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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Caixa lança linha de crédito para MEI, pequenas e médias empresas

Taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência. Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

A Caixa anunciou nesta terça-feira (23) que oferecerá aos microempreendedores individuais, pequenas e médias empresas a linha de crédito GiroCaixa, com garantia do FGI, fundo gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência.

Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

As empresas poderão pedir empréstimos com valor mínimo de R$ 5 mil e máximo de até R$ 10 milhões. O FGI garantirá até 80% do valor do crédito.

Os recursos podem ser usados para investimentos, despesas operacionais, pagamento de salários de empregados e compra de matéria-prima e mercadorias.


quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Pix internacional permitirá transferências entre mais de 60 países

O "Pix internacional" está mais próximo do que se imaginava. Segundo o jornal O Globo, as transferências instantâneas de dinheiro entre países com moedas diferentes já estão em fase de testes.

Chamada Nexus, a iniciativa permitirá fazer transações bancárias em menos de um minuto para qualquer país que já tenha o sistema instantâneo de pagamento implantado pelo Banco Central - como o Pix, no caso do Brasil. A colaboração deverá incluir mais de 60 países.

Atualmente, estão sendo feitos testes entre os sistemas financeiros da Malásia, de Cingapura e da Zona do Euro, pelo Banco da Itália. Por enquanto, o Banco Central brasileiro está como "observador" do projeto.

Como o Nexus funcionará
O projeto Nexus está em desenvolvimento pelo Bank Of International Settlements (BIS), organização internacional responsável pela supervisão e cooperação entre os bancos centrais.

O sistema deve se basear em dois pontos: a criação de um software que conectará os sistemas de pagamentos instantâneos de todo o mundo em um só lugar, possibilitando a troca de informações; e o chamado "Nexus Scheme", que deve estabelecer regras básicas para a comunicação entre os países.

“Conectar sistemas de pagamentos instantâneos bilateralmente faz sentido quando dois países têm relações próximas e um fluxo significativo de pagamentos. No entanto, uma abordagem mais escalável é necessária para criar uma verdadeira rede global de pagamentos transfronteiriços”, apontou a organização em relatório. Ainda não se sabe quando e se o sistema será lançado oficialmente.


segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Saque do vale-alimentação, novas mudanças a caminho

Novo arranjo na forma de pagamento dos benefícios poderá redesenhar o mercado de benefícios. Algumas empresas são contra as mudanças. 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deve sancionar nesta sexta-feira, 2, a Medida Provisória (MP) 1.108 que traz mudanças para o vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR). As novas regras têm sido alvo de discussões acaloradas entre empresas tradicionais do setor.

Dentre as mudanças, está a possibilidade de saque do dinheiro não utilizado pelo funcionário após 60 dias, a parte prevista para ser vetada, e a autorização para que o funcionário escolha a empresa gestora do seu cartão VA ou VR, medida que deve ser sancionada.

Esse novo arranjo na forma de pagamento dos benefícios poderá redesenhar esse mercado. Atualmente, empresas como Alelo, Sodexo e Ticket movimentam algo em torno de R$ 150 bilhões por ano.

Mudanças geram discussões
As novidades aprovadas pelo Congresso Nacional, e que estão perto de receber a sanção presidencial, se transformaram em alvo de disputa entre as empresas tradicionais do setor. Entre elas podemos citar o iFood, o Mercado Pago (do Mercado Livre), além de startups especializadas, como a Swile a Flash.

Essas empresas estiveram em reunião com representantes do governo nos últimos dias, seja a favor a sanção integral da MP ou na defesa do veto dos dispositivos aprovados na íntegra pelos parlamentares das Casas.

Saque em dinheiro desagrada empresas
Representantes do setor de benefícios e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criticaram a possibilidade de saque em dinheiro do vale-alimentação ou refeição.

Isso porque a medida pode criar uma insegurança jurídica e desvirtuar o objetivo do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que garante as empresas a oportunidade de deduzir do Imposto de Renda parte dos gastos com a alimentação dos seus colaboradores.

As companhias ainda alertam que o saque dos benefícios podem incentivar a prática de “agiotagem”, com a venda dos vales em troca de empréstimos, por exemplo, o que estimularia o mercado ilegal do segmento.


quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Como identificar uma nota falsa?

Dicas do Banco Central ajudam a reconhecer cédula por marca d’água e relevo, entre outros truquezinhos.

O Banco Central do Brasil tem seis dicas para ajudar a identificar se uma nota é verdadeira ou falsa. As dicas passam por elementos gráficos e físicos da célula, como uma marca d’água e um relevo em partes específicas.

Esses são os principais passos mostrados pelo BC:

    Marca d’água: a dica é colocar a nota contra a luz. Na parte clara, que fica no meio, vão surgir, bem fraquinhas, as imagens do número e do animal representante daquela cédula.

    Fio de segurança: há uma linha que cruza as notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100 na vertical. Ela é escura, mas só fica visível contra a luz. Se você colocar uma luz bem pertinho da nota, vai ver o valor e a palavra "reais".

    Quebra-cabeças: há uma quebra-cabeças na frente da nota. Quando colocada contra a luz, o número equivalente ao valor aparece dentro desse retângulo.

    Alto relevo: algumas partes da nota têm alto relevo, como a legenda “República Federativa do Brasil", as laterais e os números.

    Número escondido: tem um jeito bem menos convencional de checar. Na lateral direta, se você colocar a nota na horizontal, na altura do olho, vai ver surgir o valor.

    E há ainda um truque de mestre: com luz fluorescente, o número de série da nota fica amarelo.

Algumas notas possuem sistemas diferentes. As de R$ 50 e R$ 100 possuem uma faixa holográfica na lateral esquerda. Quando você movimenta a nota, consegue ver o valor e a palavra reais alternando. Já nas de R$ 10, R$ 20 e R$ 200, o número muda de cor. 

O que fazer quando receber nota falsa?
Quem receber uma nota falsa deve procurar a Polícia Militar ou a Polícia Federal. Colocar em circulação, adquirir ou guardar nota falsa é crime, conforme o artigo 289 do Código Penal, e pode dar de três a 12 anos de prisão, além de multa.
A pessoa suspeita é encaminhada à Polícia Federal, onde o delegado vai analisar o caso. .


