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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Consignado do Auxílio Brasil já está liberado


Portaria do Ministério da Cidadania regulamenta acesso ao crédito, que terá limite de juros de 3,5% ao mês. Além de garantir acesso ao crédito, o Ministério da Cidadania ofertará ações de educação financeira.

O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27/9) publica a Portaria nº 816, do Ministério da Cidadania, que regulamenta o empréstimo consignado para beneficiários do Programa Auxílio Brasil. A portaria estabelece o limite de juros de 3,5% ao mês.

Esse teto pode ser ainda menor, dependendo da negociação da instituição financeira com o tomador do empréstimo. A Lei 14.431, publicada em 3 de agosto, limitou o valor do consignado em até 40% do repasse permanente de R$ 400 do Auxílio Brasil. Dessa forma, o beneficiário poderá descontar até R$ 160 mensais, num prazo máximo de 24 meses.



O objetivo do empréstimo consignado, segundo o governo, é permitir que famílias do Auxílio Brasil, hoje sem acesso a crédito muitas delas endividadas e pagando juros altos, possam reorganizar-se financeiramente, empreender e buscar autonomia.

Além de garantir acesso ao crédito, o Ministério da Cidadania ofertará ações de educação financeira. Ao contratar o produto, os beneficiários terão de responder a um questionário que medirá os conhecimentos sobre o tema e a capacidade de administrar o empréstimo.

Pesquisa realizada por instituições financeiras que operam no mercado de consignados mostrou que 70% das famílias em situação de vulnerabilidade não têm acesso a crédito com juros baixos. Quando perguntadas sobre como usariam os recursos, a maior parte das pessoas responde que pretende investir em um negócio próprio, buscando autonomia para melhorar a qualidade de vida.


quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Pix internacional permitirá transferências entre mais de 60 países

O "Pix internacional" está mais próximo do que se imaginava. Segundo o jornal O Globo, as transferências instantâneas de dinheiro entre países com moedas diferentes já estão em fase de testes.

Chamada Nexus, a iniciativa permitirá fazer transações bancárias em menos de um minuto para qualquer país que já tenha o sistema instantâneo de pagamento implantado pelo Banco Central - como o Pix, no caso do Brasil. A colaboração deverá incluir mais de 60 países.

Atualmente, estão sendo feitos testes entre os sistemas financeiros da Malásia, de Cingapura e da Zona do Euro, pelo Banco da Itália. Por enquanto, o Banco Central brasileiro está como "observador" do projeto.

Como o Nexus funcionará
O projeto Nexus está em desenvolvimento pelo Bank Of International Settlements (BIS), organização internacional responsável pela supervisão e cooperação entre os bancos centrais.

O sistema deve se basear em dois pontos: a criação de um software que conectará os sistemas de pagamentos instantâneos de todo o mundo em um só lugar, possibilitando a troca de informações; e o chamado "Nexus Scheme", que deve estabelecer regras básicas para a comunicação entre os países.

“Conectar sistemas de pagamentos instantâneos bilateralmente faz sentido quando dois países têm relações próximas e um fluxo significativo de pagamentos. No entanto, uma abordagem mais escalável é necessária para criar uma verdadeira rede global de pagamentos transfronteiriços”, apontou a organização em relatório. Ainda não se sabe quando e se o sistema será lançado oficialmente.


domingo, 17 de setembro de 2023

Europa caminha para a recessão à medida que crise do custo de vida se aprofunda

Banco Central Europeu (BCE) está sob pressão, com a inflação em mais de quatro vezes sua meta de 2%, tendo atingido um recorde de 9,1% no mês passado.

A zona do euro está quase certamente entrando em recessão, com pesquisas nesta segunda-feira (5) mostrando um aprofundamento da crise do custo de vida e uma perspectiva sombria que mantém os consumidores cautelosos com os gastos.

Embora tenha havido algum alívio nas pressões sobre os preços, de acordo com as sondagens, eles permaneceram altos.

Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) está sob pressão, com a inflação em mais de quatro vezes sua meta de 2%, tendo atingido um recorde de 9,1% no mês passado.

O banco enfrenta a perspectiva de aumentar agressivamente as taxas de juros no momento em que a economia entra em recessão.

Uma elevação nos custos dos empréstimos aumentaria os problemas dos consumidores endividados, mas em uma pesquisa da Reuters na semana passada quase metade dos economistas entrevistados disse esperar um aumento sem precedentes de 75 pontos-base nos juros pelo BCE nesta semana, enquanto quase o mesmo tanto previa aumento de 50 pontos-base.

Apesar dessas expectativas, o euro caiu abaixo de 99 centavos de dólar pela primeira vez em 20 anos nesta segunda-feira, depois de a Rússia dizer que o fornecimento de gás em seu principal gasoduto para a Europa permanecerá fechado indefinidamente.

Os preços do gás no continente dispararam até 30% nesta segunda-feira, alimentando temores de escassez e reforçando as expectativas de uma recessão e um inverno duro, à medida que empresas e famílias são atingidas pelos preços altíssimos da energia.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto final da S&P Global, visto como um guia para a saúde econômica, caiu para o menor patamar em 18 meses de 48,9 em agosto, ante 49,9 em julho, abaixo de uma estimativa preliminar de 49,2. Leituras abaixo de 50 indicam contração.

“As pesquisas do PMI sinalizam que a área do euro está entrando em recessão mais cedo do que pensávamos, liderada por sua maior economia, a Alemanha, e agora vemos a zona do euro ‘desfrutando’ de uma recessão mais longa, de três trimestres”, disse Peter Schaffrik, do Royal Bank of Canada.

“A revisão deve-se principalmente à evolução dos preços da energia que, mesmo depois de terem recuado nos últimos dias, continuam elevados, o que significa que o impacto nos gastos das famílias será maior do que prevíamos até agora.”

Essa perspectiva de recessão abalou a confiança dos investidores na união monetária, que caiu em setembro para o menor nível desde maio de 2020, mostrou outra pesquisa.

A atividade de serviços na Alemanha, a maior economia da Europa, contraiu pelo segundo mês consecutivo em agosto, com a demanda doméstica sob pressão da inflação crescente e da confiança vacilante, mostraram números divulgados mais cedo.

A economia do país deve contrair por três trimestres consecutivos a partir deste, sugeriu uma pesquisa da Reuters na semana passada.

Na França, a segunda maior economia da zona do euro, o setor de serviços perdeu mais força e conseguiu apenas um crescimento modesto, com gerentes de compras dizendo que as perspectivas eram sombrias.

A economia do Reino Unido encerrou agosto em uma base muito mais fraca do que se pensava anteriormente, com a atividade empresarial como um todo sofrendo contração pela primeira vez desde fevereiro de 2021, em um sinal claro de recessão, mostrou seu PMI.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Saque do vale-alimentação, novas mudanças a caminho

Novo arranjo na forma de pagamento dos benefícios poderá redesenhar o mercado de benefícios. Algumas empresas são contra as mudanças. 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deve sancionar nesta sexta-feira, 2, a Medida Provisória (MP) 1.108 que traz mudanças para o vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR). As novas regras têm sido alvo de discussões acaloradas entre empresas tradicionais do setor.

Dentre as mudanças, está a possibilidade de saque do dinheiro não utilizado pelo funcionário após 60 dias, a parte prevista para ser vetada, e a autorização para que o funcionário escolha a empresa gestora do seu cartão VA ou VR, medida que deve ser sancionada.

Esse novo arranjo na forma de pagamento dos benefícios poderá redesenhar esse mercado. Atualmente, empresas como Alelo, Sodexo e Ticket movimentam algo em torno de R$ 150 bilhões por ano.

Mudanças geram discussões
As novidades aprovadas pelo Congresso Nacional, e que estão perto de receber a sanção presidencial, se transformaram em alvo de disputa entre as empresas tradicionais do setor. Entre elas podemos citar o iFood, o Mercado Pago (do Mercado Livre), além de startups especializadas, como a Swile a Flash.

