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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Caixa lança linha de crédito para MEI, pequenas e médias empresas

Taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência. Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

A Caixa anunciou nesta terça-feira (23) que oferecerá aos microempreendedores individuais, pequenas e médias empresas a linha de crédito GiroCaixa, com garantia do FGI, fundo gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa de juros do GiroCaixa é a partir de 1,18% ao mês, com prazo de até 60 meses, com 12 meses de carência.

Segundo o banco público, as taxas e prazos variam de acordo com o porte da empresa e o relacionamento do cliente com a instituição financeira.

As empresas poderão pedir empréstimos com valor mínimo de R$ 5 mil e máximo de até R$ 10 milhões. O FGI garantirá até 80% do valor do crédito.

Os recursos podem ser usados para investimentos, despesas operacionais, pagamento de salários de empregados e compra de matéria-prima e mercadorias.


quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Pix internacional permitirá transferências entre mais de 60 países

O "Pix internacional" está mais próximo do que se imaginava. Segundo o jornal O Globo, as transferências instantâneas de dinheiro entre países com moedas diferentes já estão em fase de testes.

Chamada Nexus, a iniciativa permitirá fazer transações bancárias em menos de um minuto para qualquer país que já tenha o sistema instantâneo de pagamento implantado pelo Banco Central - como o Pix, no caso do Brasil. A colaboração deverá incluir mais de 60 países.

Atualmente, estão sendo feitos testes entre os sistemas financeiros da Malásia, de Cingapura e da Zona do Euro, pelo Banco da Itália. Por enquanto, o Banco Central brasileiro está como "observador" do projeto.

Como o Nexus funcionará
O projeto Nexus está em desenvolvimento pelo Bank Of International Settlements (BIS), organização internacional responsável pela supervisão e cooperação entre os bancos centrais.

O sistema deve se basear em dois pontos: a criação de um software que conectará os sistemas de pagamentos instantâneos de todo o mundo em um só lugar, possibilitando a troca de informações; e o chamado "Nexus Scheme", que deve estabelecer regras básicas para a comunicação entre os países.

“Conectar sistemas de pagamentos instantâneos bilateralmente faz sentido quando dois países têm relações próximas e um fluxo significativo de pagamentos. No entanto, uma abordagem mais escalável é necessária para criar uma verdadeira rede global de pagamentos transfronteiriços”, apontou a organização em relatório. Ainda não se sabe quando e se o sistema será lançado oficialmente.


domingo, 17 de setembro de 2023

Europa caminha para a recessão à medida que crise do custo de vida se aprofunda

Banco Central Europeu (BCE) está sob pressão, com a inflação em mais de quatro vezes sua meta de 2%, tendo atingido um recorde de 9,1% no mês passado.

A zona do euro está quase certamente entrando em recessão, com pesquisas nesta segunda-feira (5) mostrando um aprofundamento da crise do custo de vida e uma perspectiva sombria que mantém os consumidores cautelosos com os gastos.

Embora tenha havido algum alívio nas pressões sobre os preços, de acordo com as sondagens, eles permaneceram altos.

Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) está sob pressão, com a inflação em mais de quatro vezes sua meta de 2%, tendo atingido um recorde de 9,1% no mês passado.

O banco enfrenta a perspectiva de aumentar agressivamente as taxas de juros no momento em que a economia entra em recessão.

Uma elevação nos custos dos empréstimos aumentaria os problemas dos consumidores endividados, mas em uma pesquisa da Reuters na semana passada quase metade dos economistas entrevistados disse esperar um aumento sem precedentes de 75 pontos-base nos juros pelo BCE nesta semana, enquanto quase o mesmo tanto previa aumento de 50 pontos-base.

Apesar dessas expectativas, o euro caiu abaixo de 99 centavos de dólar pela primeira vez em 20 anos nesta segunda-feira, depois de a Rússia dizer que o fornecimento de gás em seu principal gasoduto para a Europa permanecerá fechado indefinidamente.

Os preços do gás no continente dispararam até 30% nesta segunda-feira, alimentando temores de escassez e reforçando as expectativas de uma recessão e um inverno duro, à medida que empresas e famílias são atingidas pelos preços altíssimos da energia.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto final da S&P Global, visto como um guia para a saúde econômica, caiu para o menor patamar em 18 meses de 48,9 em agosto, ante 49,9 em julho, abaixo de uma estimativa preliminar de 49,2. Leituras abaixo de 50 indicam contração.

“As pesquisas do PMI sinalizam que a área do euro está entrando em recessão mais cedo do que pensávamos, liderada por sua maior economia, a Alemanha, e agora vemos a zona do euro ‘desfrutando’ de uma recessão mais longa, de três trimestres”, disse Peter Schaffrik, do Royal Bank of Canada.

“A revisão deve-se principalmente à evolução dos preços da energia que, mesmo depois de terem recuado nos últimos dias, continuam elevados, o que significa que o impacto nos gastos das famílias será maior do que prevíamos até agora.”

Essa perspectiva de recessão abalou a confiança dos investidores na união monetária, que caiu em setembro para o menor nível desde maio de 2020, mostrou outra pesquisa.

A atividade de serviços na Alemanha, a maior economia da Europa, contraiu pelo segundo mês consecutivo em agosto, com a demanda doméstica sob pressão da inflação crescente e da confiança vacilante, mostraram números divulgados mais cedo.