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Mercado Livre cria MercadoCoin, sua Criptomoeda

O Mercado Livre anunciou a criação de sua própria moeda, intitulada de “MercadoCoin”, que fará parte de um programa de fidelidade de clientes.

Na última quinta-feira (18), o Mercado Livre anunciou a criação de sua própria moeda, intitulada de “MercadoCoin”, que fará parte de um programa de fidelidade de clientes da companhia, que é a maior empresa de comércio eletrônico da América Latina. De acordo com o Mercado Livre o clientes ganharão “MercadoCoins” como cashback ao comprarem produtos no marketplace. Dessa forma, os consumidores poderão utilizar a moeda digital, que segue o padrão de token ERC-20, da Ethereum, para novas compras ou negociá-la através da unidade de serviços financeiros da empresa, o Mercado Pago. Portanto, a moeda digital tem um valor que corresponde a 10 centavos de dólar, segundo a companhia.

Parceria
A iniciativa é realizada por meio de uma parceria do Mercado Livre com a Ripio, uma das maiores plataformas de criptoativos da América Latina. Assim, a exchange será responsável pela segurança dos ativos e pelas transações de compra e venda. De acordo com Fernando Yunes, vice-presidente sênior do Mercado Livre no Brasil, a MercadoCoins será uma ferramenta “inovadora”, desenvolvida para fomentar o programa de fidelidade da instituição, agregando mais valor nas recompensas aos usuários ao fazer compras na plataforma.

Criptomoedas para a América Latina
Ao falar que o Mercado Livre está mais presente no Brasil e na Argentina, Osvaldo Gimenez, CEO do Mercado Pago, afirma que o México e o Chile são outros países com grandes oportunidades para a empresa. Desde dezembro do ano passado, o Mercado Pago oferece Bitcoin, Ethereum e a stablecoin USDP aos brasileiros. E, rapidamente, alcançou a marca de 1 milhão de investidores de criptomoedas em sua plataforma. Assim, agora, a empresa quer expandir o recurso para outros países latino americanos.

“Expandiremos a possibilidade de comprar, vender e ter criptomoedas em sua conta na região. Funciona com bitcoin, com ethereum e com uma stablecoin que reflete o valor do dólar.”


sábado, 12 de agosto de 2023

Consumidores poderão escolher a empresa de energia

Ministério de Minas e Energia (MME) publicou uma portaria em que passa a permitir que todos os consumidores de alta tensão no Brasil possam escolher de qual empresa querem comprar energia. Dessa forma, a medida começa a valer em janeiro de 2024 e irá alcançar cerca de 106 mil novas unidades consumidoras, principalmente de comércio e indústria.

Assim, esse novo grupo de consumidores terá a possibilidade de adquirir energia do mercado livre, no qual poderão fechar contrato direto com as geradoras. Atualmente, o mercado livre representa 38% do consumo energético do país, o que corresponde a pelo menos 30 mil unidades de consumo.

Preços competitivos
De acordo com o MME, essa abertura de mercado, que vem na sequência à consulta pública feita sobre essa mudança, vai contribuir para o aumento da concorrência no setor e gerar preços mais competitivos.

“A abertura do mercado traz maior liberdade de escolha para os consumidores, com a consequente ampliação da competitividade, ao permitir o acesso a outros fornecedores além da distribuidora. A abertura traz também autonomia ao consumidor, que pode gerenciar suas preferências, podendo optar por produtos que atendam melhor seu perfil de consumo, como os horários em que necessita consumir mais energia. Além disso, a concorrência tende a proporcionar preços mais interessantes, melhorando a eficiência do setor elétrico e da economia brasileira”, disse a pasta em nota.


Mais consumidores
Atualmente, têm acesso ao mercado livre os consumidores com demanda contratada acima de 1.000 kilowatts. Isso também é permitido àqueles com demanda mínima de 500 kilowatts, sendo que neste segundo caso isso só pode ser feito utilizando fontes renováveis, como eólica e solar.

Contudo, com a medida, passarão a poder comprar do mercado livre os mais de 100 mil consumidores que estão na faixa de consumo inferior a 500 kilowatts. Quase metade deles, ou 45,6%, estão no comércio; outros 34,5%, na indústria.

Expansão do mercado livre
De acordo com a Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abraceel), com a abertura, o mercado livre poderá crescer para até 48% de todo o consumo de energia no país. Rodrigo Ferreira, presidente-executivo da entidade, destaca que esse segmento é atraente, pois oferece energia com preços entre 30% e 40% menores que o do mercado cativo, em que atuam as distribuidoras com tarifas pré-estabelecidas.


sexta-feira, 28 de julho de 2023

XP Investimentos Como funciona? É seguro?

O que é e como funciona a XP Investimentos? Analisamos vantagens e desvantagens de usar a corretora
Quem já procurou dicas de como começar a investir seu dinheiro com certeza já topou com a XP Investimentos em suas buscas pelo Google. Afinal, estamos falando de uma das maiores corretoras independentes do Brasil.

Com 18 anos de mercado, mais de 1,7 milhão de clientes ativos e mais de R$ 400 bilhões sob sua custódia, a corretora se tornou uma referência quando o assunto é investimento. Mas, será que é seguro investir com a XP?

Se você sempre quis saber como funciona a XP Investimentos, esse post é pra você. Preparamos um conteúdo completo para mostrar as vantagens e as desvantagens de contar com essa assessoria em suas aplicações. Boa leitura!

O que é a XP Investimentos?
A XP nasceu em 2001, em Porto Alegre, como uma pequena empresa de agentes autônomos de investimentos. Seis anos depois, a empresa comprou a Americainvest e se tornou uma corretora.

Desde então, o foco é assessorar seus clientes com informações e ferramentas para fazer seus investimentos renderem mais. No final de 2017, a XP anunciou sua associação com o Itaú Unibanco, que adquiriu 49,9% das ações da corretora por R$ 6,3 bilhões.

A XP Investimentos cresceu tanto que hoje é apenas um dos braços do Grupo XP, que abrange alguns dos principais players do mercado financeiro nacional. Ficando apenas no campo das corretoras, também fazem parte do grupo marcas como a Clear e a Rico.