Essas empresas estiveram em reunião com representantes do governo nos últimos dias, seja a favor a sanção integral da MP ou na defesa do veto dos dispositivos aprovados na íntegra pelos parlamentares das Casas.

Saque em dinheiro desagrada empresas
Representantes do setor de benefícios e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criticaram a possibilidade de saque em dinheiro do vale-alimentação ou refeição.

Isso porque a medida pode criar uma insegurança jurídica e desvirtuar o objetivo do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que garante as empresas a oportunidade de deduzir do Imposto de Renda parte dos gastos com a alimentação dos seus colaboradores.

As companhias ainda alertam que o saque dos benefícios podem incentivar a prática de “agiotagem”, com a venda dos vales em troca de empréstimos, por exemplo, o que estimularia o mercado ilegal do segmento.


sexta-feira, 25 de agosto de 2023

BNDES contacta bancos para vender 11% da Energisa

O BNDES contactou bancos na sexta-feira para selecionar um assessor financeiro que o ajude a encontrar um comprador para sua participação na Energisa, uma transação de cerca de R$ 2 bilhões, pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal. Nas últimas semanas, a especulação no mercado era de que o BNDES lançaria um follow-on ou um block trade para se desfazer da posição, mas agora ficou claro que o banco prefere um processo organizado junto a investidores financeiros ou estratégicos. A BNDESPar se tornou dona de 11,38% do capital da Energisa no mês passado, quando converteu uma debênture com bônus de subscrição.  O banco de fomento subscreveu a debênture em 2015 para apoiar a Energisa na aquisição do Grupo Rede – que trouxe um novo vetor de crescimento para a companhia dos Botelho. Os bônus foram convertidos a R$ 16,47, e o papel hoje negocia ao redor de R$ 43,50. Além de investidores financeiros, o comprador mais lógico para a posição seria a própria Energisa.  A companhia recentemente entrou na disputa pela Celg, a distribuidora de Goiás que a Enel colocou à venda – mas os italianos entraram em uma negociação exclusiva com a Equatorial Energia. A Energisa vale R$ 20,7 bi na Bolsa e negocia a cerca de 12x o lucro estimado para 2023.


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Custo de vida cai em todas as faixas de renda, informa Ipea

Em agosto, a queda foi registrada pelo segundo mês seguido.

De acordo com o levantamento mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), houve queda no custo de vida para todas as faixas de renda no mês de agosto. O órgão publicou a pesquisa na terça-feira 13. Foi o segundo mês seguido com deflação generalizada, fato que não ocorria desde julho de 2010.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda “registrou deflação para todas as faixas de renda, com variações entre -0,51% para o segmento de renda alta e -0,12% para a classe de renda muito baixa”, informou o instituto em nota. Assim, no acumulado entre janeiro e agosto, as taxas de inflação variaram de 4,11% (renda média alta) a 4,94% (renda muito baixa).

No mês anterior, o custo de vida caiu 0,34% para a classe com renda muito baixa e 0,42% para a população de renda muito alta. De acordo com os dados, o pico ocorreu para quem está na faixa de renda média: redução de 0,85%.

Em agosto de 2021, o cenário era de aumento no custo de vida em todas as faixas. O pior resultado daquele período ficou para renda muito baixa, com inflação de 0,91%.

Transporte lidera queda do custo de vida
Conforme os dados do levantamento, a queda de preços no setor de transporte puxou a melhora do custo de vida em agosto. A redução nesse segmento oscilou entre -0,42% (renda muito baixa) e -0,96% (renda muito alta). Em junho, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a lei que limita o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, a gasolina, a energia elétrica, as comunicações e os transportes coletivos.


domingo, 4 de setembro de 2022

Brasil sem dinheiro físico? BC diz que transação 100% digital pode demorar, apesar do Pix

Brasil ainda enfrenta problemas na bancarização e na inclusão financeira da população

Faz tempo que o dinheiro em espécie e o talão de cheque estão perdendo espaço nos pagamentos realizados pelos brasileiros que, a cada dia que passa, vêm absorvendo outras modalidades digitais, como o Pix, sistema criado pelo Banco Central.

