximos anos.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O que é Ethereum (ETH)


1. Você ainda não sabe o que é Ethereum?
Ethereum é uma plataforma que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes e transações da criptomoeda Ether e vários tokens. Tudo isso baseado na tecnologia da Blockchain, que surgiu juntamente com o Bitcoin. Em razão disso, muitos consideram o Ethereum uma evolução no conceito da tecnologia da Blockchain. A plataforma Ethereum foi imaginada pelo programador canadense Vitalik Buterin em 2013. A plataforma entrou online no dia 30 de julho de 2015 com 11.9 milhões de Ethers pré-mineradas do ICO. Desde então, a plataforma vem ganhando cada vez mais adoção entre pesquisadores, empreendedores e programadores que desejam criar soluções reais utilizando a blockchain e a tecnologia do Ethereum. O Ethereum desde então, se tornou a criptomoeda com a segunda maior capitalização do mercado, atrás apenas do Bitcoin.

2. O Ethereum é seguro?
O Ethereum utiliza o mesmo conceito de consenso e rede distribuída do Bitcoin para garantir a segurança do seu sistema. São milhares de computadores distribuídos ao redor do mundo, sendo impossível ocorrer um único ponto de falha. Desta forma, o Ethereum se tornou uma das criptomoedas mais seguras atualmente. Atacar a rede do Ethereum seria inviável logisticamente e economicamente, sendo melhor para um hipotético atacante cooperar com toda a rede. Portanto, a rede do Ethereum é extremamente segura. Desde que as moedas sejam armazenadas da forma recomendada, utilizando uma carteira segura, você não corre o risco de perder suas moedas.

3. Aplicações descentralizadas
Se o propósito do Bitcoin é ser utilizado com uma moeda, ou seja, um meio de transferir valores. O foco do Ethereum, por sua vez, é ser uma plataforma que permite a programação aplicações descentralizadas e contratos inteligentes O Ether é usado como uma moeda para comprar poder computacional no computador mundial, que é o Ethereum. Há vários exemplos de aplicações descentralizadas, como o Augur, uma rede de apostas sem um dono. Maker Dai, que é uma moeda pareada com o dólar, mas sem um emissor central e há inclusive jogos funcionando inteiramente no blockchain.

4. Quem está utilizando a rede Ethereum?
Milhares de pessoas no mundo todo estão utilizando a rede Ethereum, o governo do Canadá está usando para dar mais transparência para suas instituições.

Dezenas de grandes empresas fazem parte da Enterprise Ethereum Alliance, uma comunidade de empresas que apoiam a tecnologia, como Microsoft, Itaú e AMD.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

XP compra Modal e acirra disputa

Transação acrescenta R$ 30 bi em custódia, 500 mil clientes e representa 1,5% do pool de receitas do setor. Ações disparam na Nasdaq e B3 com transação entre corretoras.

A XP surpreendeu hoje cedo com o anúncio ao mercado de compra do banco Modal, um negócio amarrado rapidamente em um mês. A pressa, apesar de ser justificada pelas empresas como forma de evitar vazamentos, teve um outro gatilho.

Em novembro, o Modal começou uma conversa com o TC, antigo TradersClub, para uma sociedade que poderia unir sua corretora com um universo de meio milhão de clientes de varejo da companhia de conteúdo e debate de investimentos. Entre outros players avaliando o ativo, o Modal era o principal cavalo na corrida coordenada pelo banco BR Partners.

O mandato na rua deu senso de urgência à XP que, na toada de M&A, vinha se concentrando em gestoras, escritórios de agentes autônomos e fintechs, mas estava justamente avaliando o potencial de outra casa de análise, de menor porte a Suno, transação fechada no início da semana.

O Modal, por outro lado, que cresceu como banco de atacado, vinha dedicando seus esforços nos últimos anos a crescer na plataforma de varejo num mercado cada vez mais disputado, nadando, nadando e saindo lentamente do lugar dada a agressividade dos outros players. O acesso ao universo de clientes do TC poderia ajudar a dar um novo impulso ao negócio.

Mas, culturalmente, Modal e XP têm mais proximidade do que qualquer um dos dois e TC, avalia uma fonte. Além disso, o preço do alvo praticamente dobraria para a XP, considerando que o TC vale R$ 1,4 bilhão em bolsa. A transação entre os bancos deve tirar o Modal da mesa de negociação com o TC, algo que agora depende de seu novo controlador. 