Atualmente, a XP tem mais de 660 escritórios credenciados distribuídos pelo Brasil. Além disso, coloca à disposição de seus clientes mais de três mil assessores de investimentos para ajudá-los a aplicar seu dinheiro de forma eficaz e segura.
Quem é o dono da XP Investimentos?

O nome por trás do grande sucesso da XP Investimentos é o de Guilherme Benchimol, fundador e atual CEO da corretora. Foi ele quem criou a empresa, em um escritório de 25 metros quadrados em Porto Alegre, ao lado de Marcelo Maisonnave, há mais de 18 anos.

Carioca e formado em Economia, Benchimol deixou o Rio de Janeiro após ser demitido da plataforma de investimentos Investshop. Com apenas 24 anos, ele se mudou para a capital gaúcha para abrir o próprio negócio.

No início, a XP se resumia aos fundadores e dois estagiários. Um deles logo saiu para trabalhar em um grande banco de investimentos, enquanto a outra, Ana Clara Sucolotti, se tornou sócia e, depois, esposa de Benchimol.

Benchimol logo viu a família e os negócios crescerem. Hoje, já com três filhas, o fundador da XP gerencia uma das maiores corretoras de valores independentes do Brasil e, em 2018, fez parte da lista da Bloomberg como uma das 50 pessoas mais influentes do mundo.

Em entrevista à revista “Forbes” em junho de 2019, Benchimol falou um pouco sobre seu perfil e como ele se reflete na cultura e nos valores da XP:

“Eu sou uma pessoa de hábitos simples, que sonha alto, tem a mente aberta e espírito empreendedor, e é assim que definimos a companhia. Queremos pessoas que se engajem nesse propósito e sejam humildes, no sentido de não serem donas da verdade, estarem dispostas a mudar de opinião e a aprenderem”, afirmou.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Libra em queda Livre, desvalorizando ?

A libra esterlina já foi a moeda mais poderosa do mundo. Antes da dominância do dólar, ocupou por décadas o papel de reserva internacional de valor.  Era também, até pouco tempo atrás, uma das moedas mais valorizadas. A fortaleza das cédulas exibindo o rosto estampado da rainha Elizabeth refletia a confiabilidade ostentada por Londres como centro financeiro global.  Em 2007, no apogeu mais recente da libra, eram necessários US$ 2 para trocar por uma moeda de 1 libra. 


Depois de uma desvalorização acelerada nos últimos dias, a libra agora vale US$ 1,06 – com viés de baixa –, e o Bank of England (BoE) teve que fazer uma intervenção hoje pela manhã para estabilizar o mercado de títulos públicos: suspendeu o quantitative tightening e vai comprar títulos longos. No mercado de opções, os traders ampliaram as suas apostas de que a libra cairá abaixo de US$ 1 até o fim do ano. A corretora Nomura estima que a paridade ocorrerá em novembro, e que a moeda encerrará o ano cotada a US$ 0,975.  A origem do problema da libra está na leniência de sua Autoridade Monetária. Com a inflação no Reino Unido acima de 10%, a maior em quatro décadas, o BoE demorou a agir e ficou atrás da curva inflacionária. Mas o golpe de misericórdia contra a moeda foi o plano econômico da nova primeira-ministra, Liz Truss, que traz uma combinação explosiva de aumento de subsídios e redução de impostos. O plano deve criar um rombo nas contas públicas da ordem de 7% do PIB nos próximos dois anos. Foi o gatilho para o espetacular tombo da libra nos últimos dias.  Rogério Xavier, o fundador da SPX, estima que se não houver um ajuste fiscal e um aperto monetário mais rápido, a coisa ainda vai piorar.  “O Reino Unido tem déficits gêmeos: um mega déficit na conta corrente do balanço de pagamentos e o fiscal frouxo,” Xavier disse ao Brazil Journal. “Com o Bank of England dovish, não tem jeito: o ajuste é na moeda.”  A última vez em que a libra havia se aproximado da paridade com o dólar foi há quase quatro décadas, mais precisamente em 1985. Naquele período, a moeda americana também passava por uma fase de forte valorização. Era um reflexo do choque de juros de Paul Volcker em sua luta para “quebrar a espinha da inflação”.  Com a inflação no atacado ainda rodando em 20%, o BC britânico indicou que vai acelerar o aperto monetário, mas recuperar a credibilidade será uma missão complicada, e o pacote econômico de Truss deixará a tarefa ainda mais difícil.  Para superar o marasmo econômico, a primeira-ministra propôs o maior corte de impostos desde os anos 1970. Além disso, o governo vai gastar US$ 50 bilhões para subsidiar as tarifas de eletricidade. Truss quer ressuscitar o espírito de Margaret Thatcher. Em linha com a visão histórica do Partido Conservador, ela acredita na redução de impostos como alavanca para a atividade econômica.  Não se sabe se vai dar certo, mas no curto prazo, dizem os analistas, o alívio tributário aprofunda o buraco fiscal, enfraquece a libra e joga mais lenha na inflação. O efeito deve ser um PIB ainda mais fraco nos próximos trimestres. A reação negativa dos mercados derrubou a libra e elevou os juros dos títulos públicos para os maiores patamares em duas décadas. As taxas dos papéis de 30 anos atingiram 5%. Larry Summers, o ex-secretário do Tesouro dos EUA, vê com pessimismo o plano de Truss. “Mas não imaginei que os mercados ficariam tão ruins tão rapidamente,” Summers disse no Twitter.  “Uma tendência de juros longos em alta e moeda em baixa é característica de situações de perda de credibilidade,” disse Summers. “Acontece com mais frequência nos países em desenvolvimento”, mas, segundo o economista, já ocorreu no início do governo Mitterrand, na França, e no final do governo Carter, nos Estados Unidos, antes da chegada de Volcker ao Fed.  O plano de Truss mereceu uma reprimenda do Fundo Monetário Internacional. “Tendo em vista as pressões inflacionárias em muitos países, incluindo o Reino Unido, não recomendamos pacotes fiscais amplos e que não sejam focados, porque é importante que a política fiscal não trabalhe contra a política monetária,” diz a nota. O Fundo pede que o governo britânico reavalie as medidas, especialmente especialmente aquelas que vão beneficiar os mais ricos. “O teor das medidas do Reino Unido provavelmente vai elevar a desigualdade.” O presidente do BoE, Andrew Bailey, é visto pelo mercado como dovish em demasia. De acordo com gestores, ficou atrasado na alta de juros em relação ao Federal Reserve e tem sido menos agressivo do que o Banco Central Europeu, mesmo lidando com uma inflação bem mais elevada – que, se não fosse o limite de reajuste das tarifas, bateria nos 15%, um número raro até mesmo no Brasil pós-real. “Acompanho os bancos centrais de 20 países. O presidente do BC inglês é muito fraco, só perde para o da República Tcheca,” disse um gestor brasileiro com passagem pelo Banco Central. A tormenta nos mercados ingleses trouxe especulações sobre uma possível reunião emergencial do BoE. A próxima reunião oficial ocorrerá apenas em novembro.  Até o momento, Bailey e seus colegas parecem ter optado por engrossar o discurso com falas mais duras. O mercado reagiu jogando a curva de juros para cima, antecipando altas maiores do que o previsto anteriormente.  Entre as principais moedas do mundo, a libra foi a que mais se desvalorizou em relação ao dólar desde o começo do ano, com uma queda de 20%. Mas a alta dos juros nos Estados Unidos fortaleceu a moeda americana em quase todo o mundo, sobretudo na Europa ameaçada pela recessão. Ao menos para os turistas, é a oportunidade de visitar a historicamente cara Londres gastando menos do que em Nova York. 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Primeiro ano da pandemia gerou recorde de fechamento de empresas comerciais, diz IBGE