A economia do país deve contrair por três trimestres consecutivos a partir deste, sugeriu uma pesquisa da Reuters na semana passada.

Na França, a segunda maior economia da zona do euro, o setor de serviços perdeu mais força e conseguiu apenas um crescimento modesto, com gerentes de compras dizendo que as perspectivas eram sombrias.

A economia do Reino Unido encerrou agosto em uma base muito mais fraca do que se pensava anteriormente, com a atividade empresarial como um todo sofrendo contração pela primeira vez desde fevereiro de 2021, em um sinal claro de recessão, mostrou seu PMI.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Kit antena digital saiba quais famílias têm direito

Famílias de algumas capitais brasileiras já podem pedir o kit antena digital. Confira as regras e saiba como garantir o acesso para não sair no prejuízo.  O kit antena digital é um benefício voltado para as famílias que fazem parte do Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal.

As mudanças são necessárias graças à interferência do sinal 5G, a nova geração da internet móvel que já é realidade em algumas capitais. Veja como saber se você tem direito ao kit antena digital.

A previsão do governo é de que todas as famílias troquem os modelos antigos pelo novo até 2026. Atualmente mais de 20 milhões de brasileiros acompanham o sinal aberto e gratuito via satélite na Banda C, mas ele irá migrar para o 5G. Dessa forma, algumas mudanças que não poderiam sair do bolso do cidadão precisaram ser feitas.

Kit antena digital
Os novos kits buscam garantir que as famílias tenham uma melhor qualidade de som e imagem. Sem a interferência provocada pelo sinal 5G. Além disso, é gratuito, logo não há qualquer cobrança. Até mesmo a instalação é garantida. A princípio somente os moradores das capitais com sinal 5G podem solicitar o benefício. Veja a relação abaixo:

    Brasília;
    Belo Horizonte;
    João Pessoa;
    Porto Alegre;
    São Paulo;
    Curitiba;
    Goiânia;
    Salvador;
    Aracaju;
    Boa Vista;
    Campo Grande;
    Cuiabá;
    Maceió;
    São Luís;
    Teresina.

Dessa forma, apontamos que a liberação dos kits será gradual. Ao trocar a parabólica e o conversor, as famílias passam a contar com a transmissão de TV digital, então terão acesso a um sinal de qualidade de imagem e som.

Esse benefício é garantido pelo Ministério das Comunicações. A mudança dos aparelhos começou em agosto deste ano. Para ter acesso ao kit, além de ter o CadÚnico, as pessoas devem já ser contempladas por algum programa social, como é o caso do Auxílio Brasil.

É exigido ainda que a família tenha pelo menos uma antena parabólica funcionando, ou seja, o aparelho não pode ter defeito. Para solicitar o novo recurso, é preciso realizar um agendamento no site Siga Antenado. Quando essa etapa for finalizada, não há mais o que fazer, exceto acompanhar a visita do técnico na residência.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

BNDES contacta bancos para vender 11% da Energisa

O BNDES contactou bancos na sexta-feira para selecionar um assessor financeiro que o ajude a encontrar um comprador para sua participação na Energisa, uma transação de cerca de R$ 2 bilhões, pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal. Nas últimas semanas, a especulação no mercado era de que o BNDES lançaria um follow-on ou um block trade para se desfazer da posição, mas agora ficou claro que o banco prefere um processo organizado junto a investidores financeiros ou estratégicos. A BNDESPar se tornou dona de 11,38% do capital da Energisa no mês passado, quando converteu uma debênture com bônus de subscrição.  O banco de fomento subscreveu a debênture em 2015 para apoiar a Energisa na aquisição do Grupo Rede – que trouxe um novo vetor de crescimento para a companhia dos Botelho. Os bônus foram convertidos a R$ 16,47, e o papel hoje negocia ao redor de R$ 43,50. Além de investidores financeiros, o comprador mais lógico para a posição seria a própria Energisa.  A companhia recentemente entrou na disputa pela Celg, a distribuidora de Goiás que a Enel colocou à venda – mas os italianos entraram em uma negociação exclusiva com a Equatorial Energia. A Energisa vale R$ 20,7 bi na Bolsa e negocia a cerca de 12x o lucro estimado para 2023.


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Petrobras se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo

A Petrobras se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo no segundo trimestre de 2022, de acordo com a 35ª edição do Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson, à frente de empresas como Nestlé, Mercedes-Benz e Microsoft.

Como os resultados da Petrobras afetam o Brasil? Os dividendos são a distribuição de parte do lucro aos acionistas. Como a União é a maior acionista individual da empresa, com mais de 50% das ações com direito a voto e cerca de 29% do total, segundo dados da B3, só neste ano o país já recebeu cerca de R$ 64 bilhões de dividendos da petroleira.

Segundo Guilherme Paiva, analista da MundoInvest, a distribuição dos dividendos pela petroleira pode ter ajudado o país a melhorar as contas públicas em um momento em que o governo Bolsonaro aumenta os gastos.

"Essa distribuição de dividendos pode ter tido, também, uma influência política, principalmente pelo fato de o governo ter uma participação significativa na Petrobras e se beneficiar do pagamento, engordando o caixa em um momento de PEC dos Auxílios e de despesas para além do teto de gastos", disse.

Isso pode trazer algum problema para o Brasil? Segundo analistas, ao distribuir grande parte do lucro obtido aos acionistas, a petroleira deixa de investir em projetos de inovação, importantes em um setor que poderá acabar no longo prazo, como o de combustíveis fósseis.

