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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Caixa lança linha de crédito para MEI, pequenas e médias empresas

Taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência. Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

A Caixa anunciou nesta terça-feira (23) que oferecerá aos microempreendedores individuais, pequenas e médias empresas a linha de crédito GiroCaixa, com garantia do FGI, fundo gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência.

Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

As empresas poderão pedir empréstimos com valor mínimo de R$ 5 mil e máximo de até R$ 10 milhões. O FGI garantirá até 80% do valor do crédito.

Os recursos podem ser usados para investimentos, despesas operacionais, pagamento de salários de empregados e compra de matéria-prima e mercadorias.


Consignado do Auxílio Brasil já está liberado


Portaria do Ministério da Cidadania regulamenta acesso ao crédito, que terá limite de juros de 3,5% ao mês. Além de garantir acesso ao crédito, o Ministério da Cidadania ofertará ações de educação financeira.

O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27/9) publica a Portaria nº 816, do Ministério da Cidadania, que regulamenta o empréstimo consignado para beneficiários do Programa Auxílio Brasil. A portaria estabelece o limite de juros de 3,5% ao mês.

Esse teto pode ser ainda menor, dependendo da negociação da instituição financeira com o tomador do empréstimo. A Lei 14.431, publicada em 3 de agosto, limitou o valor do consignado em até 40% do repasse permanente de R$ 400 do Auxílio Brasil. Dessa forma, o beneficiário poderá descontar até R$ 160 mensais, num prazo máximo de 24 meses.



O objetivo do empréstimo consignado, segundo o governo, é permitir que famílias do Auxílio Brasil, hoje sem acesso a crédito muitas delas endividadas e pagando juros altos, possam reorganizar-se financeiramente, empreender e buscar autonomia.

Além de garantir acesso ao crédito, o Ministério da Cidadania ofertará ações de educação financeira. Ao contratar o produto, os beneficiários terão de responder a um questionário que medirá os conhecimentos sobre o tema e a capacidade de administrar o empréstimo.

Pesquisa realizada por instituições financeiras que operam no mercado de consignados mostrou que 70% das famílias em situação de vulnerabilidade não têm acesso a crédito com juros baixos. Quando perguntadas sobre como usariam os recursos, a maior parte das pessoas responde que pretende investir em um negócio próprio, buscando autonomia para melhorar a qualidade de vida.


domingo, 17 de setembro de 2023

Europa caminha para a recessão à medida que crise do custo de vida se aprofunda

Banco Central Europeu (BCE) está sob pressão, com a inflação em mais de quatro vezes sua meta de 2%, tendo atingido um recorde de 9,1% no mês passado.

A zona do euro está quase certamente entrando em recessão, com pesquisas nesta segunda-feira (5) mostrando um aprofundamento da crise do custo de vida e uma perspectiva sombria que mantém os consumidores cautelosos com os gastos.

Embora tenha havido algum alívio nas pressões sobre os preços, de acordo com as sondagens, eles permaneceram altos.

Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) está sob pressão, com a inflação em mais de quatro vezes sua meta de 2%, tendo atingido um recorde de 9,1% no mês passado.

O banco enfrenta a perspectiva de aumentar agressivamente as taxas de juros no momento em que a economia entra em recessão.

Uma elevação nos custos dos empréstimos aumentaria os problemas dos consumidores endividados, mas em uma pesquisa da Reuters na semana passada quase metade dos economistas entrevistados disse esperar um aumento sem precedentes de 75 pontos-base nos juros pelo BCE nesta semana, enquanto quase o mesmo tanto previa aumento de 50 pontos-base.

Apesar dessas expectativas, o euro caiu abaixo de 99 centavos de dólar pela primeira vez em 20 anos nesta segunda-feira, depois de a Rússia dizer que o fornecimento de gás em seu principal gasoduto para a Europa permanecerá fechado indefinidamente.

Os preços do gás no continente dispararam até 30% nesta segunda-feira, alimentando temores de escassez e reforçando as expectativas de uma recessão e um inverno duro, à medida que empresas e famílias são atingidas pelos preços altíssimos da energia.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto final da S&P Global, visto como um guia para a saúde econômica, caiu para o menor patamar em 18 meses de 48,9 em agosto, ante 49,9 em julho, abaixo de uma estimativa preliminar de 49,2. Leituras abaixo de 50 indicam contração.

“As pesquisas do PMI sinalizam que a área do euro está entrando em recessão mais cedo do que pensávamos, liderada por sua maior economia, a Alemanha, e agora vemos a zona do euro ‘desfrutando’ de uma recessão mais longa, de três trimestres”, disse Peter Schaffrik, do Royal Bank of Canada.

“A revisão deve-se principalmente à evolução dos preços da energia que, mesmo depois de terem recuado nos últimos dias, continuam elevados, o que significa que o impacto nos gastos das famílias será maior do que prevíamos até agora.”

Essa perspectiva de recessão abalou a confiança dos investidores na união monetária, que caiu em setembro para o menor nível desde maio de 2020, mostrou outra pesquisa.

A atividade de serviços na Alemanha, a maior economia da Europa, contraiu pelo segundo mês consecutivo em agosto, com a demanda doméstica sob pressão da inflação crescente e da confiança vacilante, mostraram números divulgados mais cedo.

A economia do país deve contrair por três trimestres consecutivos a partir deste, sugeriu uma pesquisa da Reuters na semana passada.

Na França, a segunda maior economia da zona do euro, o setor de serviços perdeu mais força e conseguiu apenas um crescimento modesto, com gerentes de compras dizendo que as perspectivas eram sombrias.