Maiores retrações ocorreram nos segmentos de comércio de veículos, peças e motocicletas e no varejo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Dicas para economizar nos Brinquedos das crianças

No próximo dia 12 de outubro o Brasil comemora o Dia das Crianças, a data tem viés comercial já que propõe que as crianças sejam presenteadas. Na mesma data é decretado feriado nacional, mas por outro motivo, o de comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país. Ao se levar pelo clima festivo, o consumidor fica mais atraído a gastar, mas é preciso muita cautela.

Pequeno ou grande, o presente de Dia das Crianças deve chegar para os pequenos no próximo dia 12. Os preços dependem não só do gosto da criança, e logo do que o adulto pretende comprar, mas também da loja que escolheu e do método de pagamento que vai usar. Por isso, o ideal é estar atento a pontos que podem facilitar a economia no momento de fazer as suas compras.

O Instituto de Pesquisa e Análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio) fez uma pesquisa mostrando que 53% dos consumidores mato-grossenses pretendem gastar nesta data comemorativa. E pelo visto o interesse é nacional, já que o Fecomércio do Rio Grande do Norte mostrou que 63,7% da população de Natal pretende gastar neste dia.

Embora não tenha poder de movimentar o mercado como o Dia das Mães ou o Natal, o comércio espera receber os consumidores nos próximos dias. Principalmente os pontos de venda de brinquedos, vestuário, calçado, itens esportivo, e locais de lazer e turismo.

Dicas para acertar no presente do Dia das Crianças
Acredite, ao acertar o presidente do Dia das Crianças você já estará economizando. Caso dê para sua criança um item de vestuário menor ou maior do que o ideal, ao fazer a troca você vai precisar gastar novamente com o combustível ou passagem do transporte, e pode até gastar um pouquinho mais ao fazer um lanche ou comprar outros produtos.

Por isso, dedique um único dia para comprar a lembrança para o pequeno, e fazer sua compra. Para escolher o que comprar esteja atento a situações como:

    Converse com a criança, mas sem dar esperanças, sobre o que ela gostaria de ganhar nesse dia. As vezes a ideia dela tem um valor menor do que você esperava;
    Dê você as possibilidades de presente para esse dia, dentro do seu orçamento, e como um agrado deixe que ela escolha o que prefere;
    Caso não seja o responsável pela criança, converse com seus pais ou familiares próximos sobre o que de verdade aquela criança está precisando e que pode servir como presente;
    Esteja atento ao número de roupa e calçado para não errar;
    Repare na indicação de idade, caso prefira um brinquedo, para não comprar algo que a criança não vá brincar nesse momento ou que ainda vai demorar para conseguir usar.


Economize no Dia das Crianças
Claro que presentar quem amamos é sempre muito bom, mas você não pode se iludir com esse cenário e sair prejudicado. Pense a longo prazo, em dois meses chegará a temporada de Natal e nesse momento mais um presente com certeza vai ser comprado, e dessa vez não vão ser só os pequenos que serão presenteados, por isso, muita cautela ao gastar.

Em uma pesquisa levantada pela Fundação Procon-SP (Programa de Proteção de Defesa do Consumidor), foi encontrada diferenças de até 192,23% no preço de um mesmo brinquedo em pesquisa realizada entre 8, 9 e 12 de setembro em sete sites. Por isso, o primeiro e principal ponto é o de que você deve fazer pesquisas.

Outras dicas que poderão te ajudar nessa empreitada são:
    Não se prenda aos brinquedos de personagens, eles são mais caros. Você pode encontrar um carrinho de controle remoto mais barato quando ele não é de um super-herói, por exemplo;
    Roupas são presente sim, e costumam ser mais úteis do que os brinquedos. Os bebês, por exemplo, que não entendem a data, podem ser presentados dessa forma;
    Lojas de rua podem ter valor menor do que as de shoppings, porque a concorrência é maior. Um shopping não tem mais que duas ou três lojas de brinquedos, enquanto o calçadão de comércio da sua cidade tem várias opções;
    Abra sua mente e use a sua criatividade. Para caprichar na lembrancinha uma sacola de doces, um livro, o álbum da copa ou as figurinhas, são opções de presente mais baratas;
    Não leve a criança no dia das compras, ou deixe-a passeando em outro ambiente, porque ela não entende a diferença de valores e pode optar pelo mais caro simplesmente por conta da embalagem mais bonita;
    Compras online podem ser uma excelente opção, embora seja cobrado o frete se colocar na ponta do lápis ele acaba saindo mais em conta do que o gasto de ir até a loja.