Além disso, a Petrobras pode ficar sem dinheiro em caixa em caso de oscilações do petróleo para baixo, puxando o preço do barril para patamares menores que US$ 60.

"A empresa pode ficar descapitalizada e ter pouco recurso para se proteger das oscilações do petróleo, mas acredito que seja difícil isso acontecer pois há um planejamento", afirma Paiva.

Como foi possível distribuir tanto lucro, até maior que concorrentes do setor? Para Paulo Luives, da Valor Investimentos, a alta na distribuição dos dividendos da Petrobras está ligada à melhora da gestão.

"A empresa, nos últimos anos, reestruturou-se muito bem em termos de controlar endividamento, focar na exploração do pré-sal, fez muitos desinvestimentos, saindo de áreas que não eram estratégicas ao negócio, e isso permitiu que ela enxugasse estrutura e gerasse caixa", disse.

Além disso, a alta dos preços do petróleo no mercado internacional fez com que a empresa ganhasse mais dinheiro do que o previsto.

Soma-se a boa gestão ao momento positivo no setor de petróleo. Com dívida controlada e sem planos de investimentos muito grandes, ela consegue gerar muito caixa e distribuir para seus acionistas, afirma o especialista.

O que acontece daqui para a frente? A Petrobras deverá continuar a distribuir os dividendos, mas não no mesmo volume. Isso porque a petroleira optou por antecipar a distribuição dos lucros deste ano já em agosto.

Ao final de cada ano, a empresa apura os resultados, e no ano seguinte apura os dividendos. Se ela tem uma dívida baixa, pode antecipar os dividendos. Ao todo, 52% do pagamento foi de adiantamento, e o restante foi o 2021, diz Guilherme Paiva.

Apesar disso, o projeto da estatal é manter a política de distribuição de dividendos aos acionistas.

No plano de governança para os próximos cinco anos, está prevista a manutenção na política de dividendos, afirma Paulo Luives.

Mas há também a possibilidade de mudança de governo federal. Uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida atualmente, pode fazer com que a estatal altere a política de distribuição de dividendos.

Quais as outras empresas no ranking? As maiores pagadores de dividendos do mundo no 2º trimestre segundo a Janus Henderson são:

    Petrobras
    Nestlé
    Rio Tinto
    China Mobile
    Mercedes-Benz Group
    BNP Paribas
    EcoPetrol
    Allianz
    Microsoft
    Sanofi

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Milionários e bilionários do Brasil fazem fila para comprar jatinhos

Empresas do setor de aviões particulares afirmam que o aquecimento do mercado, que vem tendo uma alta demanda nos últimos meses, está fazendo milionários e bilionários esperarem em fila para comprar seus jatinhos.

Um levantamento feito em 2021 pela consultoria Wealth-X apontou que o Brasil é o segundo país a deter mais aeronaves particulares no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Uma possível explicação para o aumento do interesse em tais aeronaves estaria na pandemia. A crise sanitária teria feito com que os super-ricos buscassem alternativas para fugir do risco de contaminação.

Empresas do setor de aviões particulares afirmam que o aquecimento do mercado, que vem tendo uma alta demanda nos últimos meses, está fazendo milionários e bilionários esperarem em fila para comprar seus jatinhos.

Um levantamento feito em 2021 pela consultoria Wealth-X apontou que o Brasil é o segundo país a deter mais aeronaves particulares no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Uma possível explicação para o aumento do interesse em tais aeronaves estaria na pandemia. A crise sanitária teria feito com que os super-ricos buscassem alternativas para fugir do risco de contaminação.

Outro aspecto para se levar em conta, segundo o presidente da empresa de avião executiva Flapper, Paul Malick, é o aumento, nos últimos dois anos, do número de milionários e bilionários.

Bruna Strambi, diretora de uma das maiores companhias de aviação executiva do Brasil, alega que o Hondajet, um modelo fabricado pela Honda, avaliado em US$ 6 milhões (cerca de R$ 27,8 milhões na cotação atual) tem uma longa fila, com entregas a serem feitas a partir de 2025.

O prazo distante indica que a oferta não foi acompanhada pela explosão de demanda. Além disso, a quebra das cadeias de suprimentos globais dos últimos meses afetou a produção e manutenção dos aviões.

Nesse ambiente aquecido, até o mercado de seminovos inflacionou, de acordo com o diretor de vendas da Líder, Anderson Markiewicz.

O Brasil conta com mais de 16 mil aviões particulares, incluindo jatinhos, aviões, turboélices e helicópteros. Apenas os jatos tiveram sua frota aumentada em 8,5% entre fevereiro de 2021 e o mesmo período em 2022.

Entre os modelos mais desejados estão o Phenom 300, da Embraer, avaliado em mais de US$ 7 milhões, cerca de R$ 32,4 milhões, e os turboélices da família King Air, que custa cerca de US$ 7,5 milhões, o equivalente a R$ 37,1 milhões. De acordo com a Embraer, a companhia vendeu 86 jatos executivos em 2020, 93 em 2021, e projeta um aumento em 2022 entre 100 e 110 aviões.


sexta-feira, 28 de julho de 2023

XP Investimentos Como funciona? É seguro?

O que é e como funciona a XP Investimentos? Analisamos vantagens e desvantagens de usar a corretora
Quem já procurou dicas de como começar a investir seu dinheiro com certeza já topou com a XP Investimentos em suas buscas pelo Google. Afinal, estamos falando de uma das maiores corretoras independentes do Brasil.