A economia do Reino Unido encerrou agosto em uma base muito mais fraca do que se pensava anteriormente, com a atividade empresarial como um todo sofrendo contração pela primeira vez desde fevereiro de 2021, em um sinal claro de recessão, mostrou seu PMI.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

BNDES contacta bancos para vender 11% da Energisa

O BNDES contactou bancos na sexta-feira para selecionar um assessor financeiro que o ajude a encontrar um comprador para sua participação na Energisa, uma transação de cerca de R$ 2 bilhões, pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal. Nas últimas semanas, a especulação no mercado era de que o BNDES lançaria um follow-on ou um block trade para se desfazer da posição, mas agora ficou claro que o banco prefere um processo organizado junto a investidores financeiros ou estratégicos. A BNDESPar se tornou dona de 11,38% do capital da Energisa no mês passado, quando converteu uma debênture com bônus de subscrição.  O banco de fomento subscreveu a debênture em 2015 para apoiar a Energisa na aquisição do Grupo Rede – que trouxe um novo vetor de crescimento para a companhia dos Botelho. Os bônus foram convertidos a R$ 16,47, e o papel hoje negocia ao redor de R$ 43,50. Além de investidores financeiros, o comprador mais lógico para a posição seria a própria Energisa.  A companhia recentemente entrou na disputa pela Celg, a distribuidora de Goiás que a Enel colocou à venda – mas os italianos entraram em uma negociação exclusiva com a Equatorial Energia. A Energisa vale R$ 20,7 bi na Bolsa e negocia a cerca de 12x o lucro estimado para 2023.


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Custo de vida cai em todas as faixas de renda, informa Ipea

Em agosto, a queda foi registrada pelo segundo mês seguido.

De acordo com o levantamento mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), houve queda no custo de vida para todas as faixas de renda no mês de agosto. O órgão publicou a pesquisa na terça-feira 13. Foi o segundo mês seguido com deflação generalizada, fato que não ocorria desde julho de 2010.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda “registrou deflação para todas as faixas de renda, com variações entre -0,51% para o segmento de renda alta e -0,12% para a classe de renda muito baixa”, informou o instituto em nota. Assim, no acumulado entre janeiro e agosto, as taxas de inflação variaram de 4,11% (renda média alta) a 4,94% (renda muito baixa).

No mês anterior, o custo de vida caiu 0,34% para a classe com renda muito baixa e 0,42% para a população de renda muito alta. De acordo com os dados, o pico ocorreu para quem está na faixa de renda média: redução de 0,85%.

Em agosto de 2021, o cenário era de aumento no custo de vida em todas as faixas. O pior resultado daquele período ficou para renda muito baixa, com inflação de 0,91%.

Transporte lidera queda do custo de vida
Conforme os dados do levantamento, a queda de preços no setor de transporte puxou a melhora do custo de vida em agosto. A redução nesse segmento oscilou entre -0,42% (renda muito baixa) e -0,96% (renda muito alta). Em junho, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a lei que limita o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, a gasolina, a energia elétrica, as comunicações e os transportes coletivos.


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Petrobras se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo

A Petrobras se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo no segundo trimestre de 2022, de acordo com a 35ª edição do Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson, à frente de empresas como Nestlé, Mercedes-Benz e Microsoft.

Como os resultados da Petrobras afetam o Brasil? Os dividendos são a distribuição de parte do lucro aos acionistas. Como a União é a maior acionista individual da empresa, com mais de 50% das ações com direito a voto e cerca de 29% do total, segundo dados da B3, só neste ano o país já recebeu cerca de R$ 64 bilhões de dividendos da petroleira.

Segundo Guilherme Paiva, analista da MundoInvest, a distribuição dos dividendos pela petroleira pode ter ajudado o país a melhorar as contas públicas em um momento em que o governo Bolsonaro aumenta os gastos.

"Essa distribuição de dividendos pode ter tido, também, uma influência política, principalmente pelo fato de o governo ter uma participação significativa na Petrobras e se beneficiar do pagamento, engordando o caixa em um momento de PEC dos Auxílios e de despesas para além do teto de gastos", disse.

Isso pode trazer algum problema para o Brasil? Segundo analistas, ao distribuir grande parte do lucro obtido aos acionistas, a petroleira deixa de investir em projetos de inovação, importantes em um setor que poderá acabar no longo prazo, como o de combustíveis fósseis.

Além disso, a Petrobras pode ficar sem dinheiro em caixa em caso de oscilações do petróleo para baixo, puxando o preço do barril para patamares menores que US$ 60.

"A empresa pode ficar descapitalizada e ter pouco recurso para se proteger das oscilações do petróleo, mas acredito que seja difícil isso acontecer pois há um planejamento", afirma Paiva.

Como foi possível distribuir tanto lucro, até maior que concorrentes do setor? Para Paulo Luives, da Valor Investimentos, a alta na distribuição dos dividendos da Petrobras está ligada à melhora da gestão.

"A empresa, nos últimos anos, reestruturou-se muito bem em termos de controlar endividamento, focar na exploração do pré-sal, fez muitos desinvestimentos, saindo de áreas que não eram estratégicas ao negócio, e isso permitiu que ela enxugasse estrutura e gerasse caixa", disse.

Além disso, a alta dos preços do petróleo no mercado internacional fez com que a empresa ganhasse mais dinheiro do que o previsto.

Soma-se a boa gestão ao momento positivo no setor de petróleo. Com dívida controlada e sem planos de investimentos muito grandes, ela consegue gerar muito caixa e distribuir para seus acionistas, afirma o especialista.