A XP vai absorver 100% do Modal, por meio de troca de ações. O Modal vale em bolsa R$ 1,96 bilhão uma derrocada desde que estreou em bolsa há oito meses, valendo R$ 4,7 bilhões. A XP está avaliando o banco em R$ 3 bilhões.

A XP vale US$ 15,14 bilhões na Nasdaq e terá que se desfazer de apenas 19,5 milhões de ações classe A ou BDRs, dando aos acionistas do Modal cerca de 3,5% da empresa. Na proporcionalidade, os controladores atuais do Modal terão 1,95% da XP e o Credit Suisse, que detinha 15,8%, fica com 0,55% da XP.

Para o Credit Suisse, que viu o valor das ações que detém no Modal derreterem abaixo do preço das rodadas privadas pré-IPO, pode ser uma saída honrosa. A XP tem mais liquidez, se o acionista quiser se desfazer dos ativos, e perspectivas melhores como líder de mercado das plataformas de investimento. Não deixa de ser curioso, considerando que a XP chegou a sondar o CS há alguns meses para uma transação com o banco no Brasil.

Ainda que viesse disputando o varejo, o Modal ainda tem um negócio de atacado e mais experiência com carteira de crédito. "Vamos ganhar mais escala, mais munição, para ir para cima dos grandes bancos", disse Thiago Maffra, CEO da XP, em teleconferência.

Segundo ele, Modal entra como mais uma marca no portfólio, ao lado de XP, Rico e outras. Juntas, XP e Modal ainda terão uma fatia pequena de market share, algo como 1,5% do revenue pool da receita do mercado financeiro, disse Maffra. “O que estamos fazendo é uma combinação de forças, não uma venda. Temos uma visão próxima de como atuar no mercado financeiro, de construção de ecossistema, num mercado enorme e ainda muito concentrado nos grandes bancos”, emendou Cristiano Ayres, CEO do Modal.

Para a XP, apesar de parecer barata em termos de número de ações e potencial de negócio, a transação não é exatamente uma pechincha. Segundo o Valor, o Modal adiciona R$ 30,4 bilhões sob custódia, 501 mil clientes e uma carteira de crédito de R$ 607 milhões. Significa que a XP está pagando quase R$ 6 mil por cliente ou 10% do volume de custódia.

O Nubank pagou US$ 425 milhões pela Easynvest, em 2020, quando a corretora tinha 1,5 milhão de clientes e R$ 20 bi sob custódia. Mesmo ao câmbio de hoje, significaria R$ 1,5 mil por cliente. Já como percentual de custódia, dá na mesma da transação atual mas um percentual alto quando considerada a avaliação que XP ou mesmo o concorrente BTG fazem ao comprar escritórios de AAI.

As ações da XP sobem 5% na Nasdaq. O papel do Modal, naturalmente, disparou mais de 40% para se aproximar do prêmio que a XP vai pagar.

A transação depende de aprovações regulatórias. O BC já tem em mãos o pedido do Itaú para exercer a compra de opções de parte da XP. Agora, o regulador vai ter que considerar esse triângulo. A expectativa de XP e Modal é concluir a operação em até 15 meses.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Como funciona o saque-aniversário do FGTS?


A partir de 2020, trabalhadores poderão realizar saques anuais de suas contas do FGTS - se desejarem.

Em julho de 2019 foram anunciadas duas medidas que liberam saque do FGTS para os trabalhadores: o saque imediato e o saque-aniversário do FGTS este último permite a cada pessoa realizar um saque anual de suas contas. Basicamente, o saque-aniversário do FGTS funciona da seguinte maneira: quem aderir pode realizar saques anuais das contas do FGTS, inativas (de empregos anteriores) e ativa. 

Entendendo o saque-aniversário
O saque-aniversário não é de todo o saldo da conta, mas de um percentual, que varia conforme o valor disponível: contas com até R$ 500 terão 50% do saldo liberado para saque; quanto maior o valor na conta, menor o percentual que o trabalhador poderá sacar ao ano.

O saque-aniversário não é obrigatório o trabalhador pode escolher fazê-lo se desejar. Mas existem alguns pontos (muito) importantes a serem levados em conta.
Informações importantes sobre o saque-aniversário do FGTS

1. Seu FGTS ficará limitado
Quem optar por fazer os saques anuais não poderá retirar o saldo total da conta em caso de demissão sem justa causa. Ou seja: se você for demitido, não terá acesso a todo o dinheiro da sua conta, como normalmente acontece.

Neste caso, o trabalhador passa a ter direito somente à multa de 40% e direitos como aviso prévio, proporcional de férias etc. O saldo do FGTS em si continuaria sendo sacado em parcelas anuais.