Com 18 anos de mercado, mais de 1,7 milhão de clientes ativos e mais de R$ 400 bilhões sob sua custódia, a corretora se tornou uma referência quando o assunto é investimento. Mas, será que é seguro investir com a XP?

Se você sempre quis saber como funciona a XP Investimentos, esse post é pra você. Preparamos um conteúdo completo para mostrar as vantagens e as desvantagens de contar com essa assessoria em suas aplicações. Boa leitura!

O que é a XP Investimentos?
A XP nasceu em 2001, em Porto Alegre, como uma pequena empresa de agentes autônomos de investimentos. Seis anos depois, a empresa comprou a Americainvest e se tornou uma corretora.

Desde então, o foco é assessorar seus clientes com informações e ferramentas para fazer seus investimentos renderem mais. No final de 2017, a XP anunciou sua associação com o Itaú Unibanco, que adquiriu 49,9% das ações da corretora por R$ 6,3 bilhões.

A XP Investimentos cresceu tanto que hoje é apenas um dos braços do Grupo XP, que abrange alguns dos principais players do mercado financeiro nacional. Ficando apenas no campo das corretoras, também fazem parte do grupo marcas como a Clear e a Rico.

Atualmente, a XP tem mais de 660 escritórios credenciados distribuídos pelo Brasil. Além disso, coloca à disposição de seus clientes mais de três mil assessores de investimentos para ajudá-los a aplicar seu dinheiro de forma eficaz e segura.
Quem é o dono da XP Investimentos?

O nome por trás do grande sucesso da XP Investimentos é o de Guilherme Benchimol, fundador e atual CEO da corretora. Foi ele quem criou a empresa, em um escritório de 25 metros quadrados em Porto Alegre, ao lado de Marcelo Maisonnave, há mais de 18 anos.

Carioca e formado em Economia, Benchimol deixou o Rio de Janeiro após ser demitido da plataforma de investimentos Investshop. Com apenas 24 anos, ele se mudou para a capital gaúcha para abrir o próprio negócio.

No início, a XP se resumia aos fundadores e dois estagiários. Um deles logo saiu para trabalhar em um grande banco de investimentos, enquanto a outra, Ana Clara Sucolotti, se tornou sócia e, depois, esposa de Benchimol.

Benchimol logo viu a família e os negócios crescerem. Hoje, já com três filhas, o fundador da XP gerencia uma das maiores corretoras de valores independentes do Brasil e, em 2018, fez parte da lista da Bloomberg como uma das 50 pessoas mais influentes do mundo.

Em entrevista à revista “Forbes” em junho de 2019, Benchimol falou um pouco sobre seu perfil e como ele se reflete na cultura e nos valores da XP:

“Eu sou uma pessoa de hábitos simples, que sonha alto, tem a mente aberta e espírito empreendedor, e é assim que definimos a companhia. Queremos pessoas que se engajem nesse propósito e sejam humildes, no sentido de não serem donas da verdade, estarem dispostas a mudar de opinião e a aprenderem”, afirmou.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Confira a nova previsão do salário mínimo de 2023

Na semana passada, o governo de Bolsonaro enviou a proposta de Orçamento para 2023 com uma previsão do salário mínimo em R$ 1.302, baseada na taxa de 7,41%. Se a nova previsão realmente se concretizar, podemos ver um salário mínimo menor no próximo. Com base no índice de 6,54%, o salário mínimo será de R$ 1.292.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Primeiro ano da pandemia gerou recorde de fechamento de empresas comerciais, diz IBGE


Maiores retrações ocorreram nos segmentos de comércio de veículos, peças e motocicletas e no varejo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Zuckerberg deixa lista de 10 mais ricos do mundo após perder US$ 70 bilhões

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, caiu 14 posições na lista das pessoas mais ricas do mundo, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg. Ele é agora a 20ª pessoa mais rica, com patrimônio líquido total de US$ 55,3 bilhões  queda de US$ 70,2 bilhões no acumulado do ano na segunda-feira devido a um declínio acentuado no preço das ações da Meta.

O CEO da Tesla, Elon Musk, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, e o criador da Microsoft, Bill Gates, estão entre as cinco pessoas mais ricas do mundo. Musk, que lidera a lista, perdeu US$ 2,55 bilhões no ano passado, enquanto Bezos (terceiro) perdeu US$ 44,4 bilhões. Gates (quinto) perdeu US$ 26,2 bilhões.

Os preços das ações de tecnologia sofreram no ano passado devido à desaceleração econômica. A riqueza em papel de muitas big techs está ligada às enormes participações que eles ainda detêm nas empresas que fundaram.

A riqueza de Zuckerberg atingiu o pico de cerca de US$ 140 bilhões em setembro de 2021. Um mês depois, ele anunciou o rebranding do Facebook como Meta para destacar sua mudança de foco para o "metaverso", uma espécie de mundo digital em realidade aumentada e virtual. Foi nessa época que sua riqueza começou a declinar.


Em fevereiro, as ações da Meta caíram quase 23% depois que gastos inesperados em seu "metaverso" levaram a um declínio no lucro do quarto trimestre, além de uma perspectiva de receita abaixo do esperado, em meio à crescente rivalidade com o TikTok.