O que acontece daqui para a frente? A Petrobras deverá continuar a distribuir os dividendos, mas não no mesmo volume. Isso porque a petroleira optou por antecipar a distribuição dos lucros deste ano já em agosto.

Ao final de cada ano, a empresa apura os resultados, e no ano seguinte apura os dividendos. Se ela tem uma dívida baixa, pode antecipar os dividendos. Ao todo, 52% do pagamento foi de adiantamento, e o restante foi o 2021, diz Guilherme Paiva.

Apesar disso, o projeto da estatal é manter a política de distribuição de dividendos aos acionistas.

No plano de governança para os próximos cinco anos, está prevista a manutenção na política de dividendos, afirma Paulo Luives.

Mas há também a possibilidade de mudança de governo federal. Uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida atualmente, pode fazer com que a estatal altere a política de distribuição de dividendos.

Quais as outras empresas no ranking? As maiores pagadores de dividendos do mundo no 2º trimestre segundo a Janus Henderson são:

    Petrobras
    Nestlé
    Rio Tinto
    China Mobile
    Mercedes-Benz Group
    BNP Paribas
    EcoPetrol
    Allianz
    Microsoft
    Sanofi

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Poupança completa 20 meses seguidos de perdas para a inflação

Nos últimos 20 meses, a poupança vem completando um ciclo de perdas para a inflação. Portanto, quem tem dinheiro nesta modalidade de investimento, está perdendo poder de compra há quase 2 anos. Mas a principal dúvida é, onde colocar o seu dinheiro ? Em abril deste ano, a rentabilidade da poupança marcou 0,56% em termos nominais. Por outro lado, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 1,06%, maior valor encontrado em 26 anos. Com isso, a caderneta teve um retorno negativo de -0,50% no mês. A última vez que a poupança teve ganhos reais no acumulado, foi no período de 12 meses iniciado em agosto de 2020 (0,45%). Ou seja, o dinheiro aplicado na poupança está diminuindo em vez de crescer em razão do rendimento abaixo da inflação. Por outro lado, mesmo a poupança não sendo o único de investimento que esteja perdendo para a inflação, há outras opções de investimento em renda fixa que superam a rentabilidade da poupança e que estão dando retorno de até mais de 1% ao mês, dependendo do prazo da aplicação. Isso só é possível devido à alta da taxa básica de juros (Selic) que está ativa atualmente.

Quanto rende a poupança
Desde que a Selic ultrapassou o percentual de 8,5% ao ano, ao final de 2021, a rentabilidade da poupança voltou à regra antiga. Deste modo, a mesma deixou de pagar 70% da taxa básica de juros e passando assim a ter rendimento fixo de 6,17% ao ano + TR (ou 0,5% ao mês + TR). Valor este que já era pago para a chamada “poupança velha“, que equivale aos depósitos realizados até abril de 2012.

De acordo com os cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), ao se aplicar R$ 1 mil na poupança, esta rende atualmente R$ 74,40 em 12 meses, ou 7,44% ao ano. Este valor já inclui no cálculo a variação da TR e considerando a manutenção da Selic em 12,75%. Por um outro lado, a inflação oficial do país atingiu 12,13% em ritmo anual em abril, completando 8 meses seguidos acima de dois dígitos, e o mercado financeiro tem projetado um IPCA ainda próximo de 9% para o ano de 2022.

Quais outras alternativas para contornar a inflação ?
Mesmo com a alta da Selic para 12,75% ao ano, a rentabilidade da poupança segue congelada em um nível abaixo da inflação projetada para o ano. Por outro lado, a rentabilidade de outros rendimentos de renda fixa aumentou, acompanhando a trajetória da taxa básica de juros. De acordo com as simulações do buscador de investimentos Yubb, o retorno projetado para os principais investimentos de renda fixa supera de longe o da inflação, com retorno líquido, que consiste na rentabilidade descontando a inflação e o imposto de renda, de até 6% para o período de 12 meses. Entre os investimentos de renda fixa que superam a inflação, os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e o Tesouro Selic, são alternativas consideradas tão seguras quanto à poupança e mais rentáveis neste momento.


sexta-feira, 28 de julho de 2023

XP Investimentos Como funciona? É seguro?

O que é e como funciona a XP Investimentos? Analisamos vantagens e desvantagens de usar a corretora
Quem já procurou dicas de como começar a investir seu dinheiro com certeza já topou com a XP Investimentos em suas buscas pelo Google. Afinal, estamos falando de uma das maiores corretoras independentes do Brasil.

Com 18 anos de mercado, mais de 1,7 milhão de clientes ativos e mais de R$ 400 bilhões sob sua custódia, a corretora se tornou uma referência quando o assunto é investimento. Mas, será que é seguro investir com a XP?

Se você sempre quis saber como funciona a XP Investimentos, esse post é pra você. Preparamos um conteúdo completo para mostrar as vantagens e as desvantagens de contar com essa assessoria em suas aplicações. Boa leitura!

O que é a XP Investimentos?
A XP nasceu em 2001, em Porto Alegre, como uma pequena empresa de agentes autônomos de investimentos. Seis anos depois, a empresa comprou a Americainvest e se tornou uma corretora.

Desde então, o foco é assessorar seus clientes com informações e ferramentas para fazer seus investimentos renderem mais. No final de 2017, a XP anunciou sua associação com o Itaú Unibanco, que adquiriu 49,9% das ações da corretora por R$ 6,3 bilhões.

A XP Investimentos cresceu tanto que hoje é apenas um dos braços do Grupo XP, que abrange alguns dos principais players do mercado financeiro nacional. Ficando apenas no campo das corretoras, também fazem parte do grupo marcas como a Clear e a Rico.