terça-feira, 9 de agosto de 2022

O que é Ethereum (ETH)


1. Você ainda não sabe o que é Ethereum?
Ethereum é uma plataforma que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes e transações da criptomoeda Ether e vários tokens. Tudo isso baseado na tecnologia da Blockchain, que surgiu juntamente com o Bitcoin. Em razão disso, muitos consideram o Ethereum uma evolução no conceito da tecnologia da Blockchain. A plataforma Ethereum foi imaginada pelo programador canadense Vitalik Buterin em 2013. A plataforma entrou online no dia 30 de julho de 2015 com 11.9 milhões de Ethers pré-mineradas do ICO. Desde então, a plataforma vem ganhando cada vez mais adoção entre pesquisadores, empreendedores e programadores que desejam criar soluções reais utilizando a blockchain e a tecnologia do Ethereum. O Ethereum desde então, se tornou a criptomoeda com a segunda maior capitalização do mercado, atrás apenas do Bitcoin.

2. O Ethereum é seguro?
O Ethereum utiliza o mesmo conceito de consenso e rede distribuída do Bitcoin para garantir a segurança do seu sistema. São milhares de computadores distribuídos ao redor do mundo, sendo impossível ocorrer um único ponto de falha. Desta forma, o Ethereum se tornou uma das criptomoedas mais seguras atualmente. Atacar a rede do Ethereum seria inviável logisticamente e economicamente, sendo melhor para um hipotético atacante cooperar com toda a rede. Portanto, a rede do Ethereum é extremamente segura. Desde que as moedas sejam armazenadas da forma recomendada, utilizando uma carteira segura, você não corre o risco de perder suas moedas.

3. Aplicações descentralizadas
Se o propósito do Bitcoin é ser utilizado com uma moeda, ou seja, um meio de transferir valores. O foco do Ethereum, por sua vez, é ser uma plataforma que permite a programação aplicações descentralizadas e contratos inteligentes O Ether é usado como uma moeda para comprar poder computacional no computador mundial, que é o Ethereum. Há vários exemplos de aplicações descentralizadas, como o Augur, uma rede de apostas sem um dono. Maker Dai, que é uma moeda pareada com o dólar, mas sem um emissor central e há inclusive jogos funcionando inteiramente no blockchain.

4. Quem está utilizando a rede Ethereum?
Milhares de pessoas no mundo todo estão utilizando a rede Ethereum, o governo do Canadá está usando para dar mais transparência para suas instituições.

Dezenas de grandes empresas fazem parte da Enterprise Ethereum Alliance, uma comunidade de empresas que apoiam a tecnologia, como Microsoft, Itaú e AMD.


quinta-feira, 24 de março de 2022

Como consultar e tirar meu nome da Serasa ou SPC?

O brasileiro quando está com restrição no CPF fica impossibilitado de conseguir vários serviços financeiros, como financiar um imóvel, obter um cartão de crédito, contratar um empréstimo, entre outros.

O brasileiro quando está com restrição no CPF fica impossibilitado de conseguir vários serviços financeiros, como financiar um imóvel, obter um cartão de crédito, contratar um empréstimo, entre outros.

No entanto, antes ter o CPF negativado, normalmente o consumidor recebe um comunicado do estabelecimento ou banco em que está inadimplente. Desta forma, o nome é enviado aos órgãos de proteção ao crédito.

Como verificar se estou com o nome sujo?
São três as entidades principais que cadastram os consumidores que estão com o nome sujo, sendo a Serasa, Boa Vista SCPC e o SPC Brasil. Cada uma delas possui informações de determinadas empresas, neste sentido, a consulta deve ser realizada em todos os canais disponíveis.

Serasa
    Pelo site da Serasa;
    Pelo aplicativo, disponível para Android e iOS.
    Por telefone, pelo número 0800 591 1222.

Boa Vista SCPC
    Pelo site do Boa Vista SCPC;
    Pelo aplicativo, disponível para Android e iOS.

SPC Brasil
    Pelo site do SPC Brasil;
    Pelo aplicativo, disponível para Android e iOS.

Como limpar o meu nome?
De forma prática, para limpar o nome e tirar a restrição do CPF o consumidor deverá pagar a dívida em aberto que o colocou nesta situação. O pagamento pode ser realizado mediante a um acordo com a empresa em que está inadimplente ou somente com a quitação da dívida de forma direta.

Entretanto, antes de qualquer coisa o cidadão deve verificar se, de fato, possui valores em abertos, tendo em vista que criminosos podem enviar mensagens de má fé informando inadimplência em alguma instituição ou estabelecimento. Portanto, certifique-se de estar ou não devendo antes de efetuar qualquer pagamento.

Prescrição da dívida
Outra maneira de retirar o nome do registro dos órgãos de proteção ao crédito, é aguardar o término do prazo para prescrição da dívida. Após o encerramento nenhuma cobrança poderá ser realizada, lembrando que o prazo varia segundo o tipo da dívida.

Normalmente, os prazos de prescrição das dívidas dos consumidores são de:
    3 anos: para notas promissórias, letras de câmbio, aluguéis de imóveis, entre outros;
    5 anos: para impostos como IPTU, IPVA, IR, multas de trânsito, contas de consumo comum (água, luz e telefone), entre outros.

Desse modo, uma vez prescrita, a dívida não pode mais ser cobrada. Diante disso, o consumidor pode solicitar a exclusão de seu nome do cadastro de restrição ao crédito.


O governo libera novo saque emergencial do FGTS de até R$ 1 mil

O governo liberou o novo saque emergencial do FGTS para 42 milhões de trabalhadores com saldo em conta ativas ou inativas do fundo. Os pagamentos vão de 20 de abril a 15 de junho.

O governo liberou o novo saque emergencial do FGTS (Fundo de Garantido do Tempo de Serviço) de até R$ 1 mil para 42 milhões de trabalhadores com saldo em conta ativas ou inativas do fundo. Os pagamentos vão de 20 de abril a 15 de junho. Financeiramente, é melhor deixar esse dinheiro parado na conta do FGTS ou sacá-lo?