Em julho, a Meta relatou seu primeiro declínio trimestral na receita em relação ao ano anterior, depois de relatar seu primeiro declínio nos usuários diários do Facebook.

Em sua aparição de quase três horas no The Joe Rogan Experience em agosto, Zuckerberg disse que achava que o metaverso provavelmente seria "muito mais saudável" para as pessoas - reiterando sua crença de que é a próxima geração da internet.

"Meu objetivo para este próximo conjunto de plataformas, elas serão mais imersivas e espero que sejam mais úteis - mas não quero necessariamente que as pessoas passem mais tempo com computadores", disse ele a Rogan. "Só quero que o tempo que as pessoas passam com as telas seja melhor."

Confira a lista dos dez mais ricos, segundo ranking da Bloomberg

    Elon Musk (Tesla, EUA): US$ 262 bilhões
    Gautam Adani (Adani Group, Índia): US$ 144 bilhões
    Jeff Bezos (Amazon, EUA): US$ 142 bilhões
    Bernard Arnault (LVMH, França): US$ 137 bilhões
    Bill Gates (Microsoft, EUA): US$ 110 bilhões
    Warren Buffett (Berkshire Hathaway, EUA): US$ 94.6 bilhões
    Larry Page (Google, EUA): US$ 91.9 bilhões
    Mukesh Ambani (Reliance Industries Limited, Índia): US$ 88.8 bilhões
    Sergey Brin (Google, EUA): US$ 88 bilhões
    Larry Ellison (Oracle, EUA): US$ 87.1 bilhões

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

O FED assusta os mercados

O mercado se assustou com o FED, nós nem tanto

Conforme comentamos na quinta-feira, neste artigo, a reunião em Jackson Hole tinha o potencial de causar fortes movimentos no mercado. Se o discurso de Powell na sexta-feira fosse mais duro, as expectativas seriam revertidas e os preços teriam que, mais uma vez, buscar um novo ponto de equilíbrio ao tentar entender quais serão os próximos passos do BC americano com relação à política monetária. Nossa hipótese estava correta e a bolsa americana opera, agora, cerca de 5% abaixo da véspera do discurso. O principal motivo, de certa forma, espelha de forma invertida o que aconteceu na reunião de julho do FOMC e o mercado interpretou agora que o BC americano está mais preocupado com os níveis inflacionários do que tinha dado a entender antes, que está disposto a tomar medidas duras como elevar os juros a patamares restritivos em termos reais e que aprendeu a maioria das mais importantes lições de como derrotar a inércia da alta de preços com o ex-presidente do FED Paul Volcker, ícone maior da política hawkish. Mais, destacou que o mercado de emprego vai ter que sofrer o que, naturalmente, vai bater nas taxas de crescimento do PIB, que devem entrar numa recessão mais clássica. Como o mercado como um todo tinha feito um movimento muito otimista ao acreditar que, com juros em torno de 3% ao ano, conseguiríamos chegar logo a um patamar de 2,5%, então, houve toda uma reprecificação dos ativos que ainda está em curso. Basicamente, tivemos quase dois meses de capital buscando risco e de apostas otimistas que foram decepcionadas e é difícil prever até quando esse movimento de reversão pode durar. Por enquanto, os ativos brasileiros foram poupados, sendo um destaque quando comparamos com a maioria dos nossos pares. Talvez isso seja explicado com uma expectativa de resultados nas pesquisas, algo que pode ter efeito passageiro. Mas mesmo com melhoras nesse campo, no final, pelo menos num cenário de curto prazo, a piora nos preços dos ativos globais deveria bater nos nossos ativos domésticos. Isso se torna ainda mais provável pelo fato de que grande parte da sustentação dos preços nos patamares recentes vem de investimento estrangeiro na B3, algo que como já testemunhamos este ano, é extremamente volátil e tende a mudar de direção quando o sentimento externo se deteriora.

Em suma, essas mudanças vão razoavelmente em linha com nosso cenário principal. Acreditamos que estamos num momento de parcimônia, logo, não em um momento de tomar risco, principalmente aqui dentro do Brasil e nestes preços atuais. Mas esse é um diagnóstico de curto prazo, não uma recomendação para os próximos anos.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O que é Ethereum (ETH)


1. Você ainda não sabe o que é Ethereum?
Ethereum é uma plataforma que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes e transações da criptomoeda Ether e vários tokens. Tudo isso baseado na tecnologia da Blockchain, que surgiu juntamente com o Bitcoin. Em razão disso, muitos consideram o Ethereum uma evolução no conceito da tecnologia da Blockchain. A plataforma Ethereum foi imaginada pelo programador canadense Vitalik Buterin em 2013. A plataforma entrou online no dia 30 de julho de 2015 com 11.9 milhões de Ethers pré-mineradas do ICO. Desde então, a plataforma vem ganhando cada vez mais adoção entre pesquisadores, empreendedores e programadores que desejam criar soluções reais utilizando a blockchain e a tecnologia do Ethereum. O Ethereum desde então, se tornou a criptomoeda com a segunda maior capitalização do mercado, atrás apenas do Bitcoin.

2. O Ethereum é seguro?
O Ethereum utiliza o mesmo conceito de consenso e rede distribuída do Bitcoin para garantir a segurança do seu sistema. São milhares de computadores distribuídos ao redor do mundo, sendo impossível ocorrer um único ponto de falha. Desta forma, o Ethereum se tornou uma das criptomoedas mais seguras atualmente. Atacar a rede do Ethereum seria inviável logisticamente e economicamente, sendo melhor para um hipotético atacante cooperar com toda a rede. Portanto, a rede do Ethereum é extremamente segura. Desde que as moedas sejam armazenadas da forma recomendada, utilizando uma carteira segura, você não corre o risco de perder suas moedas.