Atualmente, a XP tem mais de 660 escritórios credenciados distribuídos pelo Brasil. Além disso, coloca à disposição de seus clientes mais de três mil assessores de investimentos para ajudá-los a aplicar seu dinheiro de forma eficaz e segura.
Quem é o dono da XP Investimentos?

O nome por trás do grande sucesso da XP Investimentos é o de Guilherme Benchimol, fundador e atual CEO da corretora. Foi ele quem criou a empresa, em um escritório de 25 metros quadrados em Porto Alegre, ao lado de Marcelo Maisonnave, há mais de 18 anos.

Carioca e formado em Economia, Benchimol deixou o Rio de Janeiro após ser demitido da plataforma de investimentos Investshop. Com apenas 24 anos, ele se mudou para a capital gaúcha para abrir o próprio negócio.

No início, a XP se resumia aos fundadores e dois estagiários. Um deles logo saiu para trabalhar em um grande banco de investimentos, enquanto a outra, Ana Clara Sucolotti, se tornou sócia e, depois, esposa de Benchimol.

Benchimol logo viu a família e os negócios crescerem. Hoje, já com três filhas, o fundador da XP gerencia uma das maiores corretoras de valores independentes do Brasil e, em 2018, fez parte da lista da Bloomberg como uma das 50 pessoas mais influentes do mundo.

Em entrevista à revista “Forbes” em junho de 2019, Benchimol falou um pouco sobre seu perfil e como ele se reflete na cultura e nos valores da XP:

“Eu sou uma pessoa de hábitos simples, que sonha alto, tem a mente aberta e espírito empreendedor, e é assim que definimos a companhia. Queremos pessoas que se engajem nesse propósito e sejam humildes, no sentido de não serem donas da verdade, estarem dispostas a mudar de opinião e a aprenderem”, afirmou.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Libra em queda Livre, desvalorizando ?

A libra esterlina já foi a moeda mais poderosa do mundo. Antes da dominância do dólar, ocupou por décadas o papel de reserva internacional de valor.  Era também, até pouco tempo atrás, uma das moedas mais valorizadas. A fortaleza das cédulas exibindo o rosto estampado da rainha Elizabeth refletia a confiabilidade ostentada por Londres como centro financeiro global.  Em 2007, no apogeu mais recente da libra, eram necessários US$ 2 para trocar por uma moeda de 1 libra. 


Depois de uma desvalorização acelerada nos últimos dias, a libra agora vale US$ 1,06 – com viés de baixa –, e o Bank of England (BoE) teve que fazer uma intervenção hoje pela manhã para estabilizar o mercado de títulos públicos: suspendeu o quantitative tightening e vai comprar títulos longos. No mercado de opções, os traders ampliaram as suas apostas de que a libra cairá abaixo de US$ 1 até o fim do ano. A corretora Nomura estima que a paridade ocorrerá em novembro, e que a moeda encerrará o ano cotada a US$ 0,975.  A origem do problema da libra está na leniência de sua Autoridade Monetária. Com a inflação no Reino Unido acima de 10%, a maior em quatro décadas, o BoE demorou a agir e ficou atrás da curva inflacionária. Mas o golpe de misericórdia contra a moeda foi o plano econômico da nova primeira-ministra, Liz Truss, que traz uma combinação explosiva de aumento de subsídios e redução de impostos. O plano deve criar um rombo nas contas públicas da ordem de 7% do PIB nos próximos dois anos. Foi o gatilho para o espetacular tombo da libra nos últimos dias.  Rogério Xavier, o fundador da SPX, estima que se não houver um ajuste fiscal e um aperto monetário mais rápido, a coisa ainda vai piorar.  “O Reino Unido tem déficits gêmeos: um mega déficit na conta corrente do balanço de pagamentos e o fiscal frouxo,” Xavier disse ao Brazil Journal. “Com o Bank of England dovish, não tem jeito: o ajuste é na moeda.”  A última vez em que a libra havia se aproximado da paridade com o dólar foi há quase quatro décadas, mais precisamente em 1985. Naquele período, a moeda americana também passava por uma fase de forte valorização. Era um reflexo do choque de juros de Paul Volcker em sua luta para “quebrar a espinha da inflação”.  Com a inflação no atacado ainda rodando em 20%, o BC britânico indicou que vai acelerar o aperto monetário, mas recuperar a credibilidade será uma missão complicada, e o pacote econômico de Truss deixará a tarefa ainda mais difícil.  Para superar o marasmo econômico, a primeira-ministra propôs o maior corte de impostos desde os anos 1970. Além disso, o governo vai gastar US$ 50 bilhões para subsidiar as tarifas de eletricidade. Truss quer ressuscitar o espírito de Margaret Thatcher. Em linha com a visão histórica do Partido Conservador, ela acredita na redução de impostos como alavanca para a atividade econômica.  Não se sabe se vai dar certo, mas no curto prazo, dizem os analistas, o alívio tributário aprofunda o buraco fiscal, enfraquece a libra e joga mais lenha na inflação. O efeito deve ser um PIB ainda mais fraco nos próximos trimestres. A reação negativa dos mercados derrubou a libra e elevou os juros dos títulos públicos para os maiores patamares em duas décadas. As taxas dos papéis de 30 anos atingiram 5%. Larry Summers, o ex-secretário do Tesouro dos EUA, vê com pessimismo o plano de Truss. “Mas não imaginei que os mercados ficariam tão ruins tão rapidamente,” Summers disse no Twitter.  “Uma tendência de juros longos em alta e moeda em baixa é característica de situações de perda de credibilidade,” disse Summers. “Acontece com mais frequência nos países em desenvolvimento”, mas, segundo o economista, já ocorreu no início do governo Mitterrand, na França, e no final do governo Carter, nos Estados Unidos, antes da chegada de Volcker ao Fed.  O plano de Truss mereceu uma reprimenda do Fundo Monetário Internacional. “Tendo em vista as pressões inflacionárias em muitos países, incluindo o Reino Unido, não recomendamos pacotes fiscais amplos e que não sejam focados, porque é importante que a política fiscal não trabalhe contra a política monetária,” diz a nota. O Fundo pede que o governo britânico reavalie as medidas, especialmente especialmente aquelas que vão beneficiar os mais ricos. “O teor das medidas do Reino Unido provavelmente vai elevar a desigualdade.” O presidente do BoE, Andrew Bailey, é visto pelo mercado como dovish em demasia. De acordo com gestores, ficou atrasado na alta de juros em relação ao Federal Reserve e tem sido menos agressivo do que o Banco Central Europeu, mesmo lidando com uma inflação bem mais elevada – que, se não fosse o limite de reajuste das tarifas, bateria nos 15%, um número raro até mesmo no Brasil pós-real. “Acompanho os bancos centrais de 20 países. O presidente do BC inglês é muito fraco, só perde para o da República Tcheca,” disse um gestor brasileiro com passagem pelo Banco Central. A tormenta nos mercados ingleses trouxe especulações sobre uma possível reunião emergencial do BoE. A próxima reunião oficial ocorrerá apenas em novembro.  Até o momento, Bailey e seus colegas parecem ter optado por engrossar o discurso com falas mais duras. O mercado reagiu jogando a curva de juros para cima, antecipando altas maiores do que o previsto anteriormente.  Entre as principais moedas do mundo, a libra foi a que mais se desvalorizou em relação ao dólar desde o começo do ano, com uma queda de 20%. Mas a alta dos juros nos Estados Unidos fortaleceu a moeda americana em quase todo o mundo, sobretudo na Europa ameaçada pela recessão. Ao menos para os turistas, é a oportunidade de visitar a historicamente cara Londres gastando menos do que em Nova York. 