A segunda opção, para quem tem disciplina financeira, conforme Liao Yu Chieh, educador financeiro do C6 Bank. Ele explica que é mais vantajoso sacar porque o valor parado na conta do fundo rende menos que na poupança, a aplicação financeira que oferece a menor remuneração ao investidor. Assim, que pessoa que sacar o que tem direito pode aplicar em outro investimento que vai render mais.

Atualmente, a poupança rende a TR (Taxa Referencial) mais 6% ao ano, ou seja, 6,91% ao ano, enquanto o dinheiro na conta do FGTS rende a TR mais 3% ao ano, ou seja, 5,65% ao ano. A Selic, a taxa básica de juros da economia, que é referência para os investimentos de renda fixa, está em 11,75% ao ano, e a expectativa é que ela suba ainda mais.

Desde 2017, o governo incorpora ao saldo das contas do fundo a distribuição do lucro do FGTS. “Mesmo com a distribuição do lucro, do ponto de vista financeiro, é mais vantagem sacar o dinheiro do FGTS e investir em outra coisa”, afirma Chieh. 

O novo saque do FGTS de até R$ 1 mil é ótimo negócio para quem deseja começar a investir, aconselha o educador financeiro. “O importante é começar a investir, não importa a quantia. A partir desse início, a pessoa pode criar o hábito de tentar aplicar um pouco por mês e ver seu dinheiro render”, indica.

Chieh simulou quanto os R$ 1 mil podem render em diferentes aplicações financeiras. Confira a seguir:

Quanto rende R$ 1.000
Rendimento Valor líquido após um ano Valor líquido após dois anos
FGTS 5,65%                    1.056,54                      1.116,27
Poupança 6,91%                    1.069,11                      1.143,00
CDB 101% CDI com liquidez diária 13,13%                    1.108,31                      1.237,83
CDB 108% CDI sem liquidez diária 13,62%                    1.112,36                      1.247,29
A simulação considera a distribuição de resultado do FGTS dada em agosto de 2021, de 1,86% ao ano, e a TR de 0,7% ao ano. Além disso, considera a alíquota de Imposto de Renda de 17,5%.

De acordo com o educador financeiro, o resgate do fundo também é recomendado para quem precisa pagar dívidas. O saque só não é sugerido para as pessoas que não têm disciplina financeira. "Para essas pessoas, é melhor ter o dinheiro rendendo pouco do que sacar e ver o dinheiro sumir", aconselha.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Pix avança e ameaça ultrapassar boleto

Aceitação do meio instantâneo em lojas on-line atingiu recorde de 64% em janeiro, diz estudo.
A aceitação do Pix como meio de pagamento nas maiores lojas on-line do país atingiu o patamar recorde de 64,4% em janeiro, mostra estudo da consultoria Gmattos, antecipado ao Valor. Há um ano, esse percentual era de apenas 16,9%. Mantido o ritmo de crescimento, é possível que, já nos próximos meses, o instrumento de pagamento instantâneo alcance ou até ultrapasse o boleto no ranking das formas de pagamento mais disponibilizadas no e-commerce. Hoje, o Pix, lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central (BC), ocupa a terceira posição da lista, ficando atrás do cartão de crédito (aceito em 98,3% das lojas) e do boleto (aceito em 74,6%). O estudo, realizado desde janeiro de 2021, analisou 59 lojas on-line, que juntas representam 85% do comércio eletrônico do país. Cofundador e presidente da Gmattos, Gastão Mattos explica que o avanço do pagamento instantâneo não significa, necessariamente, que haverá uma queda na aceitação do boleto. “Nos contatos com as lojas, percebemos que o boleto preenche um espaço necessário. Uma parte das pessoas fica à margem do consumo sem essa opção.” O nível de penetração dessa forma de pagamento no comércio eletrônico permaneceu relativamente estável ao longo do ano. 



sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Como funciona o saque-aniversário do FGTS?


A partir de 2020, trabalhadores poderão realizar saques anuais de suas contas do FGTS - se desejarem.

Em julho de 2019 foram anunciadas duas medidas que liberam saque do FGTS para os trabalhadores: o saque imediato e o saque-aniversário do FGTS este último permite a cada pessoa realizar um saque anual de suas contas. Basicamente, o saque-aniversário do FGTS funciona da seguinte maneira: quem aderir pode realizar saques anuais das contas do FGTS, inativas (de empregos anteriores) e ativa. 

Entendendo o saque-aniversário
O saque-aniversário não é de todo o saldo da conta, mas de um percentual, que varia conforme o valor disponível: contas com até R$ 500 terão 50% do saldo liberado para saque; quanto maior o valor na conta, menor o percentual que o trabalhador poderá sacar ao ano.

O saque-aniversário não é obrigatório o trabalhador pode escolher fazê-lo se desejar. Mas existem alguns pontos (muito) importantes a serem levados em conta.
Informações importantes sobre o saque-aniversário do FGTS

1. Seu FGTS ficará limitado
Quem optar por fazer os saques anuais não poderá retirar o saldo total da conta em caso de demissão sem justa causa. Ou seja: se você for demitido, não terá acesso a todo o dinheiro da sua conta, como normalmente acontece.

Neste caso, o trabalhador passa a ter direito somente à multa de 40% e direitos como aviso prévio, proporcional de férias etc. O saldo do FGTS em si continuaria sendo sacado em parcelas anuais.

2. Desistiu? Não vai ser imediato
Depois de aderir ao saque-aniversário, só será possível voltar à modalidade anterior (saque total no caso de demissão) depois de dois anos.

3. Existe um período de saque
Quem escolher aderir ao saque-aniversário terá três meses para sacar seus recursos o mês de seu aniversário e os dois meses seguintes. Os primeiros meses de 2020 seguem um calendário um pouco diferente (veja o calendário do saque FGTS 2020).

4. É preciso solicitar o benefício
Como o saque-aniversário não é obrigatório, quem quiser aderir precisa solicitar. A data limite para fazer o pedido é o último dia útil do mês de aniversário de cada um. Se ultrapassar esse prazo, o trabalhador só terá direito ao benefício a partir de 2021.

Vale a pena aderir ao saque-aniversário do FGTS?
A resposta é simples: depende. Ao optar pelo saque-aniversário, o trabalhador pode aplicar as quantias resgatadas em produtos financeiros que ofereçam ou repassem uma melhor rentabilidade.