3. Aplicações descentralizadas
Se o propósito do Bitcoin é ser utilizado com uma moeda, ou seja, um meio de transferir valores. O foco do Ethereum, por sua vez, é ser uma plataforma que permite a programação aplicações descentralizadas e contratos inteligentes O Ether é usado como uma moeda para comprar poder computacional no computador mundial, que é o Ethereum. Há vários exemplos de aplicações descentralizadas, como o Augur, uma rede de apostas sem um dono. Maker Dai, que é uma moeda pareada com o dólar, mas sem um emissor central e há inclusive jogos funcionando inteiramente no blockchain.

4. Quem está utilizando a rede Ethereum?
Milhares de pessoas no mundo todo estão utilizando a rede Ethereum, o governo do Canadá está usando para dar mais transparência para suas instituições.

Dezenas de grandes empresas fazem parte da Enterprise Ethereum Alliance, uma comunidade de empresas que apoiam a tecnologia, como Microsoft, Itaú e AMD.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Como funciona o saque-aniversário do FGTS?


A partir de 2020, trabalhadores poderão realizar saques anuais de suas contas do FGTS - se desejarem.

Em julho de 2019 foram anunciadas duas medidas que liberam saque do FGTS para os trabalhadores: o saque imediato e o saque-aniversário do FGTS este último permite a cada pessoa realizar um saque anual de suas contas. Basicamente, o saque-aniversário do FGTS funciona da seguinte maneira: quem aderir pode realizar saques anuais das contas do FGTS, inativas (de empregos anteriores) e ativa. 

Entendendo o saque-aniversário
O saque-aniversário não é de todo o saldo da conta, mas de um percentual, que varia conforme o valor disponível: contas com até R$ 500 terão 50% do saldo liberado para saque; quanto maior o valor na conta, menor o percentual que o trabalhador poderá sacar ao ano.

O saque-aniversário não é obrigatório o trabalhador pode escolher fazê-lo se desejar. Mas existem alguns pontos (muito) importantes a serem levados em conta.
Informações importantes sobre o saque-aniversário do FGTS

1. Seu FGTS ficará limitado
Quem optar por fazer os saques anuais não poderá retirar o saldo total da conta em caso de demissão sem justa causa. Ou seja: se você for demitido, não terá acesso a todo o dinheiro da sua conta, como normalmente acontece.

Neste caso, o trabalhador passa a ter direito somente à multa de 40% e direitos como aviso prévio, proporcional de férias etc. O saldo do FGTS em si continuaria sendo sacado em parcelas anuais.

2. Desistiu? Não vai ser imediato
Depois de aderir ao saque-aniversário, só será possível voltar à modalidade anterior (saque total no caso de demissão) depois de dois anos.

3. Existe um período de saque
Quem escolher aderir ao saque-aniversário terá três meses para sacar seus recursos o mês de seu aniversário e os dois meses seguintes. Os primeiros meses de 2020 seguem um calendário um pouco diferente (veja o calendário do saque FGTS 2020).

4. É preciso solicitar o benefício
Como o saque-aniversário não é obrigatório, quem quiser aderir precisa solicitar. A data limite para fazer o pedido é o último dia útil do mês de aniversário de cada um. Se ultrapassar esse prazo, o trabalhador só terá direito ao benefício a partir de 2021.

Vale a pena aderir ao saque-aniversário do FGTS?
A resposta é simples: depende. Ao optar pelo saque-aniversário, o trabalhador pode aplicar as quantias resgatadas em produtos financeiros que ofereçam ou repassem uma melhor rentabilidade.

Ele também pode ser usado, claro, para quitar ou renegociar dívidas tudo de acordo com suas prioridades financeiras.

Contudo, é importante considerar a possibilidade de uma demissão sem justa causa, e como você arcaria com suas despesas neste caso. Já existe uma reserva financeira para uma situação como essa? Então, sacar pode ser uma boa ideia seu dinheiro renderá mais em outra aplicação e você poderá usá-lo conforme seus objetivos.

Caso contrário, essa pode não ser uma boa opção. Afinal, é importante garantir que, em caso de demissão, você tenha uma renda ou reserva para conseguir arcar com suas despesas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O que são Fundos Imobiliários ?

Fundos Imobiliários: tudo o que você precisa saber para começar a investir. Você sabia que é possível viver com a renda de aluguéis sem ter que comprar um imóvel ou se preocupar com condomínio, reformas e IPTU? Entenda como funcionam os Fundos Imobiliários (FIIs) e comece a investir como um profissional. 

É possível viver de renda aplicando em fundos imobiliários, em vez de imóveis físicos, e com algumas vantagens. Desde que os brasileiros perceberam isso, o volume de novas carteiras emitidas cresce sem parar. Os fundos imobiliários se tornaram um investimento da moda, vistos como uma maneira mais simples e barata de aplicar no setor.

Que tal dar uma chance para os fundos imobiliários? Neste guia, o InfoMoney explica tudo sobre o funcionamento dessas carteiras e esclarece as dúvidas mais comuns dos investidores que estão chegando agora a esse tipo de aplicação. Boa leitura!