domingo, 4 de junho de 2023

Inflação dos serviços perde força e tem o menor nível em nove meses

Desaceleração impulsionada pela queda no preço das passagens aéreas deve barrar nova alta da taxa básica de juros.

Preço das passagens aéreas caiu 12% em agosto

A deflação registrada no mês de agosto foi acompanhada por uma alta menor dos preços no setor de serviços, o mais importante da economia nacional. No mês, a inflação das atividades do segmento aumentou 0,28%, a menor taxa desde novembro de 2021.

Os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) correspondem à segunda desaceleração seguida de preços dos serviços, após altas de 0,9% em junho e de 0,8% em julho. Em agosto do ano passado, a inflação do segmento foi de 0,39%.

Mesmo com as altas em ritmo menor, os preços do setor de serviços subiram 8,76% no acumulado dos últimos 12 meses, variação semelhante à do índice oficial de preços (+8,73%), que figura abaixo dos dois dígitos pela primeira vez em um ano.

Eric Barros, economista e assessor de investimentos da Blue3, explica que a retomada da economia tende a elevar o preço dos serviços, cenário que deve ser ainda observado nos próximos meses. "Apesar da queda em agosto, a tendência é que a inflação dos serviços se mantenha em alta por algum tempo", afirma ele.

Para Rodrigo Sodré, economista e sócio da BRA, os resultados também são reflexo da redução da alíquota do ICMS sobre a gasolina e a energia elétrica nos estados. "Essa queda refletiu nos meses anteriores e foi verificado com menor força no mês de agosto", destaca.

No mês passado, a perda de força da inflação dos serviços foi impulsionada pela queda de 12,07% no preço das passagens aéreas. Também recuaram os valores dos planos de telefonia móvel (-2,67%), das casas noturnas (-1,16%), do cinema, teatro e concertos (-1,07%) e dos transportes por aplicativo (-1,06%).

Na avaliação de Pedro Kislanov, gerente responsável pelo IPCA, a queda das passagens aéreas após quatro meses consecutivos de alta pode ser explicada pela sazonalidade do mês. "Essa é uma comparação com julho, que é um mês de férias e há aumento da demanda. Além disso, foram quatro meses seguidos de alta, o que eleva a base de comparação. Também há o impacto da redução do querosene de aviação", avalia.

 As variações de preços do setor também são determinantes para os próximos passos do BC (Banco Central) na condução da política monetária e podem determinar um período mais prolongado dos juros em níveis elevados. Em julho, a autoridade monetária avaliou que o processo de normalização de alguns setores de serviços em diversos países emergentes “deve contribuir para manter pressão sobre os índices de inflação”.

Sodré explica que o olhar se dá pela importância do setor de serviços no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. "É obvio que o Banco Central tem que ficar atento a esses preços, mas acho que eles vão se acomodar com o passar dos meses", diz o economista ao prever o início da trajetória de queda da taxa Selic no segundo semestre do ano que vem.

"Copom deu indícios de que os juros básicos não serão elevados na próxima reunião. No entanto, a inflação e taxa básica de juros tem relação direta, pois é exatamente ela que controla a inflação", pontua Barros.

Difusão
Ainda que os preços tenham subido em ritmo menor, a alta disseminada entre as atividades do setor ainda chama atenção. Em agosto, chamada difusão atingiu três de cada cinco (65,8%) atividades do setor. 

Entre os 38 serviços analisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 25 ficaram mais caros, oito (21%) estão mais baratos e cinco (13,2%) apresentaram estabilidade no mês passado.