2. Desistiu? Não vai ser imediato
Depois de aderir ao saque-aniversário, só será possível voltar à modalidade anterior (saque total no caso de demissão) depois de dois anos.

3. Existe um período de saque
Quem escolher aderir ao saque-aniversário terá três meses para sacar seus recursos o mês de seu aniversário e os dois meses seguintes. Os primeiros meses de 2020 seguem um calendário um pouco diferente (veja o calendário do saque FGTS 2020).

4. É preciso solicitar o benefício
Como o saque-aniversário não é obrigatório, quem quiser aderir precisa solicitar. A data limite para fazer o pedido é o último dia útil do mês de aniversário de cada um. Se ultrapassar esse prazo, o trabalhador só terá direito ao benefício a partir de 2021.

Vale a pena aderir ao saque-aniversário do FGTS?
A resposta é simples: depende. Ao optar pelo saque-aniversário, o trabalhador pode aplicar as quantias resgatadas em produtos financeiros que ofereçam ou repassem uma melhor rentabilidade.

Ele também pode ser usado, claro, para quitar ou renegociar dívidas tudo de acordo com suas prioridades financeiras.

Contudo, é importante considerar a possibilidade de uma demissão sem justa causa, e como você arcaria com suas despesas neste caso. Já existe uma reserva financeira para uma situação como essa? Então, sacar pode ser uma boa ideia seu dinheiro renderá mais em outra aplicação e você poderá usá-lo conforme seus objetivos.

Caso contrário, essa pode não ser uma boa opção. Afinal, é importante garantir que, em caso de demissão, você tenha uma renda ou reserva para conseguir arcar com suas despesas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O que são Fundos Imobiliários ?

Fundos Imobiliários: tudo o que você precisa saber para começar a investir. Você sabia que é possível viver com a renda de aluguéis sem ter que comprar um imóvel ou se preocupar com condomínio, reformas e IPTU? Entenda como funcionam os Fundos Imobiliários (FIIs) e comece a investir como um profissional. 

É possível viver de renda aplicando em fundos imobiliários, em vez de imóveis físicos, e com algumas vantagens. Desde que os brasileiros perceberam isso, o volume de novas carteiras emitidas cresce sem parar. Os fundos imobiliários se tornaram um investimento da moda, vistos como uma maneira mais simples e barata de aplicar no setor.

Que tal dar uma chance para os fundos imobiliários? Neste guia, o InfoMoney explica tudo sobre o funcionamento dessas carteiras e esclarece as dúvidas mais comuns dos investidores que estão chegando agora a esse tipo de aplicação. Boa leitura!

1. O que são fundos imobiliários?
2. Como funcionam
3. Qual é o papel do gestor?
4. Tipos de fundo imobiliários
5. É seguro investir em fundos imobiliários?
6. Vantagens e desvantagens
7. Investir em FIIs ou comprar imóveis?
8. Como escolher
9. Como investir em FIIs
O que são fundos imobiliários?

Vamos começar pelo começo. Um fundo imobiliário é uma espécie de “condomínio” de investidores, que reúnem seus recursos para que sejam aplicados em conjunto no mercado imobiliário. A dinâmica mais tradicional é que o dinheiro seja usado na construção ou na aquisição de imóveis, que depois sejam locados ou arrendados. Os ganhos obtidos com essas operações são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.

As decisões sobre o que fazer com os recursos tomadas pelo gestor do fundo precisam seguir objetivos e políticas pre-definidos. Os investimentos podem ser bem-sucedidos ou não, e isso determinará a valorização ou a desvalorização das cotas dos fundos.

A soma dos recursos compõe o patrimônio, que é dividido em cotas ou “frações” do fundo. Quem aplica, na verdade, está comprando cotas. O cotista não pode exercer nenhum direito real sobre os empreendimentos do fundo, ao contrário do proprietário de um imóvel de fato. Ao mesmo tempo, também não responde pessoalmente por obrigações relacionadas a eles. Isso é tarefa do administrador, instituição financeira responsável pelo funcionamento e pela manutenção da carteira.

Renda fixa ou variável?
Embora muitos fundos imobiliários realizem distribuição regular de rendimentos mensais, o que pode lembrar o funcionamento de certos títulos públicos (que pagam juros semestralmente), eles não são considerados investimentos de renda fixa. Há duas razões para isso.