1. O que são fundos imobiliários?
2. Como funcionam
3. Qual é o papel do gestor?
4. Tipos de fundo imobiliários
5. É seguro investir em fundos imobiliários?
6. Vantagens e desvantagens
7. Investir em FIIs ou comprar imóveis?
8. Como escolher
9. Como investir em FIIs
O que são fundos imobiliários?

Vamos começar pelo começo. Um fundo imobiliário é uma espécie de “condomínio” de investidores, que reúnem seus recursos para que sejam aplicados em conjunto no mercado imobiliário. A dinâmica mais tradicional é que o dinheiro seja usado na construção ou na aquisição de imóveis, que depois sejam locados ou arrendados. Os ganhos obtidos com essas operações são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.

As decisões sobre o que fazer com os recursos tomadas pelo gestor do fundo precisam seguir objetivos e políticas pre-definidos. Os investimentos podem ser bem-sucedidos ou não, e isso determinará a valorização ou a desvalorização das cotas dos fundos.

A soma dos recursos compõe o patrimônio, que é dividido em cotas ou “frações” do fundo. Quem aplica, na verdade, está comprando cotas. O cotista não pode exercer nenhum direito real sobre os empreendimentos do fundo, ao contrário do proprietário de um imóvel de fato. Ao mesmo tempo, também não responde pessoalmente por obrigações relacionadas a eles. Isso é tarefa do administrador, instituição financeira responsável pelo funcionamento e pela manutenção da carteira.

Renda fixa ou variável?
Embora muitos fundos imobiliários realizem distribuição regular de rendimentos mensais, o que pode lembrar o funcionamento de certos títulos públicos (que pagam juros semestralmente), eles não são considerados investimentos de renda fixa. Há duas razões para isso.

A primeira é que não há garantia de manutenção dos rendimentos ao longo do tempo, já que inquilinos podem deixar de pagar o aluguel ou um imóvel pode acabar desocupando.

A segunda é que as cotas oscilam na Bolsa , às vezes tanto quanto uma ação, por conta de fatores como as condições do mercado ou a gestão da carteira. Não é possível ter certeza de qual será a condição de retorno de um fundo imobiliário desde o início do investimento, como é o caso dos papéis de renda fixa.

Como funcionam os fundos imobiliários?
Para entender a dinâmica de funcionamento dos fundos imobiliários, é preciso conhecer alguns conceitos aplicados a eles. Confira:

Ticker
Assim como as ações de empresas abertas, as cotas de fundos imobiliários são identificadas no pregão por um código – ou ticker. Esse código é formado por quatro letras maiúsculas, seguidas do número 11 (XXXX11). Se o fundo for listado no mercado de balcão organizado da B3, haverá ainda a letra B no final (XXXX11B).

Portfólio
Existe uma variedade de empreendimentos imobiliários em que os fundos podem investir e a escolha da estratégia de investimento e do que entra no portfólio é o que determina o nível de risco e o potencial de retorno de cada carteira.

Popularmente, os fundos imobiliários são classificados em alguns grupos diferentes:

Fundos de tijolo (ou de renda): São os que investem em ativos reais ou seja, em imóveis de fato. Esses são os que costumam ganhar com aluguéis. Embora pareçam uma categoria homogênea, as carteiras podem apresentar diferenças marcantes. Alguns aplicam em vários empreendimentos, em diferentes regiões, enquanto outros se concentram em um só imóvel. Alguns se focam em determinados tipos de empreendimentos como escritórios, prédios industriais, galpões logísticos, hotéis, shopping centers, hospitais, escolas ou agências bancárias, entre outras possibilidades. E há os que, fazem um mix de tudo na carteira.

Fundos de papel (ou de recebíveis): Esses fundos compram títulos ligados ao mercado imobiliário, no lugar dos imóveis em si. Podem constar nas carteiras letras de crédito imobiliário (LCI), letras hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários, certificados de potencial adicional de construção (CEPAC), certificados de recebíveis imobiliários (CRI), cotas de certos tipos de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), além de valores mobiliários (como ações) de emissores com atividades preponderantes permitidas aos fundos imobiliários.

Fundos híbridos: Mesclam, na carteira, tanto papéis do segmento imobiliário (outros fundos imobiliários, LCIs, CRIs e entre outros) quanto investimentos em imóveis diretamente.
Cotas

Como acontece nos outros tipos de fundos, o patrimônio dos imobiliários é dividido em cotas. E são cotas que o investidor adquire ao aplicar em uma dessas carteiras. O retorno seja pela distribuição dos rendimentos, seja pela valorização é calculado proporcionalmente ao número de cotas que cada um possui.

As cotas dos fundos imobiliários mais populares são negociadas na bolsa de valores. Mas nem todos são listados no pregão. Nesse caso, eles precisam ser negociados diretamente entre os investidores, o que torna o processo um pouco menos simples principalmente porque a liquidez, nesses casos, é menor. Significa que pode ser mais difícil se desfazer das cotas, caso essa seja a vontade do investidor.

Valor mínimo
Na Bolsa, é possível investir em fundos imobiliários a partir de uma única cota. Isso significa que, com quantias inferiores até a R$ 100, já é possível começar a aplicar nessa modalidade. Nesse ponto, a negociação de fundos imobiliários lembra as operações com ações no mercado fracionário, em que é possível comprar quantias pequenas de papéis.