Entre as altas apuradas no mês aparecem as mudanças (+3,92%), o seguro voluntário de veículo (+2,27%) os serviços de costureira (+2,12%), a hospedagem (+1,52%), o aluguel (+1,42%) e pintura de veículo (+1,12%), os cursos diversos (+1,14%) e a alimentação fora de casa (+0,89%).

De acordo com Sodré, a inflação das refeições distantes do domicílio também é motivada pelo processo de retomada com a redução das medidas restritivas para conter o avanço da pandemia. "As pessoas estão saindo mais para almoçar e jantar, os shoppings estão mais cheios e isso reflete nos preços", afirma o economista.


sexta-feira, 14 de abril de 2023

Confira a nova previsão do salário mínimo de 2023

Na semana passada, o governo de Bolsonaro enviou a proposta de Orçamento para 2023 com uma previsão do salário mínimo em R$ 1.302, baseada na taxa de 7,41%. Se a nova previsão realmente se concretizar, podemos ver um salário mínimo menor no próximo. Com base no índice de 6,54%, o salário mínimo será de R$ 1.292.

quarta-feira, 1 de março de 2023

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Primeiro ano da pandemia gerou recorde de fechamento de empresas comerciais, diz IBGE


Maiores retrações ocorreram nos segmentos de comércio de veículos, peças e motocicletas e no varejo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

domingo, 4 de setembro de 2022

Brasil sem dinheiro físico? BC diz que transação 100% digital pode demorar, apesar do Pix

Brasil ainda enfrenta problemas na bancarização e na inclusão financeira da população

Faz tempo que o dinheiro em espécie e o talão de cheque estão perdendo espaço nos pagamentos realizados pelos brasileiros que, a cada dia que passa, vêm absorvendo outras modalidades digitais, como o Pix, sistema criado pelo Banco Central.

Apesar da absorção da tecnologia na hora de realizar uma transação financeira, o Brasil ainda está longe de ser considerado um território digital, sob a ótica dos meios de pagamentos. Esta é a avaliação de Ricardo Teixeira Leite Mourão, membro do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), do Banco Central.

“O caminho é muito longo para se chegar numa sociedade cashless [sem dinheiro]. Ainda estamos tentando reduzir o dinheiro físico e há muita evolução no Pix e na área de pagamentos como um todo para acontecer”, afirmou Mourão durante a edição 2022 da Febraban Tech 2022, em São Paulo.

O desafio de uma sociedade cashless é realmente gigante no Brasil, com 38,5% da população adulta ainda sem conta bancária, segundo pesquisa da Brink’s em parceria com a Fundação Dom Cabral.

A pandemia de Covid-19 foi um atalho forçado neste processo, quando milhares de brasileiros se viram obrigados a usar produtos digitais para honrar seus compromissos financeiros devido ao isolamento imposto pelo coronavírus.

Ser uma nação digital requer, segundo os especialistas, que todos os brasileiros estejam bancarizados e, no passo seguinte, incluídos no sistema financeiro, movimentando dinheiro e tendo acesso aos produtos do setor, diz Luciana Bassani, superintendente nacional da Caixa.

Bassani diz que das mais de 68 milhões de pessoas beneficiadas com o auxílio emergencial, ofertado pelo governo federal via Caixa TEM, 38 milhões não tinham sequer uma conta bancária.

“Foi um passo importante bancarizar essas pessoas, mas, nosso principal desafio hoje, é a inclusão financeira, ou seja, as pessoas precisam acessar serviços financeiros e utilizá-los e não apenas ter uma conta aberta”, afirma.

O Pix pode ser um caminho nesta direção. “O Pix, do ponto de vista de transação, é inovador. Mas todo arcabouço Pix é muito mais do que só a transação”, diz. Para Bassani, o maior sucesso da ferramenta não está apenas na sua instantaneidade ou no funcionamento 24 horas, mas “na jornada transacional focada na experiência do cliente”.

“O que se criou foi um arquétipo de simplicidade em transações digitais e isso tem um valor gigantesco”, explica.

Bassani conta ainda que o Pix transformou a perspectiva do banco sobre as transações. “Estamos revisando outros tipos de transações digitais no banco, como transferências TED e distribuição de empréstimos, utilizando a lógica do Pix, simplificando a experiência. Antes o banco fazia do melhor jeito para ele. Agora estamos tentando buscar o que o cliente quer e percebemos que a referência é o Pix”, explica.

Faz tempo que o dinheiro em espécie e o talão de cheque estão perdendo espaço nos pagamentos realizados pelos brasileiros que, a cada dia que passa, vêm absorvendo outras modalidades digitais, como o Pix, sistema criado pelo Banco Central.

Apesar da absorção da tecnologia na hora de realizar uma transação financeira, o Brasil ainda está longe de ser considerado um território digital, sob a ótica dos meios de pagamentos. Esta é a avaliação de Ricardo Teixeira Leite Mourão, membro do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), do Banco Central.

“O caminho é muito longo para se chegar numa sociedade cashless [sem dinheiro]. Ainda estamos tentando reduzir o dinheiro físico e há muita evolução no Pix e na área de pagamentos como um todo para acontecer”, afirmou Mourão durante a edição 2022 da Febraban Tech 2022, em São Paulo.

O desafio de uma sociedade cashless é realmente gigante no Brasil, com 38,5% da população adulta ainda sem conta bancária, segundo pesquisa da Brink’s em parceria com a Fundação Dom Cabral.

A pandemia de Covid-19 foi um atalho forçado neste processo, quando milhares de brasileiros se viram obrigados a usar produtos digitais para honrar seus compromissos financeiros devido ao isolamento imposto pelo coronavírus.