Apesar da absorção da tecnologia na hora de realizar uma transação financeira, o Brasil ainda está longe de ser considerado um território digital, sob a ótica dos meios de pagamentos. Esta é a avaliação de Ricardo Teixeira Leite Mourão, membro do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), do Banco Central.

“O caminho é muito longo para se chegar numa sociedade cashless [sem dinheiro]. Ainda estamos tentando reduzir o dinheiro físico e há muita evolução no Pix e na área de pagamentos como um todo para acontecer”, afirmou Mourão durante a edição 2022 da Febraban Tech 2022, em São Paulo.

O desafio de uma sociedade cashless é realmente gigante no Brasil, com 38,5% da população adulta ainda sem conta bancária, segundo pesquisa da Brink’s em parceria com a Fundação Dom Cabral.

A pandemia de Covid-19 foi um atalho forçado neste processo, quando milhares de brasileiros se viram obrigados a usar produtos digitais para honrar seus compromissos financeiros devido ao isolamento imposto pelo coronavírus.

Ser uma nação digital requer, segundo os especialistas, que todos os brasileiros estejam bancarizados e, no passo seguinte, incluídos no sistema financeiro, movimentando dinheiro e tendo acesso aos produtos do setor, diz Luciana Bassani, superintendente nacional da Caixa.

Bassani diz que das mais de 68 milhões de pessoas beneficiadas com o auxílio emergencial, ofertado pelo governo federal via Caixa TEM, 38 milhões não tinham sequer uma conta bancária.

“Foi um passo importante bancarizar essas pessoas, mas, nosso principal desafio hoje, é a inclusão financeira, ou seja, as pessoas precisam acessar serviços financeiros e utilizá-los e não apenas ter uma conta aberta”, afirma.

O Pix pode ser um caminho nesta direção. “O Pix, do ponto de vista de transação, é inovador. Mas todo arcabouço Pix é muito mais do que só a transação”, diz. Para Bassani, o maior sucesso da ferramenta não está apenas na sua instantaneidade ou no funcionamento 24 horas, mas “na jornada transacional focada na experiência do cliente”.

“O que se criou foi um arquétipo de simplicidade em transações digitais e isso tem um valor gigantesco”, explica.

Bassani conta ainda que o Pix transformou a perspectiva do banco sobre as transações. “Estamos revisando outros tipos de transações digitais no banco, como transferências TED e distribuição de empréstimos, utilizando a lógica do Pix, simplificando a experiência. Antes o banco fazia do melhor jeito para ele. Agora estamos tentando buscar o que o cliente quer e percebemos que a referência é o Pix”, explica.

Faz tempo que o dinheiro em espécie e o talão de cheque estão perdendo espaço nos pagamentos realizados pelos brasileiros que, a cada dia que passa, vêm absorvendo outras modalidades digitais, como o Pix, sistema criado pelo Banco Central.

Apesar da absorção da tecnologia na hora de realizar uma transação financeira, o Brasil ainda está longe de ser considerado um território digital, sob a ótica dos meios de pagamentos. Esta é a avaliação de Ricardo Teixeira Leite Mourão, membro do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), do Banco Central.

“O caminho é muito longo para se chegar numa sociedade cashless [sem dinheiro]. Ainda estamos tentando reduzir o dinheiro físico e há muita evolução no Pix e na área de pagamentos como um todo para acontecer”, afirmou Mourão durante a edição 2022 da Febraban Tech 2022, em São Paulo.

O desafio de uma sociedade cashless é realmente gigante no Brasil, com 38,5% da população adulta ainda sem conta bancária, segundo pesquisa da Brink’s em parceria com a Fundação Dom Cabral.