Ele também pode ser usado, claro, para quitar ou renegociar dívidas tudo de acordo com suas prioridades financeiras.

Contudo, é importante considerar a possibilidade de uma demissão sem justa causa, e como você arcaria com suas despesas neste caso. Já existe uma reserva financeira para uma situação como essa? Então, sacar pode ser uma boa ideia seu dinheiro renderá mais em outra aplicação e você poderá usá-lo conforme seus objetivos.

Caso contrário, essa pode não ser uma boa opção. Afinal, é importante garantir que, em caso de demissão, você tenha uma renda ou reserva para conseguir arcar com suas despesas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O que são Fundos Imobiliários ?

Fundos Imobiliários: tudo o que você precisa saber para começar a investir. Você sabia que é possível viver com a renda de aluguéis sem ter que comprar um imóvel ou se preocupar com condomínio, reformas e IPTU? Entenda como funcionam os Fundos Imobiliários (FIIs) e comece a investir como um profissional. 

É possível viver de renda aplicando em fundos imobiliários, em vez de imóveis físicos, e com algumas vantagens. Desde que os brasileiros perceberam isso, o volume de novas carteiras emitidas cresce sem parar. Os fundos imobiliários se tornaram um investimento da moda, vistos como uma maneira mais simples e barata de aplicar no setor.

Que tal dar uma chance para os fundos imobiliários? Neste guia, o InfoMoney explica tudo sobre o funcionamento dessas carteiras e esclarece as dúvidas mais comuns dos investidores que estão chegando agora a esse tipo de aplicação. Boa leitura!

1. O que são fundos imobiliários?
2. Como funcionam
3. Qual é o papel do gestor?
4. Tipos de fundo imobiliários
5. É seguro investir em fundos imobiliários?
6. Vantagens e desvantagens
7. Investir em FIIs ou comprar imóveis?
8. Como escolher
9. Como investir em FIIs
O que são fundos imobiliários?

Vamos começar pelo começo. Um fundo imobiliário é uma espécie de “condomínio” de investidores, que reúnem seus recursos para que sejam aplicados em conjunto no mercado imobiliário. A dinâmica mais tradicional é que o dinheiro seja usado na construção ou na aquisição de imóveis, que depois sejam locados ou arrendados. Os ganhos obtidos com essas operações são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.

As decisões sobre o que fazer com os recursos tomadas pelo gestor do fundo precisam seguir objetivos e políticas pre-definidos. Os investimentos podem ser bem-sucedidos ou não, e isso determinará a valorização ou a desvalorização das cotas dos fundos.

A soma dos recursos compõe o patrimônio, que é dividido em cotas ou “frações” do fundo. Quem aplica, na verdade, está comprando cotas. O cotista não pode exercer nenhum direito real sobre os empreendimentos do fundo, ao contrário do proprietário de um imóvel de fato. Ao mesmo tempo, também não responde pessoalmente por obrigações relacionadas a eles. Isso é tarefa do administrador, instituição financeira responsável pelo funcionamento e pela manutenção da carteira.

Renda fixa ou variável?
Embora muitos fundos imobiliários realizem distribuição regular de rendimentos mensais, o que pode lembrar o funcionamento de certos títulos públicos (que pagam juros semestralmente), eles não são considerados investimentos de renda fixa. Há duas razões para isso.

A primeira é que não há garantia de manutenção dos rendimentos ao longo do tempo, já que inquilinos podem deixar de pagar o aluguel ou um imóvel pode acabar desocupando.

A segunda é que as cotas oscilam na Bolsa , às vezes tanto quanto uma ação, por conta de fatores como as condições do mercado ou a gestão da carteira. Não é possível ter certeza de qual será a condição de retorno de um fundo imobiliário desde o início do investimento, como é o caso dos papéis de renda fixa.

Como funcionam os fundos imobiliários?
Para entender a dinâmica de funcionamento dos fundos imobiliários, é preciso conhecer alguns conceitos aplicados a eles. Confira:

Ticker
Assim como as ações de empresas abertas, as cotas de fundos imobiliários são identificadas no pregão por um código – ou ticker. Esse código é formado por quatro letras maiúsculas, seguidas do número 11 (XXXX11). Se o fundo for listado no mercado de balcão organizado da B3, haverá ainda a letra B no final (XXXX11B).

Portfólio
Existe uma variedade de empreendimentos imobiliários em que os fundos podem investir e a escolha da estratégia de investimento e do que entra no portfólio é o que determina o nível de risco e o potencial de retorno de cada carteira.

Popularmente, os fundos imobiliários são classificados em alguns grupos diferentes:

Fundos de tijolo (ou de renda): São os que investem em ativos reais ou seja, em imóveis de fato. Esses são os que costumam ganhar com aluguéis. Embora pareçam uma categoria homogênea, as carteiras podem apresentar diferenças marcantes. Alguns aplicam em vários empreendimentos, em diferentes regiões, enquanto outros se concentram em um só imóvel. Alguns se focam em determinados tipos de empreendimentos como escritórios, prédios industriais, galpões logísticos, hotéis, shopping centers, hospitais, escolas ou agências bancárias, entre outras possibilidades. E há os que, fazem um mix de tudo na carteira.

Fundos de papel (ou de recebíveis): Esses fundos compram títulos ligados ao mercado imobiliário, no lugar dos imóveis em si. Podem constar nas carteiras letras de crédito imobiliário (LCI), letras hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários, certificados de potencial adicional de construção (CEPAC), certificados de recebíveis imobiliários (CRI), cotas de certos tipos de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), além de valores mobiliários (como ações) de emissores com atividades preponderantes permitidas aos fundos imobiliários.

Fundos híbridos: Mesclam, na carteira, tanto papéis do segmento imobiliário (outros fundos imobiliários, LCIs, CRIs e entre outros) quanto investimentos em imóveis diretamente.
Cotas

Como acontece nos outros tipos de fundos, o patrimônio dos imobiliários é dividido em cotas. E são cotas que o investidor adquire ao aplicar em uma dessas carteiras. O retorno seja pela distribuição dos rendimentos, seja pela valorização é calculado proporcionalmente ao número de cotas que cada um possui.