Custos
Quem investe em fundos imobiliários está sujeito a dois tipos de custos diferentes. De um lado, é preciso pagar pelos serviços de administração e gestão. Portanto, essas carteiras também envolvem a cobrança de uma taxa de administração. Pode haver ainda uma taxa de performance, calculada com base no desempenho do fundo: se for superior ao de um indicador de referência, uma parte do ganho ficará com o gestor.

Além disso, há custos de negociação das cotas. Para comprá-las e vendê-las na bolsa de valores, é preciso pagar taxa de corretagem à corretora que intermediar as operações e emolumentos – assim como se faz ao negociar ações. É preciso checar ainda se a corretora cobra pela custódia (ou guarda) das cotas.

Rendimentos
Uma das formas mais conhecidas e também atrativas de retorno dos fundos imobiliários é a distribuição periódica de rendimentos. Por lei, eles são obrigados a distribuir rendimentos, no mínimo, uma vez por semestre. Muitos, no entanto, optam por realizar pagamentos mensais aos investidores, sendo uma fonte de renda recorrente.

O volume de rendimentos depende da política de investimento do fundo. A renda do aluguel dos imóveis pertencentes à carteira é a mais comum, mas os fundos também podem ganhar com a incorporação, com a venda dos direitos reais sobre os imóveis ou com os juros de títulos e valores mobiliários.

Não é raro que os rendimentos periódicos sejam superiores a indicadores de referência do mercado, como a taxa do CDI. No entanto, também podem haver perdas no meio do caminho. Pense em um fundo que obtém renda alugando imóveis. Caso ocorra a desocupação de um deles, haverá também impacto mesmo que temporário sobre o rendimento.

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Tributação
Os fundos imobiliários têm uma particularidade no que diz respeito à cobrança de Imposto de Renda. Uma parte do retorno obtido com o investimento é isenta de tributação mas outra, não. Entenda como isso funciona:

Rendimento: O rendimento distribuído periodicamente aos investidores pessoas físicas é isento de Imposto de Renda desde que: 1) o cotista tiver menos do que 10% das cotas do fundo; 2) o fundo tiver no mínimo 50 cotistas; 3) as cotas do fundo forem negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.

Ganho de capital: O ganho obtido pelos investidores em função, por exemplo, da valorização das cotas do fundo na bolsa de valores paga Imposto de Renda. Na hora em que as cotas forem vendidas, incidirá uma alíquota de 20%.

Amortização
Em algumas situações, podem ocorrer amortizações das cotas de um fundo imobiliário, que são pagamentos representando a devolução do capital aplicado pelo investidor na carteira. Um caso clássico de amortização ocorre quando o fundo vende algum dos seus imóveis, sem previsão de reinvestir o dinheiro em outro ativo.

Há ainda outras razões para que haja uma amortização. Lembre-se de que os fundos imobiliários são fechados, o que significa que as cotas não podem ser resgatadas a pedido dos cotistas. Alguns deles, no entanto, preveem um prazo de duração específico, ao fim do qual serão liquidados. Quando esse é o caso, os recursos também são devolvidos aos investidores.

Índice Ifix
Criado para acompanhar o desempenho dos fundos imobiliários, o Ifix é um índice composto por cotas de fundos negociadas nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3. O Ifix reflete tanto as variações nos preços dos fundos incluídos no índice, como também o impacto da distribuição de rendimentos por parte das carteiras.

A carteira do Ifix é revisada periodicamente, a cada quatro meses. Para ser incluído no índice, um fundo imobiliário precisa obedecer alguns critérios, como ter sido negociado em 60% dos pregões durante o período de vigência das três carteiras anteriores.

Qual é o papel do gestor?
Assim como nos fundos de investimento em geral, o gestor de um fundo imobiliário é quem decide que investimentos serão feitos com o dinheiro aplicado pelos investidores. A diferença é que, em vez de comprar ações na bolsa ou títulos públicos do governo federal, ele precisa escolher um imóvel para adquirir, um inquilino a quem alugar ou que papéis vai inserir na carteira.

O gestor também tem atribuições como selecionar e se relacionar com os intermediários contratados para fazer essas operações. Tudo isso, é claro, deve ter em vista a perspectiva de retorno, o nível de risco e a liquidez de cada ativo. Também precisa considerar a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento do fundo.

Tipos de fundo imobiliários
A Anbima classifica os fundos imobiliários de acordo com o tipo de aplicação que eles realizam e também a estratégia de investimento que adotam. As carteiras são agrupadas da seguinte forma:

Desenvolvimento para renda: Esses fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento ou na incorporação de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção, com o objetivo de gerar renda com locação ou arrendamento deles depois de prontos.

Desenvolvimento para venda: Aplicam mais de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção para vendê-los no futuro.

Renda: Neste caso, os fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido em empreendimentos imobiliários já construídos, também visando gerar renda com locação ou arrendamento deles.

Títulos e valores mobiliários: Fundos que investem mais de dois terços do patrimônio líquido em títulos como ações, cotas de sociedades, fundos de participação (FIPs), recebíveis e fundos creditórios (FIDCs), sempre ligados ao mercado imobiliário.

Híbridos: Fundos com estratégia de investimento que não se concentra particularmente em nenhuma das estratégias anteriores.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.
É seguro investir em fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários são investimentos regulados e acompanhados tanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto pela própria B3, quando são negociados no pregão. No entanto, isso não exime o produto de um certo nível

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