A primeira é que não há garantia de manutenção dos rendimentos ao longo do tempo, já que inquilinos podem deixar de pagar o aluguel ou um imóvel pode acabar desocupando.

A segunda é que as cotas oscilam na Bolsa , às vezes tanto quanto uma ação, por conta de fatores como as condições do mercado ou a gestão da carteira. Não é possível ter certeza de qual será a condição de retorno de um fundo imobiliário desde o início do investimento, como é o caso dos papéis de renda fixa.

Como funcionam os fundos imobiliários?
Para entender a dinâmica de funcionamento dos fundos imobiliários, é preciso conhecer alguns conceitos aplicados a eles. Confira:

Ticker
Assim como as ações de empresas abertas, as cotas de fundos imobiliários são identificadas no pregão por um código – ou ticker. Esse código é formado por quatro letras maiúsculas, seguidas do número 11 (XXXX11). Se o fundo for listado no mercado de balcão organizado da B3, haverá ainda a letra B no final (XXXX11B).

Portfólio
Existe uma variedade de empreendimentos imobiliários em que os fundos podem investir e a escolha da estratégia de investimento e do que entra no portfólio é o que determina o nível de risco e o potencial de retorno de cada carteira.

Popularmente, os fundos imobiliários são classificados em alguns grupos diferentes:

Fundos de tijolo (ou de renda): São os que investem em ativos reais ou seja, em imóveis de fato. Esses são os que costumam ganhar com aluguéis. Embora pareçam uma categoria homogênea, as carteiras podem apresentar diferenças marcantes. Alguns aplicam em vários empreendimentos, em diferentes regiões, enquanto outros se concentram em um só imóvel. Alguns se focam em determinados tipos de empreendimentos como escritórios, prédios industriais, galpões logísticos, hotéis, shopping centers, hospitais, escolas ou agências bancárias, entre outras possibilidades. E há os que, fazem um mix de tudo na carteira.

Fundos de papel (ou de recebíveis): Esses fundos compram títulos ligados ao mercado imobiliário, no lugar dos imóveis em si. Podem constar nas carteiras letras de crédito imobiliário (LCI), letras hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários, certificados de potencial adicional de construção (CEPAC), certificados de recebíveis imobiliários (CRI), cotas de certos tipos de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), além de valores mobiliários (como ações) de emissores com atividades preponderantes permitidas aos fundos imobiliários.

Fundos híbridos: Mesclam, na carteira, tanto papéis do segmento imobiliário (outros fundos imobiliários, LCIs, CRIs e entre outros) quanto investimentos em imóveis diretamente.
Cotas

Como acontece nos outros tipos de fundos, o patrimônio dos imobiliários é dividido em cotas. E são cotas que o investidor adquire ao aplicar em uma dessas carteiras. O retorno seja pela distribuição dos rendimentos, seja pela valorização é calculado proporcionalmente ao número de cotas que cada um possui.

As cotas dos fundos imobiliários mais populares são negociadas na bolsa de valores. Mas nem todos são listados no pregão. Nesse caso, eles precisam ser negociados diretamente entre os investidores, o que torna o processo um pouco menos simples principalmente porque a liquidez, nesses casos, é menor. Significa que pode ser mais difícil se desfazer das cotas, caso essa seja a vontade do investidor.

Valor mínimo
Na Bolsa, é possível investir em fundos imobiliários a partir de uma única cota. Isso significa que, com quantias inferiores até a R$ 100, já é possível começar a aplicar nessa modalidade. Nesse ponto, a negociação de fundos imobiliários lembra as operações com ações no mercado fracionário, em que é possível comprar quantias pequenas de papéis.

Custos
Quem investe em fundos imobiliários está sujeito a dois tipos de custos diferentes. De um lado, é preciso pagar pelos serviços de administração e gestão. Portanto, essas carteiras também envolvem a cobrança de uma taxa de administração. Pode haver ainda uma taxa de performance, calculada com base no desempenho do fundo: se for superior ao de um indicador de referência, uma parte do ganho ficará com o gestor.

Além disso, há custos de negociação das cotas. Para comprá-las e vendê-las na bolsa de valores, é preciso pagar taxa de corretagem à corretora que intermediar as operações e emolumentos – assim como se faz ao negociar ações. É preciso checar ainda se a corretora cobra pela custódia (ou guarda) das cotas.

Rendimentos
Uma das formas mais conhecidas e também atrativas de retorno dos fundos imobiliários é a distribuição periódica de rendimentos. Por lei, eles são obrigados a distribuir rendimentos, no mínimo, uma vez por semestre. Muitos, no entanto, optam por realizar pagamentos mensais aos investidores, sendo uma fonte de renda recorrente.