As cotas dos fundos imobiliários mais populares são negociadas na bolsa de valores. Mas nem todos são listados no pregão. Nesse caso, eles precisam ser negociados diretamente entre os investidores, o que torna o processo um pouco menos simples principalmente porque a liquidez, nesses casos, é menor. Significa que pode ser mais difícil se desfazer das cotas, caso essa seja a vontade do investidor.

Valor mínimo
Na Bolsa, é possível investir em fundos imobiliários a partir de uma única cota. Isso significa que, com quantias inferiores até a R$ 100, já é possível começar a aplicar nessa modalidade. Nesse ponto, a negociação de fundos imobiliários lembra as operações com ações no mercado fracionário, em que é possível comprar quantias pequenas de papéis.

Custos
Quem investe em fundos imobiliários está sujeito a dois tipos de custos diferentes. De um lado, é preciso pagar pelos serviços de administração e gestão. Portanto, essas carteiras também envolvem a cobrança de uma taxa de administração. Pode haver ainda uma taxa de performance, calculada com base no desempenho do fundo: se for superior ao de um indicador de referência, uma parte do ganho ficará com o gestor.

Além disso, há custos de negociação das cotas. Para comprá-las e vendê-las na bolsa de valores, é preciso pagar taxa de corretagem à corretora que intermediar as operações e emolumentos – assim como se faz ao negociar ações. É preciso checar ainda se a corretora cobra pela custódia (ou guarda) das cotas.

Rendimentos
Uma das formas mais conhecidas e também atrativas de retorno dos fundos imobiliários é a distribuição periódica de rendimentos. Por lei, eles são obrigados a distribuir rendimentos, no mínimo, uma vez por semestre. Muitos, no entanto, optam por realizar pagamentos mensais aos investidores, sendo uma fonte de renda recorrente.

O volume de rendimentos depende da política de investimento do fundo. A renda do aluguel dos imóveis pertencentes à carteira é a mais comum, mas os fundos também podem ganhar com a incorporação, com a venda dos direitos reais sobre os imóveis ou com os juros de títulos e valores mobiliários.

Não é raro que os rendimentos periódicos sejam superiores a indicadores de referência do mercado, como a taxa do CDI. No entanto, também podem haver perdas no meio do caminho. Pense em um fundo que obtém renda alugando imóveis. Caso ocorra a desocupação de um deles, haverá também impacto mesmo que temporário sobre o rendimento.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.

Tributação
Os fundos imobiliários têm uma particularidade no que diz respeito à cobrança de Imposto de Renda. Uma parte do retorno obtido com o investimento é isenta de tributação mas outra, não. Entenda como isso funciona:

Rendimento: O rendimento distribuído periodicamente aos investidores pessoas físicas é isento de Imposto de Renda desde que: 1) o cotista tiver menos do que 10% das cotas do fundo; 2) o fundo tiver no mínimo 50 cotistas; 3) as cotas do fundo forem negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.

Ganho de capital: O ganho obtido pelos investidores em função, por exemplo, da valorização das cotas do fundo na bolsa de valores paga Imposto de Renda. Na hora em que as cotas forem vendidas, incidirá uma alíquota de 20%.

Amortização
Em algumas situações, podem ocorrer amortizações das cotas de um fundo imobiliário, que são pagamentos representando a devolução do capital aplicado pelo investidor na carteira. Um caso clássico de amortização ocorre quando o fundo vende algum dos seus imóveis, sem previsão de reinvestir o dinheiro em outro ativo.

Há ainda outras razões para que haja uma amortização. Lembre-se de que os fundos imobiliários são fechados, o que significa que as cotas não podem ser resgatadas a pedido dos cotistas. Alguns deles, no entanto, preveem um prazo de duração específico, ao fim do qual serão liquidados. Quando esse é o caso, os recursos também são devolvidos aos investidores.

Índice Ifix
Criado para acompanhar o desempenho dos fundos imobiliários, o Ifix é um índice composto por cotas de fundos negociadas nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3. O Ifix reflete tanto as variações nos preços dos fundos incluídos no índice, como também o impacto da distribuição de rendimentos por parte das carteiras.

A carteira do Ifix é revisada periodicamente, a cada quatro meses. Para ser incluído no índice, um fundo imobiliário precisa obedecer alguns critérios, como ter sido negociado em 60% dos pregões durante o período de vigência das três carteiras anteriores.

Qual é o papel do gestor?
Assim como nos fundos de investimento em geral, o gestor de um fundo imobiliário é quem decide que investimentos serão feitos com o dinheiro aplicado pelos investidores. A diferença é que, em vez de comprar ações na bolsa ou títulos públicos do governo federal, ele precisa escolher um imóvel para adquirir, um inquilino a quem alugar ou que papéis vai inserir na carteira.

O gestor também tem atribuições como selecionar e se relacionar com os intermediários contratados para fazer essas operações. Tudo isso, é claro, deve ter em vista a perspectiva de retorno, o nível de risco e a liquidez de cada ativo. Também precisa considerar a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento do fundo.

Tipos de fundo imobiliários
A Anbima classifica os fundos imobiliários de acordo com o tipo de aplicação que eles realizam e também a estratégia de investimento que adotam. As carteiras são agrupadas da seguinte forma:

Desenvolvimento para renda: Esses fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento ou na incorporação de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção, com o objetivo de gerar renda com locação ou arrendamento deles depois de prontos.

Desenvolvimento para venda: Aplicam mais de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção para vendê-los no futuro.

Renda: Neste caso, os fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido em empreendimentos imobiliários já construídos, também visando gerar renda com locação ou arrendamento deles.

Títulos e valores mobiliários: Fundos que investem mais de dois terços do patrimônio líquido em títulos como ações, cotas de sociedades, fundos de participação (FIPs), recebíveis e fundos creditórios (FIDCs), sempre ligados ao mercado imobiliário.

Híbridos: Fundos com estratégia de investimento que não se concentra particularmente em nenhuma das estratégias anteriores.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.
É seguro investir em fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários são investimentos regulados e acompanhados tanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto pela própria B3, quando são negociados no pregão. No entanto, isso não exime o produto de um certo nível

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