A pandemia de Covid-19 foi um atalho forçado neste processo, quando milhares de brasileiros se viram obrigados a usar produtos digitais para honrar seus compromissos financeiros devido ao isolamento imposto pelo coronavírus.

Ser uma nação digital requer, segundo os especialistas, que todos os brasileiros estejam bancarizados e, no passo seguinte, incluídos no sistema financeiro, movimentando dinheiro e tendo acesso aos produtos do setor, diz Luciana Bassani, superintendente nacional da Caixa.

Bassani diz que das mais de 68 milhões de pessoas beneficiadas com o auxílio emergencial, ofertado pelo governo federal via Caixa TEM, 38 milhões não tinham sequer uma conta bancária.

“Foi um passo importante bancarizar essas pessoas, mas, nosso principal desafio hoje, é a inclusão financeira, ou seja, as pessoas precisam acessar serviços financeiros e utilizá-los e não apenas ter uma conta aberta”, afirma.

O Pix pode ser um caminho nesta direção. “O Pix, do ponto de vista de transação, é inovador. Mas todo arcabouço Pix é muito mais do que só a transação”, diz. Para Bassani, o maior sucesso da ferramenta não está apenas na sua instantaneidade ou no funcionamento 24 horas, mas “na jornada transacional focada na experiência do cliente”.

“O que se criou foi um arquétipo de simplicidade em transações digitais e isso tem um valor gigantesco”, explica.

Bassani conta ainda que o Pix transformou a perspectiva do banco sobre as transações. “Estamos revisando outros tipos de transações digitais no banco, como transferências TED e distribuição de empréstimos, utilizando a lógica do Pix, simplificando a experiência. Antes o banco fazia do melhor jeito para ele. Agora estamos tentando buscar o que o cliente quer e percebemos que a referência é o Pix”, explica.

Pagamentos digitais
Entre as evoluções nos meios de pagamento, um dos destaques é o realizado por aproximação, que ganhou tração no contexto da pandemia. Roberta Becker, gerente de marketing da rede alimentar St. Marche, afirma que a modalidade vem se consolidando rapidamente.

“Os clientes não queriam contato e fomos forçados a entrar nessa era digital por aproximação. As pessoas usavam o cartão físico usando senha e agora usam o celular para aproximar e fazer o pagamento. Do nosso lado, é se adaptar e oferecer opções e percebemos que nosso público é adepto à soluções cashless“, diz.

“Sem dúvida o pagamento por aproximação é uma tendência, mas ainda temos um gap. Não oferecemos um cartão sem contato. Estamos olhando outras possibilidades de pagamento por aproximação, além dos plásticos, para garantir acesso dos nossos clientes”, sinaliza Bassani, da Caixa.

Becker diz que o St. Marche está participando de testes de pagamento com biometria facial em algumas de suas unidades. “É possível pagar com o sorriso, literalmente”, afirma.

A novidade é uma parceria com a empresa payface, que oferece essa solução para estabelecimentos comerciais. Na prática, o consumidor pode comprar um produto ao se identificar com o rosto, sem o uso de cartão, carteira ou dinheiro.

“O cliente precisa baixar um aplicativo, fazer um cadastro, e informar um meio de pagamento. Ao passar no caixa, o cliente informa que vai pagar com payface, olha na câmera e a compra é habilitada”, diz a gerente. “Conforme nossas pesquisas, o que as pessoas mais valorizam é não carregar nada. Uso o meu rosto e vou embora”, afirma Becker.

Luciana Bassani, da Caixa, afirma que, no seu escopo, esse meio de pagamento com reconhecimento facial poderia ser utilizado como uma segunda camada de aprovação de pagamento. “Temos espaços para muitas inovações. As transações vão acontecer sempre e é nosso desafio oferecer novas soluções para os clientes”.

Mourão diz que, do lado do BC, não há nenhuma solução nesta direção de reconhecimento facial em andamento. “Mesmo antes do Pix, a gente sempre discutiu novas soluções e tentamos nos manter antenados. Mas a turma do mercado é mais criativa que o BC”, comenta.

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