O volume de rendimentos depende da política de investimento do fundo. A renda do aluguel dos imóveis pertencentes à carteira é a mais comum, mas os fundos também podem ganhar com a incorporação, com a venda dos direitos reais sobre os imóveis ou com os juros de títulos e valores mobiliários.

Não é raro que os rendimentos periódicos sejam superiores a indicadores de referência do mercado, como a taxa do CDI. No entanto, também podem haver perdas no meio do caminho. Pense em um fundo que obtém renda alugando imóveis. Caso ocorra a desocupação de um deles, haverá também impacto mesmo que temporário sobre o rendimento.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.

Tributação
Os fundos imobiliários têm uma particularidade no que diz respeito à cobrança de Imposto de Renda. Uma parte do retorno obtido com o investimento é isenta de tributação mas outra, não. Entenda como isso funciona:

Rendimento: O rendimento distribuído periodicamente aos investidores pessoas físicas é isento de Imposto de Renda desde que: 1) o cotista tiver menos do que 10% das cotas do fundo; 2) o fundo tiver no mínimo 50 cotistas; 3) as cotas do fundo forem negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.

Ganho de capital: O ganho obtido pelos investidores em função, por exemplo, da valorização das cotas do fundo na bolsa de valores paga Imposto de Renda. Na hora em que as cotas forem vendidas, incidirá uma alíquota de 20%.

Amortização
Em algumas situações, podem ocorrer amortizações das cotas de um fundo imobiliário, que são pagamentos representando a devolução do capital aplicado pelo investidor na carteira. Um caso clássico de amortização ocorre quando o fundo vende algum dos seus imóveis, sem previsão de reinvestir o dinheiro em outro ativo.

Há ainda outras razões para que haja uma amortização. Lembre-se de que os fundos imobiliários são fechados, o que significa que as cotas não podem ser resgatadas a pedido dos cotistas. Alguns deles, no entanto, preveem um prazo de duração específico, ao fim do qual serão liquidados. Quando esse é o caso, os recursos também são devolvidos aos investidores.

Índice Ifix
Criado para acompanhar o desempenho dos fundos imobiliários, o Ifix é um índice composto por cotas de fundos negociadas nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3. O Ifix reflete tanto as variações nos preços dos fundos incluídos no índice, como também o impacto da distribuição de rendimentos por parte das carteiras.

A carteira do Ifix é revisada periodicamente, a cada quatro meses. Para ser incluído no índice, um fundo imobiliário precisa obedecer alguns critérios, como ter sido negociado em 60% dos pregões durante o período de vigência das três carteiras anteriores.

Qual é o papel do gestor?
Assim como nos fundos de investimento em geral, o gestor de um fundo imobiliário é quem decide que investimentos serão feitos com o dinheiro aplicado pelos investidores. A diferença é que, em vez de comprar ações na bolsa ou títulos públicos do governo federal, ele precisa escolher um imóvel para adquirir, um inquilino a quem alugar ou que papéis vai inserir na carteira.

O gestor também tem atribuições como selecionar e se relacionar com os intermediários contratados para fazer essas operações. Tudo isso, é claro, deve ter em vista a perspectiva de retorno, o nível de risco e a liquidez de cada ativo. Também precisa considerar a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento do fundo.

Tipos de fundo imobiliários
A Anbima classifica os fundos imobiliários de acordo com o tipo de aplicação que eles realizam e também a estratégia de investimento que adotam. As carteiras são agrupadas da seguinte forma:

Desenvolvimento para renda: Esses fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento ou na incorporação de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção, com o objetivo de gerar renda com locação ou arrendamento deles depois de prontos.

Desenvolvimento para venda: Aplicam mais de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção para vendê-los no futuro.

Renda: Neste caso, os fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido em empreendimentos imobiliários já construídos, também visando gerar renda com locação ou arrendamento deles.

Títulos e valores mobiliários: Fundos que investem mais de dois terços do patrimônio líquido em títulos como ações, cotas de sociedades, fundos de participação (FIPs), recebíveis e fundos creditórios (FIDCs), sempre ligados ao mercado imobiliário.

Híbridos: Fundos com estratégia de investimento que não se concentra particularmente em nenhuma das estratégias anteriores.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.
É seguro investir em fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários são investimentos regulados e acompanhados tanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto pela própria B3, quando são negociados no pregão. No entanto, isso não exime o produto de um certo nível

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