Ser uma nação digital requer, segundo os especialistas, que todos os brasileiros estejam bancarizados e, no passo seguinte, incluídos no sistema financeiro, movimentando dinheiro e tendo acesso aos produtos do setor, diz Luciana Bassani, superintendente nacional da Caixa.

Bassani diz que das mais de 68 milhões de pessoas beneficiadas com o auxílio emergencial, ofertado pelo governo federal via Caixa TEM, 38 milhões não tinham sequer uma conta bancária.

“Foi um passo importante bancarizar essas pessoas, mas, nosso principal desafio hoje, é a inclusão financeira, ou seja, as pessoas precisam acessar serviços financeiros e utilizá-los e não apenas ter uma conta aberta”, afirma.

O Pix pode ser um caminho nesta direção. “O Pix, do ponto de vista de transação, é inovador. Mas todo arcabouço Pix é muito mais do que só a transação”, diz. Para Bassani, o maior sucesso da ferramenta não está apenas na sua instantaneidade ou no funcionamento 24 horas, mas “na jornada transacional focada na experiência do cliente”.

“O que se criou foi um arquétipo de simplicidade em transações digitais e isso tem um valor gigantesco”, explica.

Bassani conta ainda que o Pix transformou a perspectiva do banco sobre as transações. “Estamos revisando outros tipos de transações digitais no banco, como transferências TED e distribuição de empréstimos, utilizando a lógica do Pix, simplificando a experiência. Antes o banco fazia do melhor jeito para ele. Agora estamos tentando buscar o que o cliente quer e percebemos que a referência é o Pix”, explica.

Pagamentos digitais
Entre as evoluções nos meios de pagamento, um dos destaques é o realizado por aproximação, que ganhou tração no contexto da pandemia. Roberta Becker, gerente de marketing da rede alimentar St. Marche, afirma que a modalidade vem se consolidando rapidamente.

“Os clientes não queriam contato e fomos forçados a entrar nessa era digital por aproximação. As pessoas usavam o cartão físico usando senha e agora usam o celular para aproximar e fazer o pagamento. Do nosso lado, é se adaptar e oferecer opções e percebemos que nosso público é adepto à soluções cashless“, diz.

“Sem dúvida o pagamento por aproximação é uma tendência, mas ainda temos um gap. Não oferecemos um cartão sem contato. Estamos olhando outras possibilidades de pagamento por aproximação, além dos plásticos, para garantir acesso dos nossos clientes”, sinaliza Bassani, da Caixa.

Becker diz que o St. Marche está participando de testes de pagamento com biometria facial em algumas de suas unidades. “É possível pagar com o sorriso, literalmente”, afirma.

A novidade é uma parceria com a empresa payface, que oferece essa solução para estabelecimentos comerciais. Na prática, o consumidor pode comprar um produto ao se identificar com o rosto, sem o uso de cartão, carteira ou dinheiro.

“O cliente precisa baixar um aplicativo, fazer um cadastro, e informar um meio de pagamento. Ao passar no caixa, o cliente informa que vai pagar com payface, olha na câmera e a compra é habilitada”, diz a gerente. “Conforme nossas pesquisas, o que as pessoas mais valorizam é não carregar nada. Uso o meu rosto e vou embora”, afirma Becker.

Luciana Bassani, da Caixa, afirma que, no seu escopo, esse meio de pagamento com reconhecimento facial poderia ser utilizado como uma segunda camada de aprovação de pagamento. “Temos espaços para muitas inovações. As transações vão acontecer sempre e é nosso desafio oferecer novas soluções para os clientes”.

Mourão diz que, do lado do BC, não há nenhuma solução nesta direção de reconhecimento facial em andamento. “Mesmo antes do Pix, a gente sempre discutiu novas soluções e tentamos nos manter antenados. Mas a turma do mercado é mais criativa que o BC”, comenta.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

O FED assusta os mercados

O mercado se assustou com o FED, nós nem tanto

Conforme comentamos na quinta-feira, neste artigo, a reunião em Jackson Hole tinha o potencial de causar fortes movimentos no mercado. Se o discurso de Powell na sexta-feira fosse mais duro, as expectativas seriam revertidas e os preços teriam que, mais uma vez, buscar um novo ponto de equilíbrio ao tentar entender quais serão os próximos passos do BC americano com relação à política monetária. Nossa hipótese estava correta e a bolsa americana opera, agora, cerca de 5% abaixo da véspera do discurso. O principal motivo, de certa forma, espelha de forma invertida o que aconteceu na reunião de julho do FOMC e o mercado interpretou agora que o BC americano está mais preocupado com os níveis inflacionários do que tinha dado a entender antes, que está disposto a tomar medidas duras como elevar os juros a patamares restritivos em termos reais e que aprendeu a maioria das mais importantes lições de como derrotar a inércia da alta de preços com o ex-presidente do FED Paul Volcker, ícone maior da política hawkish. Mais, destacou que o mercado de emprego vai ter que sofrer o que, naturalmente, vai bater nas taxas de crescimento do PIB, que devem entrar numa recessão mais clássica. Como o mercado como um todo tinha feito um movimento muito otimista ao acreditar que, com juros em torno de 3% ao ano, conseguiríamos chegar logo a um patamar de 2,5%, então, houve toda uma reprecificação dos ativos que ainda está em curso. Basicamente, tivemos quase dois meses de capital buscando risco e de apostas otimistas que foram decepcionadas e é difícil prever até quando esse movimento de reversão pode durar. Por enquanto, os ativos brasileiros foram poupados, sendo um destaque quando comparamos com a maioria dos nossos pares. Talvez isso seja explicado com uma expectativa de resultados nas pesquisas, algo que pode ter efeito passageiro. Mas mesmo com melhoras nesse campo, no final, pelo menos num cenário de curto prazo, a piora nos preços dos ativos globais deveria bater nos nossos ativos domésticos. Isso se torna ainda mais provável pelo fato de que grande parte da sustentação dos preços nos patamares recentes vem de investimento estrangeiro na B3, algo que como já testemunhamos este ano, é extremamente volátil e tende a mudar de direção quando o sentimento externo se deteriora.

Em suma, essas mudanças vão razoavelmente em linha com nosso cenário principal. Acreditamos que estamos num momento de parcimônia, logo, não em um momento de tomar risco, principalmente aqui dentro do Brasil e nestes preços atuais. Mas esse é um diagnóstico de curto prazo, não uma recomendação para os próximos anos.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O que é Ethereum (ETH)


1. Você ainda não sabe o que é Ethereum?
Ethereum é uma plataforma que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes e transações da criptomoeda Ether e vários tokens. Tudo isso baseado na tecnologia da Blockchain, que surgiu juntamente com o Bitcoin. Em razão disso, muitos consideram o Ethereum uma evolução no conceito da tecnologia da Blockchain. A plataforma Ethereum foi imaginada pelo programador canadense Vitalik Buterin em 2013. A plataforma entrou online no dia 30 de julho de 2015 com 11.9 milhões de Ethers pré-mineradas do ICO. Desde então, a plataforma vem ganhando cada vez mais adoção entre pesquisadores, empreendedores e programadores que desejam criar soluções reais utilizando a blockchain e a tecnologia do Ethereum. O Ethereum desde então, se tornou a criptomoeda com a segunda maior capitalização do mercado, atrás apenas do Bitcoin.

2. O Ethereum é seguro?
O Ethereum utiliza o mesmo conceito de consenso e rede distribuída do Bitcoin para garantir a segurança do seu sistema. São milhares de computadores distribuídos ao redor do mundo, sendo impossível ocorrer um único ponto de falha. Desta forma, o Ethereum se tornou uma das criptomoedas mais seguras atualmente. Atacar a rede do Ethereum seria inviável logisticamente e economicamente, sendo melhor para um hipotético atacante cooperar com toda a rede. Portanto, a rede do Ethereum é extremamente segura. Desde que as moedas sejam armazenadas da forma recomendada, utilizando uma carteira segura, você não corre o risco de perder suas moedas.

3. Aplicações descentralizadas
Se o propósito do Bitcoin é ser utilizado com uma moeda, ou seja, um meio de transferir valores. O foco do Ethereum, por sua vez, é ser uma plataforma que permite a programação aplicações descentralizadas e contratos inteligentes O Ether é usado como uma moeda para comprar poder computacional no computador mundial, que é o Ethereum. Há vários exemplos de aplicações descentralizadas, como o Augur, uma rede de apostas sem um dono. Maker Dai, que é uma moeda pareada com o dólar, mas sem um emissor central e há inclusive jogos funcionando inteiramente no blockchain.

4. Quem está utilizando a rede Ethereum?
Milhares de pessoas no mundo todo estão utilizando a rede Ethereum, o governo do Canadá está usando para dar mais transparência para suas instituições.

Dezenas de grandes empresas fazem parte da Enterprise Ethereum Alliance, uma comunidade de empresas que apoiam a tecnologia, como Microsoft, Itaú e AMD.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Pesquisa do Dieese, Salário mínimo ideal deveria ser de R$ 5.997,14

Valor corresponde a 4,95 vezes o piso nacional de R$ 1.212. Cálculo estima qual seria o mínimo necessário para suprir despesas de família de 4 pessoas.

O salário mínimo ideal deveria ter sido de R$ 5.997,14 em janeiro, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada nesta segunda-feira (7) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O valor corresponde a 4,95 vezes o piso nacional vigente, que subiu para R$ 1.212 em 2022, o que representou mais um ano sem ganho real.

O cálculo do Dieese considera o mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador com uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O valor de R$ 5.997,14 leva em conta o preço da cesta básica mais cara do país, que em janeiro foi a de São Paulo, ao custo de R$ 713,86.

Em dezembro, quando o piso nacional do salário mínimo ainda estava em R$ 1.100, o Dieese calculou que o mínimo ideal deveria ter sido de R$ 5.800,98.

Preço da cesta básica sobe em 16 de 17 capitais em janeiro

De acordo com a pesquisa do Dieese, o valor da cesta básica subiu 16 das 17 capitais onde a pesquisa é feita mensalmente pela entidade.

As maiores altas ocorreram em Brasília (6,36%), Aracaju (6,23%), João Pessoa (5,45%), Fortaleza (4,89%) e Goiânia (4,63%).

São Paulo foi a capital onde a cesta apresentou a cesta básica mais cara (R$ 713,86), seguida por Florianópolis (R$ 695,59), Rio de Janeiro (R$ 692,83), Vitória (R$ 677,54) e Porto Alegre (R$ 673,00).

Em 12 meses, as maiores altas acumuladas foram verificadas em em Natal (21,25%), Recife (14,52%), João Pessoa (14,15%) e Campo Grande (14,08%). Já as menores variações no comparativo anual ocorreram em Florianópolis (6,79%) e Belo Horizonte (6,85%).

Entre os itens que ficaram mais caros em janeiro e mais pesaram o valor da cesta básica, destaque para café em pó, açúcar, óleo de soja, batata e tomate.


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